Eu tenho para mim que os condutores dos autocarros alugados para visitas de estudo são surdos. Outra hipótese é terem uma paciência de santo. Ou, então, ganham mesmo bem.
Não sei, mas guiar uma camioneta com crianças durante duas horas sem se despistar é de herói. Chinfrineira constante a cargo de miúdos e educadores, infinitas canções em coro - muitas delas com coreografia incluída - e o habitual cheiro a vomitado. Não é tarefa fácil e nós (crianças), mesmo que inconscientemente, tratámos de querer tornar esses dias mais bonitos para os pobres senhores. Como? Cantando a plenos pulmões (eu que o diga, que ia sempre no banco de trás) o hino dos passeios escolares: o famoso 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7.
Não sei quem inventou tal hit, mas este proliferou para vários pontos do país, ainda que com acentuadas variações de escola para escola - na minha cantava-se assim: Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete Vivá nossa camionete! Por favor senhor condutor,…
Fiz anos o mês passado. Quando fui morar para Lisboa este passou a ser um dia entre amigos (quando não era de cara enfiada nos livros a estudar), sem família, e só voltei a partilhar o dia de aniversário com as duas fracções este ano. Para um regresso em grande às comemorações em família, os meus primos brindaram-me com o - adjectivo por definir - puxão de orelhas de aniversário.
E o que é o puxão de orelhas? Basta ser literal: consiste em puxar as orelhas ao aniversariante, tantas vezes quantos anos fizer. Escusado será dizer que este "carinho", quando praticado entre primos, é brincadeira para deixar o pobre coitado do aniversariante com os lóbulos a arder.
Se por acaso quiserem colocar este espectacular presente em prática, fiquem a saber que o devem fazer quando cumprimentam o aniversariante - "aaah dá cá dois beijinhos, tumba, já o agarrei, puxem, puxem!". Visto de fora é qualquer coisa como um emaranhado de braços à volta de um corpo de onde só se distinguem…
Estive quase um mês de férias, daquelas férias sem aceder ao e-mail, ao site, à loja online. Daquelas férias sem telefonemas, sem preocupações, que só em sonhos, estão a ver? Eu vi(vi).
Férias com direito a coisas tão random como ir à praia, fazer desporto (estava tão a precisar), tomar o pequeno-almoço na cama entre revistas e Apps, "comer" caviar, ir ao teatro, visitar três países (um deles, o mais feliz do mundo), fazer obras em casa, passar tempo infinito com quem me enche o peito e a alma, fazer cursos online (esta parte errr, ainda não terminei, mas vai ser hoje), ir ao médico, visitar as casas novas dos meus amigos (já só faltam 4 - e é bom que mais ninguém se lembre de mudar de casa entretanto), ir ao cinema, fazer limpezas, ir às compras, beber uns copos, conhecer sítios novos, revisitar sítios que sabem sempre bem, experimentar receitas (poucas - tive muito tempo, é certo, mas as minhas ideias e projectos eram tantos, que mesmo assim ficou muito por fazer).
Agrad…
:)... Um bom Domingo e uma óptima semana!
ResponderEliminarE hoje amanheceu um lindo dia!
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