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Ponto da situação

Estive quase um mês de férias, daquelas férias sem aceder ao e-mail, ao site, à loja online. Daquelas férias sem telefonemas, sem preocupações, que só em sonhos, estão a ver? Eu vi(vi).  Férias com direito a coisas tão random como ir à praia, fazer desporto (estava tão a precisar), tomar o pequeno-almoço na cama entre revistas e Apps, "comer" caviar, ir ao teatro, visitar três países (um deles, o mais feliz do mundo), fazer obras em casa, passar tempo infinito com quem me enche o peito e a alma, fazer cursos online (esta parte errr, ainda não terminei, mas vai ser hoje), ir ao médico, visitar as casas novas dos meus amigos (já só faltam 4 - e é bom que mais ninguém se lembre de mudar de casa entretanto), ir ao cinema, fazer limpezas, ir às compras, beber uns copos, conhecer sítios novos, revisitar sítios que sabem sempre bem, experimentar receitas (poucas - tive muito tempo, é certo, mas as minhas ideias e projectos eram tantos, que mesmo assim ficou muito por fazer). ...

Espero voltar em breve

Se até aqui eram milhares de coisas a acontecer em simultâneo, agora arrisco-me a afirmar que são milhões. Falamos em 2016? 

Naturalmente inesquecível

O meu concorrente chamou "estratégia bêah dois bêah " àquilo a que eu chamo uma estratégia " bi-tu-bi " (B2B). Foi no sábado e ainda hoje trago a expressão, naquele sotaque acentuado, a ecoar-me na cabeça.

Acordei com saudades de fazer rádio

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Sobre encontrar o que se procura

Terça-feira tive a certeza. É mesmo isto. AHHH. É. TÃO. ISTO. !!!

Semana 104

Há dois anos a comunicar à séria no sector mais doce da indústria alimentar.

Estou mais leve

Quase dois anos depois, cheguei ao ponto em que não consegui ser mais tolerante, paciente, compreensiva (não havia nada para compreender mas eu tenho em mim um pedaço de Madre Teresa de Calcutá), o ponto em que o meu cérebro - já meio em papas - gritou por ajuda, a bolha explodiu, a tampa saltou e eu verbalizei o que há muito era merecido mas estava contido, apenas por educação: "Opá! Cala-te um bocado e faz o que tens a fazer... ". Na verdade, a minha vontade era soltar, aos berros, algo mais ofensivo e agressivo. Contudo, como pessoa politicamente correcta e uma vez que vamos ter de continuar a conviver, não perdi as estribeiras de vez - vamos ver até quando.

Só que não

Eu ia publicar as fotos de Amesterdão. Ia fazer desporto durante a semana (no domingo corremos 8Km, enlouqueci). Ia tomar café com os meus amigos. Ia fazer uma série de coisas, porque nunca me faltam planos e objectivos. Só que não , não fiz rigorosamente nada do planeado. Limitei-me a tentar dormir (sem sucesso), a arrastar-me pela casa nas tarefas mais básicas como tomar banho ou preparar o lanche (mil vénias à minha mãe que me trata da roupa, das refeições e ainda me estica o cabelo) e a concentrar a única energia restante no trabalho, tentando não dar nas vistas e não desatar a tratar mal as pessoas quando se tornam chatas ou repetitivas. Porque agora quem manda aqui é este *querido* Lúpus Eritematoso Sistémico (a resposta para quem perguntou no outro dia que doença era esta - não pesquisem no Google porque as imagens são nojentas). E se o querido LES acha que eu não devo dormir durante semanas a fio e andar a cair de cansaço, então é isso que temos. [começo a perceber qua...

