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#jesuischarlie

Vinha escrever sobre a viagem - mais fixe de sempre - a Paris mas esta história do atentado impôs-se. Não vou estar aqui à procura das palavras certas para comentar o que aconteceu (é tudo tão desprezível que nem sequer me apetece discorrer sobre o assunto), vim dizer apenas que sim, je suis Charlie aussi , não porque estudei comunicação e tive formação jornalística mas porque sou humana. E bastava isso, sermos todos aquilo que nascemos.

A crise dos 20 e pouco

Ter um perfil no instagram recheado de fotografias em sítios in é importante mas o que está mesmo a dar são as grandes decisões. É giro viajar, comer o hambúrguer da moda ou beber o gin  mais elaborado mas a Geração Y tem sede de mais e responder ao "que é feito de ti?" com menos do que um "vou casar" começa a saber a pouco. Passa mais uma semana de trabalho. Mais cinco dias sem tempo para meter a conversa em dia, sair, fazer "coisas". Chega o fim-de-semana e o café entre amigos impera. Se não vamos falar da vida dos outros (vamos, mas o que é de mais também enjoa) é bom que haja algo interessante para dizer sobre a nossa. O nosso trabalho é entusiasmante, sim senhor, mas se não fomos promovidos nem aconteceu algo digno de destaque o tema vai esgotar-se inevitavelmente (juntemos-lhe o sigilo profissional e o assunto acaba em menos de nada). As férias já passaram. O namorado é o mesmo. Não ganhámos o Euromilhões. Dominamos cada vez menos temas da act...

Ó senhores da rede-expresso

Não é nada giro fazer planos para ler uma série de coisas e meter vários assuntos em dia enquanto vou no expresso e, ao chegar à gare, perceber que vou para Lisboa numa viatura que nem pertence à rede, assim já meio velha e sem internet - essa comodidade que tanto apregoam. Seria cómodo, de facto, rentabilizar o tempo da viagem e ficar livre para o fim-de-semana prolongado. Seria cómodo não ter de chegar ao destino e agarrar-me ao PC. Seria tudo maravilhoso, se o serviço pelo qual paguei fosse aquele pelo qual estou a usufruir.

Paulo Portas apresenta demissão

Que o Gaspar tenha atingido o limite não me espanta. Agora o Portas? Confesso que não esperava [ aqui ]. E esta brincadeira de estarem todos a dar de frosques no Verão, é para ver se a malta não repara? 

Ponto da situação #5

   Amanhã a Inês vem ter connosco ( yupii ) e ainda não vai ser desta que tenho oportunidade de vir aqui desbobinar uma data de coisas.    Tenho um chato à perna que em certos dias me leva ao desespero. Há um anormal que me deve dinheiro (felizmente pouco). Tenho sono. Fui há pouco à ante-estreia do Django Unchained  e, apesar do sangue e da violência não serem os meus pratos preferidos, adorei. Tenho saudades de sair para fotografar (se têm seguido o 360º em 365 dias   repararam que o meu contributo tem sido apressado e via telemóvel - lamento mesmo - e se têm consultado o separador  aqui no blogue, já repararam que está a precisar que o actualize).    Os meus dias em Lisboa estão a esgotar-se a passos largos e tenho conseguido rever quase toda a gente. Tem sido bom, viver é bom e ter água, luz e telecomunicações também. Hã?! Pois, esqueci-me de vos dizer que a minha família tem estado sem estes bens. A minha família e mais uns mil...

