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Just in case...

Amanhã faço nova recolha de sangue, vou ter o resultado de algumas análises e exames e vou, finalmente, ouvir parte (acho que alguns resultados ainda estão pendentes) da minha sentença. Tendo em conta os chinelos horríveis que a minha mãe me levou para o hospital - fui gozada, e com razão, por toda a gente - decidi deixar escrito as minhas exigências no caso do desfecho desta história se adivinhar fatal. Mantendo-me fiel a mim mesma, as exigências são poucas mas acho que farão a diferença entre algo ao meu estilo ou algo que me envergonhe. Sem mais delongas: não é preciso haver missa; o caixão tem de ser branco, de linhas direitas, sem verniz; nas flores só quero tulipas soltas, brancas e de várias cores (incluindo azul, preto e violeta); maquilhagem clean com batom e unhas da mesma cor (cor dentro do que estiver actual e que fique bem com a roupa); cabelo esticado mas não assolapado; este vestido e estes sapatos (se não ficar bem com o tom de pele desmaiado peçam ao Dino Alves...

Amor com Amor se paga

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Vamos falar de certezas? Sou uma privilegiada por ter pessoas tão espectaculares à minha volta. Uma família enorme que me enche o peito de orgulho, os melhores amigos do mundo, um namorado que me enche as medidas e queques para agradecer. Estou mais eficiente que nunca. Criativa até mais não. A estadia no hospital foi de tal forma uma saída da rotina que não parei de ter ideias (se calhar também andei a alucinar com os medicamentos, quem sabe). Anotei sempre tudo. Cheguei a casa com páginas e páginas de ideias e tarefas para concretizar. Juntei-lhe tudo o que adiei nos últimos meses (algumas coisas estavam adiadas há anos sem eu me aperceber) e deu-se em mim uma explosão de 'bora lá que, juro, desconhecia possuir. Nunca fui uma inerte ou parasita (vá, no primeiro ano da faculdade andei lá próximo) mas esta histeria é de mais. Mal tenho dormido, é certo, mas numa semana de baixa (estar de baixa é tão adulto, meu Deus - não acredito em nenhum mas é a expressão que me ...

2013

Podia ter sido o ano do desespero. Estava há 3 meses à procura de um trabalho na área (que me enchesse as medidas e não fosse uma chulice pegada) e a tarefa parecia uma missão impossível. Estar em Lisboa deixou de fazer sentido (viver fora às custas dos pais não era opção), decidi o óbvio - voltar para debaixo da asa dos papás -, fiz as malas e aterrei numa casa que, até este ano, nunca tinha sentido como verdadeiramente minha (história de outros capítulos). O regresso podia ter corrido mal. Voltar à rotina familiar, aos horários estabelecidos, ter de depender de outros para me deslocar, ter o namorado e alguns amigos longe, ter de lavar a louça logo a seguir ao jantar (das piores coisas que me podem pedir!) e ter de aturar as neuras de cada um são pormenores que podiam ter feito alguma mossa. Podia ter-me sentido a mais (conheço casos desses) ou, pior, ter-me deixado ir a baixo com a frustração de não arranjar emprego. Podia ter sido um drama, podia ser hoje uma feiosa solitária c...

Gosto de futebol

Há anos que não sigo o campeonato porque o tempo não dá para tudo e, como não aprecio gastar o que sobra em frente à televisão, acabei por desligar. Apesar disso, gosto quando me decido (de ano a ano) a ver um jogo alapada no sofá e gosto ainda mais quando o jogo é decisivo e se troca o sofá pelo café. Como boa portuguesa que sou, vibro e paro para assistir a todos os jogos em altura de europeus e mundiais e, espero que não se espantem, também gosto de jogar. Cresci com o meu primo e habituei-me cedo a que bola ou carritos fossem tão presentes como as barbies . Sorte das sortes, com as minhas amigas passava-se o mesmo: como tinham irmãos mais velhos, nenhuma era demasiado "cor-de-rosa", o que nos permitiu desde sempre o dobro das aventuras e lugar garantido nas equipas à hora do recreio. Apesar de jogar à bola quase todos os dias desde os sete, oito anos, foi no 4º ano que a febre do futebol se apoderou de mim e me revelei uma sportinguista empenhada (sejam originai...

Sweet June

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[Uma amostra do mês favorito] Trabalho | Dia da Criança | Chocolate Quente | Compras | Mais trabalho e um workshop brutal | Hand to Hand | A afilhada mais bonita do mundo completamente lambuzada a comer cerejas | As pausas com os amigos | o Batizado da Jé | O meu aniversário e os festejos ciganos, de Leiria a Lisboa | O início da trip  até Bragança |  Panna cotta e gelado | Pinhão, Vila Real | O primeiro dia de praia | O segundo dia de praia | Os restantes dias de praia | O jardim de sempre | A malta a banhos na Praia da Nazaré | O inevitável gelado na  Conchanata  | O habitual lanche anual em modo filha única  [O único senão do mês: a inflamação que, agora, parece um pormenor mas durante três dias foi uma senhora tortura.]

Isto é pr'Anisabel:

   Num ano normal eu estaria a cantar-te os parabéns, a bater palmas e a rir-me de ti (que estarias de certeza a chorar baba e ranho, de maquilhagem - minutos antes irrepreensível - esborratada cara a baixo). Já terias os presentes na mão - tudo muito girly como tu - e estarias a agradecer e a fungar em uníssono. Estaria provavelmente a abraçar-te. Estaria aí e isso valeria muito mais que qualquer palavra, mas à falta de melhor...    Ainda no outro dia me lembrei do Hélder a comer o ovo do folar em tua casa: o primeiro aniversário teu em que estive presente (não sei se destaco a perícia do Bruno na coluna, se a tentar marcar um golo, fora todo o resto genial). No ano seguinte lá estávamos todos na tua casa de Lisboa (a casa onde a Sílvia escondia os bolos debaixo da cama), a festejar de novo. Um ano depois? Repetia-se a história, repetiam-se os protagonistas, mudavam os cenários: uma manhã na rádio, uma ida ao Largo Camões patrocinada pela Ben & Jerry's e ...