Do amor à camisola

Gosto mesmo da empresa onde trabalho: da imagem, dos produtos que vendemos à cultura, dos colegas aos patrões e da grande maioria dos stakeholders (dos que conheço). Não gosto do edifício-sede. Odeio-o no inverno com todas as minhas forças. É frio a ponto de ser extremamente desconfortável e de nos desconcentrar. Há outras coisas que mudaria porque "não somos perfeitos" e há sempre aspectos a melhorar, mas no geral estou satisfeita e se o meu grau de satisfação num trabalho, ao longo da vida, for sempre este, então provavelmente serei uma workaholic incurável. Vesti a camisola no primeiro momento - como, aliás, visto em todas as causas a que me associo, sejam elas pagas ou de carácter voluntário. Nos últimos meses o fluxo de trabalho aumentou, nós continuamos os mesmos e tenho-me desdobrado para fazer mais. O tempo claramente não chega, já tenho uma pilha em stand-by até 2015 (iniciada antes do Verão), acabo por fazer algumas coisas em casa e andamos todos em cont...

Tudo cheio de calor...

... e eu no escritório de casaquinho de malha. Mas não é tudo: quando tenho de ir ao armazém, ou visto mais um casaco ou congelo. E sim, estou em Portugal continental e estão 30 graus lá fora. (Agora imaginem o quão fixe é este edifício no Inverno).

E por falar em regressos...

... o meu amor voltou  ♡ . (amanhã parte outra vez, mas vamos fingir que não sabemos para não custar tanto / isto é pior do que tirar um rebuçado a uma criança / mas nunca, jamais, deixarei de o deixar voar ou permitirei que ele o faça comigo / porque correr atrás dos nossos objectivos pessoais e profissionais nos torna naquilo que admiramos um no outro / e porque em breve haveremos de conseguir encaixar melhor tudo isto).

A curtir bué

O pequeno caos no trabalho (só para dizer que estou de volta, com leucócitos de gente normal*). *O resto menos bom só sei daqui a duas semanas.

Amor com Amor se paga

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Vamos falar de certezas? Sou uma privilegiada por ter pessoas tão espectaculares à minha volta. Uma família enorme que me enche o peito de orgulho, os melhores amigos do mundo, um namorado que me enche as medidas e queques para agradecer. Estou mais eficiente que nunca. Criativa até mais não. A estadia no hospital foi de tal forma uma saída da rotina que não parei de ter ideias (se calhar também andei a alucinar com os medicamentos, quem sabe). Anotei sempre tudo. Cheguei a casa com páginas e páginas de ideias e tarefas para concretizar. Juntei-lhe tudo o que adiei nos últimos meses (algumas coisas estavam adiadas há anos sem eu me aperceber) e deu-se em mim uma explosão de 'bora lá que, juro, desconhecia possuir. Nunca fui uma inerte ou parasita (vá, no primeiro ano da faculdade andei lá próximo) mas esta histeria é de mais. Mal tenho dormido, é certo, mas numa semana de baixa (estar de baixa é tão adulto, meu Deus - não acredito em nenhum mas é a expressão que me ...

Update

Antes contava os dias para os fins-de-semana, as horas para abraçar quem gosto, os dias para novas viagens. Agora conto os dias para deixar de tomar o medicamento X , para começar o Y , para passar a dividir o W . Conto os dias para novas análises, novas consultas e para uma resposta que nunca mais chega. Conto as horas para ir para casa vegetar porque a única energia que me resta tem de servir para trabalhar. E de repente, no meio de tanta conta, não há nada que valha a pena contar. Cada vez mais cansada e menos motivada, a vontade de me levantar de manhã desaparece. Porque não há nada que possa fazer quando os dias tropeçam uns nos outros, o despertador toca, as contagens continuam e só saímos de casa porque temos obrigatoriamente de trabalhar (ao menos aí ainda se conta o tempo para ver acontecer outras coisas que não arrastar-me entre medicamentos e má disposição).   Antes sonhava com a hora das refeições, deliciava-me a imaginar o que teria à minha espera, fazia pedidos ...

A vida em stand-by

Os resultados das análises que não chegam, os contornos do novo contrato que ainda não são conhecidos e todas as respostas pelas quais espero e das quais dependo. Sou pessoa de acção, estados pendentes impacientam-me porque me impedem de fazer planos - esse exercício no qual, confesso, sou viciada (o que fazer hoje, amanhã, depois, como e de que forma são coisas nas quais passo a vida a pensar - e, depois, a implementar, mesmo que na realidade não siga as minhas próprias instruções à risca). Quando há respostas que ao chegar podem comprometer tudo, deixa de ter piada pensar no que quer que seja.