Resquícios de hoje

Eu ainda gostava de entender porque é que uma pessoa com a profissão de radiologista tira baixa e vai trabalhar, durante esse tempo, em figuração para televisão. Passando à frente a parte em que está de baixa médica e, nesse período, trabalha para outras entidades empregadoras (...), o que é que leva alguém que tem trabalho na área que quer (palavras da própria) a estar de livre e espontânea vontade dias inteiros (10 a 12 horas) encafuada num estúdio? E agora um assunto de segurança pública: há por aí alguma vivalma que ainda ache que usar cinto nos bancos traseiros do automóvel não é obrigatório? É que se há, acredite em mim: é. Hoje apanhei boleia de uma desconhecida e, comigo e com ela, iam mais duas pessoas. Entrei para o banco de trás, protegido por uma mantinha de cima a baixo, inviabilizando o processo de enfiar o cinto no respectivo buraco:      - "Desculpe, como é que ponho o cinto cá atrás?" - perguntei, na esperança que a senhora me respondesse que podi...

Ele há dias...

   Acordei muito mais cedo do que o habitual pronta a resolver uma série de assuntos. Lançada para o assunto 1, logo desisto ao perceber que  ups , não trouxe o dinheiro.  Numa de rentabilizar o meu tempo, atiro-me aos assuntos 2 e 3, para logo depois desistir: tinha-me esquecido do passe e, por isso, não me pude deslocar pela cidade.    Respirei fundo, paguei o bilhete para regressar a casa e assim o fiz. Azares , pensei. Já à porta do prédio, enquanto procuro pela chave na mala, sinto uma substância pegajosa: a embalagem de champô que trazia lá dentro abriu e o resto conseguem imaginar.  Oh yeah .

Ah bom...

   Eis que preciso de um texto que escrevi, há uns meses, para um jornal online. Eis que vou ao site da dita publicação e pesquiso pelo meu nome. Eis que aparecem 0 (zero) resultados. Eis que fico intrigada e pesquiso pelo título do texto. Eis que o mesmo aparece. Eis que não tem assinatura. Eis que pesquiso por uma entrevista que havia feito, também. Eis que esta surge, adivinhem, sem autor.    E cá estou eu, boquiaberta com esta merda , porque me pediram portefólio e são menos três trabalhos que posso mostrar, por não ter como provar que são meus. Que grande graça que isto tem...

das entrevistas de emprego #1

   Uma pessoa estuda a empresa para a qual se candidatou, relê e imprime o CV, prepara o trajecto que tem de fazer no Google Maps (com cálculo ao minuto das várias sugestões nos diferentes meios de transporte, fotografias do local, etc.), atrofia para escolher a roupa, queima-se a tirar o almoço do forno (ao ver que já está a ficar em cima da hora), se for preciso dorme mal... ... para chegar lá e, em 8 minutos, ser "avaliada".    Com perguntas tão estranhas como "onde se vê daqui a dez anos?" ou "fale-me de si", qualquer preparação, por mais exemplar que seja, se revela desnecessária - tudo bem, posso tentar perceber o interesse destas questões mas        a) acabei de dizer o meu nome, sei que devo falar do meu curso e do que me levou ali, mas o "fale-me de si" é muito vago e ou sou sucinta e deixo mil coisas por dizer, ou fico ali a debitar informação e a sentir-me idiota;        b) se imaginassem o que passam os jo...

Felizes os que não têm televisão #1

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   Primeiro brinde da publicidade mal regresso do meu retiro:    Se tivesse que salvar um dos elementos desta nova versão do "é sexta-feira yeh" provavelmente escolheria a letra e nem essa tem qualquer tipo de encanto. Oh senhores, a música já saiu há meses, passou repetidamente na maioria das rádios deste país, foi postada vezes sem conta nas redes sociais e citada outras tantas sempre que alguém dizia o dia da semana; deu o que tinha (e não tinha) a dar e vocês ainda pegam nela para passar de hora a hora na TV portuguesa até meados de Setembro? É que só de ouvir o instrumental arrepia e quando achamos que não podia piorar... eis que o puto começa a cantar e não há ouvido ou vidro que aguente. Ah eu garanto-vos, filho meu não comprava nem um lápis no Continente depois disto.

Alguém me explica?