(Per)seguir tendências

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   Gosto de moda, atento às tendências e tenho uma  wishlist  com artigos das colecções mais comuns; não pretendo ofender ninguém com o que vou escrever, respeito as decisões de cada qual e não me considero superior; o tom deste post não é o desdém e não procuro polémica entre as meninas mais fashionistas , apenas achei curioso ter entrado num sítio com centenas de pessoas aleatórias e ter a sensação de que o sexo feminino estava a ser vestido em série.    Sim, as pessoas estão a vestir-se ridiculamente igual. Ontem fomos ao Urban (discoteca em Lisboa) e tudo quanto era rapariga que tivesse dispensado mais de meia hora a pensar no outfit envergava saia comprida ou  mini-shorts ; as famosas litas; golas com pormenores; por aí. Tudo bonito, novo, trendy . Peças que eu usaria sem problemas (vá, as  litas  só se me pagassem, que já as enjoei há tempos) e que proliferam blogosfera e redes sociais fora.    Tudo ok menos...

Nós quatro, uma mesa e uma máquina fotográfica

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 Numa amizade quase tão antiga como o que nos lembramos de ser a vida, é normal que os pormenores sejam absorvidos sem repararmos: estamos entretidos a viver, não obcecados em reflectir em todas as vezes que respiramos.      Olhando agora, vejo que não teria sido estranho se tivéssemos entrado em depressão quando fomos morar para quatro cidades diferentes: afinal, estávamos teoricamente a afastar grande parte da nossa vida. Na prática, contudo, não se revelou assim: fomos naturalmente nas bagagens umas das outras e a essência continua imutável, ainda que as circunstâncias tenham mudado muito. Continuamos a ter qualquer coisa na qual nem sequer pensamos e é por isso que não me apercebi que já tinha passado tanto tempo desde algo que era a mais comum das nossas rotinas: os lanches. .    Passaram quê? Quatro anos desde que nos juntámos as quatro (coincidência numérica) no conforto do lar, à volta de uma mesa cheia de coisas boas? Quatro anos sem as...

De mão em mão #2

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   Tudo começou com a vontade de me desfazer de algumas coisas que, estando em perfeitas condições, já não me agradavam por diversos motivos. OLX e sites do género podiam ser a solução mas não queria ser só mais uma no meio de tanta oferta , pelo que me dirigi a uma loja de roupa em segunda mão pronta a enriquecer - ignorando as burocracias e as exigências com datas, preços e marcas, que em 5 minutos inviabilizaram o meu negócio.    Dias mais tarde, estava a almoçar com a I. quando ela pegou numa revista e disse "olha, podíamos vender roupa em segunda mão". Contei-lhe o meu frustrante episódio. Delineámos um plano. Fizemos contactos. Apareceram os entraves. Aceitámos uma sugestão e fizemos algo completamente diferente do planeado, numa de quem não tem nada a perder. Testámos reacções junto a um público que nem era o pretendido. Vendemos qualquer coisinha. Passaram-se umas semanas.  A ideia inicial continuava cá (e alguns montes de roupa também) . Vár...

Domingo

Finalmente um dia sem trabalhar uma gota: com direito a dormir até ao almoço , a café no Starbucks , a passeio pela Baixa e a um momento de compras . Ah, e a namoro . Agora que reli, o meu Domingo soou-me a comédia romântica cliché, mas não, nos filmes americanos não há espaço para ver o cair da noite do alto do Elevador de Santa Justa, nem há gente morta de cansaço que vibra só por ter passado um dia sem ir ao computador. Resta esperar que amanhã haja energia suficiente para compensar a folga :)

ARRUMAR

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É altura de arrumar o quarto, as ideias e todas as To Do List . Até Maio vai ser fera, mas algo me diz que cada minuto sem descanso vai valer a pena. Oxalá :) Pensei também que estava na altura de começar a escrever um livro, porque finalmente tinha uma boa história para querer ler depois. No entanto, não me parece que tenha tempo agora e até fiquei surpreendida com esta vontade: acho que desde o meu sétimo, oitavo ano, que não tinha vontade de escrever um. Mentira, há uns anitos (poucos) lembrei-me que queria escrever um livro com dedicatórias a todas as pessoas que passaram pela minha vida, para que lessem depois de eu morrer. Contudo, cedo desisti da ideia por não ter palavras que expressassem o que queria. De modo que nunca mais me tinha apetecido escrever um livro, até ontem. Nisto lembrei-me que três anos de Ciências da Comunicação me fizeram desaprender a escrever. Ensinaram-me a escrever notícias, reportagens, textos de empresas, e-mails, planos de marketing e mu...

STEP UP THE GAME

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Let's make this happen, girl! You gonna show the world that something good can work and it can work for youuuu. And you know that it will. Let's get this started girl, we're moving up, we're moving up, It's been alot to change but you will always get what you want.   Took a little time to make it a little better, It's only going out, just one thing and another, you know! You know! ♫ Two Door Cinema Club - Something Good Can Work

GIRLS' STUFF

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As coisas de meninas não têm de ser fúteis. Cores e tecidos são só pretextos para tardes repletas de sorrisos e confidências.