Sou só eu?

O fim-de-semana passou a voar como, de resto, todos os dias têm passado. Tanto faz se há muitos eventos, se quase não saio do escritório, se as notícias são boas, se são assustadoras, se saio para dançar, se ficamos a namorar, se vou dar um salto à praia ou se fico a tomar conta da afilhada mais encantadora do mundo. Passa tudo num ápice, mesmo quando estou empancada no trânsito ou são dez da manhã e imagino as 18h30. Não sei se estamos todos no mesmo barco ou se de repente fui sugada para uma realidade paralela mas o que é certo é que quando dou por mim, já passou outra semana e já passaram os marcos que tinha na agenda para daí a um mês. De loucos. E por falar em marcos, hoje começa a minha 53ª semana na empresa. Já não era altura de me espantar com a velocidade a que o tempo corre mas continuo a ficar perplexa. Um ano que parece surgir do nada e, no entanto, tem tanto lá dentro. Jesus. Alguém que acalme a máquina do tempo ou daqui a um mês estou velhinha de fral...

Meteo, seu brincalhão

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Calor toda a semana, inclusive sábado (dia de evento na empresa e, portanto, dia de trabalho). Chuva na semana do feriado/mini-férias. Ok...

In your face, Marquito!

Desde que nos conhecemos que ele tenta boicotar o meu trabalho. Acredito que não seja nada pessoal mas dado que a comunicação que faço traz novos clientes e novos clientes significam mais trabalho para todos, sou claramente o alvo a abater. Por minha causa, vejam bem, os telefones tocam mais e há mais e-mails para ler. E se isto, à primeira vista, parece positivo porque entre uns contactos e outros se fazem umas vendas que, adivinhe-se, ajudam a sustentar a empresa, ao olhar afiado do Marquito isto não passa de uma grandessíssima dor de cabeça. Clientes novos são a pior raça que pode existir e ele explica porquê. Se o cliente é novo não deve querer muita coisa. Se acontecer querer muita coisa, é para descobrir a origem dos produtos e ir comprar directamente aos nossos fornecedores. Se, por obra do acaso repetir a compra, é única e exclusivamente porque está enrascado e não encontrou mesmo noutro sítio. Aprendam! Um cliente novo, desconhecido, que chegue até vós por causa de um...

Em jeito corrido

Escrever no blog é o único objectivo que não estou a conseguir cumprir neste momento. Claro que cumprir tudo o resto me deixa satisfeita mas entristece-me saber que, mais dia menos dia, tudo o que vivi nos últimos tempos se dissipará no buraco negro da minha memória. Em jeito corrido - que a capacidade de escrever melhor anda algures adormecida (espero que não esteja morta) - e sem qualquer ordem cronológica, gosto cada vez mais de morar no campo e cada vez mais de Leiria; está tudo a fazer estágio profissional (eu incluída) e de repente parece que todos encontraram o seu caminho mas temo que este boom acabe depressa e, no fim dos contratos, sejamos todos substituídos por novos estagiários; estou a adorar a veia criativa que os portugueses têm demonstrado e os espaços e ideias de negócio que têm surgido; quase todos os dias desejo ganhar o Euromilhões, que não me faz exactamente falta mas seria uma ajuda interessante (provavelmente, viciada em planos e orçamentos como estou, não cheg...

O mundo devia ouvir-me mais vezes

A semana passada disse: "as marcas eram inteligentes se fizessem product placement no cenário inclinado" [Vale Tudo, SIC]. Esta semana, ligo a TV e temos uma peixaria do Intermarche (e a prova que me faz falta quando me ponho em causa e me encho de dúvidas sobre se compreendo realmente o mercado, as marcas e o que se está a passar à nossa volta). No fundo, um empurrãozinho na motivação para aqueles dias em que identifico oportunidades e, depois, as vejo serem ignoradas (ou as ignoro, por ordens superiores).