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Mantenho-me ausente por tempo indeterminado mas...

... tinha de abrir aqui um espaço para marcar no calendário que um dos grandes objectivos para este ano já está. E dizer também que está tudo muito bem, mesmo não parecendo porque, nas últimas vezes, escrevi sobre histórias menos felizes - as únicas destes tempos de histórias muito felizes.
[já disse algures que acho a palavra felicidade - e derivados - feia e isso mantém-se, mas é a que se emprega melhor aqui.]
Continuo a levar à letra o work hard, play harder. Tudo disciplinado - ou não. Poucas horas de sono mas mais do que há um ano e pouco atrás. Muitos objectivos, algum nervoso miudinho com tanta coisa a acontecer. Mas muita satisfação, no final de cada etapa.
Em breve acabam mais algumas e, espero, estarei mais descansada. Talvez com mais tempo para processar tudo o que aconteceu nos últimos dois anos (que a mim me pareceram 3 meses). Talvez, mas provavelmente não, porque ando bem sempre a correr. Espero continuar a sentir-me realizada, ser sempre alguém presente e melhor, só i…

01.03.2016

Dei-te a minha certeza: estaríamos cá todos hoje. Nós, uma garrafa de jeropiga, ou mortinhos, ou Whisky na loucura. O teu primeiro e último shot de Whisky, a última careta - das tão tuas - que vi. Como se na vida pudessemos ter a certeza de alguma coisa que não a morte. 
Tenho saudades tuas. As mãos em ferida como as tuas. E um sem número de coisas para te dizer. 
Tinha de interromper este ritmo louco em que vivo para te escrever. Ainda que, sem surpresa, soubesse que não o iria conseguir fazer. Parabéns Luz. Esse coração exemplar nenhuma terra vai comer.

Alhos sem bugalhos #1

A mesa aberta, as cadeiras à volta, uma taça com tremoços, outra com azeitonas. As santas sobre a mala e o candeeiro que eu acho que nunca tinha visto mas que, pelo aspecto, está ali há mais tempo do que eu existo. A casa remodelada mas sem sombra de modernidade. As portas pintadas num tom claro - e agora ternurento - de cinzento. Nunca me pareceu poético.
Nunca me pareceu poético e não me lembro, sequer, do que me possa ter parecido. Memórias vagas da(s) sala(s) e de como era o pátio no tempo em que por algum motivo por ali andávamos a brincar.
Da cozinha lembro-me melhor. Aquele poster que tivemos durante anos, com a bisavó comigo ao colo, sentadas ao lado da lareira, não deixa esquecer. Eu, bebé, com um chocalho azul e laranja na mão. Ela, com a cara e o nariz iguais aos da bruxa da Branca de Neve quando se mascarou de velhinha para lhe oferecer a maçã. Eu, de babete branco. Ela, com um só dente e um sorriso. A cozinha, com os azulejos que só conheço dali e que ainda hoje lá estão…

Zara, põe os olhos na Mattel

Oi fãs.
Pus a roupa das Barbies na máquina de lavar* e tenho a dizer que, ao contrário do que temia, as peças voltaram intactas, reluzentes, nada tingiu, nada engelhou, os mini-botões todos, as purpurinas, as missangas, os autocolantes, os estampados, as lantejoulas and so on. Tudo com quase 20 anos e tudo no sítio e em melhor estado do que muitas peças de roupa que compro... 
E agora vejam a polivalência deste post, simultaneamente apropriado para um fashion blog e para um blog de mamãs, conseguindo apelar, ainda, ao sentimento do "antigamente é que era". Tanto em nada, incrível. Volto assim que der.
* calma gente, sou só uma madrinha extremosa.

Pergunta:

Ainda se pode confiar em alguém?
É um instante enquanto nos tornamos pó.

Cancro

Esse cabrão.