   É comum encontrarmos pessoas com vergonha dos pais (ou outros membros da família) seja por causa  da roupa, da profissão, do sotaque ou por outra causa qualquer.  Se forem adolescentes, o melhor é ignorar - se tiverem uma formação minimamente decente a coisa passa - mas como é que isto permanece na vida adulta? Faz algum sentido?     Ok que há razões para termos vergonha de outras pessoas, mas não serão - num mundo normal - a humildade e a simpatia, certo?  Porquê aquela necessidade de dizer "É a minha mãe, Conceição, o meu pai José e pronto, somos uma família simples, sem muitas posses". A sério? Chiça , logo agora que lhes ia pedir dinheiro emprestado! Ou serão outras posses? Arrogância e mania, por exemplo? Ufa , aumentaram as probabilidades de termos uma conversa agradável.    A sério gente, estou-me nas tintas se têm uma casa na praia, se só vestem roupa que custe mais de xxxx euros, se fizeram três doutoramentos ou se o ...

EX-INFO-EXCLUÍDOS

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Andava há algum tempo para comentar esta nova vaga de especialistas de coisa nenhuma, mas alguém fez uma imagem que resume na perfeição a minha opinião. Thank you . Retirada do facebook, lamento não ter a fonte:

Não sou a Madre Teresa de Calcutá

   Sabem aquela velha máxima que diz que se nos esforçarmos e dedicarmos a 100%, temos o retorno esperado? Não é bem assim e a excepção a esta regra acontece quando entramos no domínio das Ciências Sociais.    Simplificando: se eu me esforçar muito (e bem, não é com a cabeça no ar), o resultado dos exercícios de Matemática será o correcto; o crescimento da planta que tenho alimentado, é certo; a perfeição de um cozinhado, quando exposto à temperatura e ao tempo ideal, não admira; e, em suma, coisas bem feitas alcançam resultados ansiados.    Contudo, deliberou alguém (ou alguma partícula) que as pessoas teriam cabeça e coração, pelo que a linearidade desta regra se perde assim que aplicada às relações pessoais. Podemos fazer tudo como era de esperar, dar todos os tratamentos ao outro que devíamos dar e ainda assim levar um chapadão .    Qual é a nossa vontade? Entre chorar e esbofetear quem destrói em segundos aquilo que fizemos questão d...

Madeira

   Vi esta piada no Facebook e não resisti: Uma madeirense foi para a maternidade e teve 2 gémeos, um rapaz e uma rapariga. Em homenagem à sua terra, ela baptizou a menina de "Madeira" e o menino de "João Jardim". O Dr. Alberto João Jardim, ao saber da notícia, foi visitar a mãe e os bebés. Ao chegar, a Sra. estava a dar de mamar ao menino e o Sr. Jardim tenta agradecer pela linda ideia dos nomes... A Sra. interrompe-o e diz baixinho: "Chiiiiuuuu!!! Se a Madeira acorda, o João Jardim não mama mais".     Enfim. Muito se fala na Madeira, que é local onde nunca estive, mas quase toda a gente que eu conheço já esteve. Toda a gente conta coisas, os que conheço que são de lá, os que conheço que lá foram, os que conheço quem conhece. Ouve-se de tudo. E graças às redes sociais também se lê de tudo.    Não gosto de generalizar nestas coisas, que pode confundir-se com racismo, mas há anos que tenho a mesma sensação: aquela gente é estranha. Não sei se vão...

Endorsement

   A criatividade, nas férias, chega a campos estranhos. Prova disso são os exemplos de mau endorsement que, em primeira instância, me ocuparam o pensamento: Fernando Mendes e a marca de chocolates (coloridos e deliciosos) M&M's - eu deixaria de os comer e aposto que a maioria das pessoas também.   Homens da Luta e uma qualquer agência de rating - os fãs deste tipo de agências não estariam propriamente agradados (e os Homens da Luta também perderiam todo o sentido).    E para quem não sabe o que é o artist endorsement , well , em Setembro poderão ficar a saber.