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Admirável mundo novo

Sou aquela pessoa que fica com as lágrimas nos olhos se apanha um programa de TV a dar um prémio a alguém que não está a fazer conta. #coraçaomole

O mundo devia ouvir-me mais vezes

A semana passada disse: "as marcas eram inteligentes se fizessem product placement no cenário inclinado" [Vale Tudo, SIC]. Esta semana, ligo a TV e temos uma peixaria do Intermarche (e a prova que me faz falta quando me ponho em causa e me encho de dúvidas sobre se compreendo realmente o mercado, as marcas e o que se está a passar à nossa volta). No fundo, um empurrãozinho na motivação para aqueles dias em que identifico oportunidades e, depois, as vejo serem ignoradas (ou as ignoro, por ordens superiores). 

A única coisa que sei sobre a Casa dos Segredos

É o que li num post do Rui Sinel de Cordes (que uma amiga partilhou aqui há dias, se tiverem interesse procurem no Facebook) e só tenho a dizer uma coisa: obrigada TVI! É realmente maravilhoso ter um canal privado a fazer serviço público tirando a chungaria das ruas. Pena que só dure umas semanas (e que as câmaras estejam ligadas).

Mas fixe, fixe, era a Avenida Brasil.

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Só para acabar com o tema. Muitas vénias à TV Globo.

Sol de Inverno

É desta que temos uma novela portuguesa em condições? Colei no primeiro episódio e vinha lançada para elogiar, até que me lembrei que fiz o mesmo com Dancin' Days ( aqui ) e passado poucos meses arrependi-me profundamente.

Gosto de futebol

Há anos que não sigo o campeonato porque o tempo não dá para tudo e, como não aprecio gastar o que sobra em frente à televisão, acabei por desligar. Apesar disso, gosto quando me decido (de ano a ano) a ver um jogo alapada no sofá e gosto ainda mais quando o jogo é decisivo e se troca o sofá pelo café. Como boa portuguesa que sou, vibro e paro para assistir a todos os jogos em altura de europeus e mundiais e, espero que não se espantem, também gosto de jogar. Cresci com o meu primo e habituei-me cedo a que bola ou carritos fossem tão presentes como as barbies . Sorte das sortes, com as minhas amigas passava-se o mesmo: como tinham irmãos mais velhos, nenhuma era demasiado "cor-de-rosa", o que nos permitiu desde sempre o dobro das aventuras e lugar garantido nas equipas à hora do recreio. Apesar de jogar à bola quase todos os dias desde os sete, oito anos, foi no 4º ano que a febre do futebol se apoderou de mim e me revelei uma sportinguista empenhada (sejam originai...

Reset

   Hoje acabou um trabalho, recebi o e-mail oficial a indicar que não fui eleita para os estágios do PEPAC (o que já sabia) e soube que não fiquei na empresa onde fui à última entrevista. Três situações que, cansada como estou, não consigo digerir.    Ideias vagas sobre o que pensar/sentir sobre isto: uma parte de mim está triste (ia trabalhar um projecto brutal na tal empresa, uma oportunidade que era a minha cara); outra parte pôs-se a torcer (a delirar, eu sei) para que tudo o resto acabe (numa de ficar em branco e poder, finalmente, deixar que a criatividade me traga a solução para mim, para o país e para o mundo - sim, eu ainda acho que vou mudar o mundo); e, a terceira (e aquela que é para levar a sério) parte, deseja cama. Sendo assim, vou saltar daqui para o sofá, evadir-me disto tudo com a Cármen Lúcia e amanhã está tudo bem. Adios.

Isto é pr'Anisabel:

   Num ano normal eu estaria a cantar-te os parabéns, a bater palmas e a rir-me de ti (que estarias de certeza a chorar baba e ranho, de maquilhagem - minutos antes irrepreensível - esborratada cara a baixo). Já terias os presentes na mão - tudo muito girly como tu - e estarias a agradecer e a fungar em uníssono. Estaria provavelmente a abraçar-te. Estaria aí e isso valeria muito mais que qualquer palavra, mas à falta de melhor...    Ainda no outro dia me lembrei do Hélder a comer o ovo do folar em tua casa: o primeiro aniversário teu em que estive presente (não sei se destaco a perícia do Bruno na coluna, se a tentar marcar um golo, fora todo o resto genial). No ano seguinte lá estávamos todos na tua casa de Lisboa (a casa onde a Sílvia escondia os bolos debaixo da cama), a festejar de novo. Um ano depois? Repetia-se a história, repetiam-se os protagonistas, mudavam os cenários: uma manhã na rádio, uma ida ao Largo Camões patrocinada pela Ben & Jerry's e ...

TVI, és tão original...

Não é novidade nenhuma que, ali para os lados de Queluz, a busca por audiências roça o ridículo, mas podiam esforçar-se mais um bocadinho (e, já agora, gozar menos com as pessoas). daqui.

Sobre o temporal

   Como andar à solta no prédio se estava a tornar perigoso, a forma que arranjámos para informar os vizinhos do M. de que estávamos disponíveis para os socorrer foi fazer um brilharete de karaoke às 4 da manhã. Como nem toda a gente tem audição capaz de apreciar umas belas canas rachadas e embriagadas, acabámos por ser ameaçados -  ainda não sabemos por quem, mas sem querer lançar boatos tudo indica que tenha sido Deus...    Sejamos realistas: não há por aí muita gente capaz de protestar sob forma de tempestade, portanto acho que se torna óbvio identificar o incomodado. Pelo menos podia ter usado recursos que o denunciassem menos, mas não, é tudo à grande! Não tem vergonha, revoltar-se só porque não foi convidado para uma noite descontraída entre amigos? Francamente!    A clarabóia do prédio do M. não resistiu à brincadeira do senhor D. O estrondo ainda deu para nos assustar momentaneamente e nos deixar a imaginar como conseguiríamos chegar a ca...

Resquícios de hoje

Eu ainda gostava de entender porque é que uma pessoa com a profissão de radiologista tira baixa e vai trabalhar, durante esse tempo, em figuração para televisão. Passando à frente a parte em que está de baixa médica e, nesse período, trabalha para outras entidades empregadoras (...), o que é que leva alguém que tem trabalho na área que quer (palavras da própria) a estar de livre e espontânea vontade dias inteiros (10 a 12 horas) encafuada num estúdio? E agora um assunto de segurança pública: há por aí alguma vivalma que ainda ache que usar cinto nos bancos traseiros do automóvel não é obrigatório? É que se há, acredite em mim: é. Hoje apanhei boleia de uma desconhecida e, comigo e com ela, iam mais duas pessoas. Entrei para o banco de trás, protegido por uma mantinha de cima a baixo, inviabilizando o processo de enfiar o cinto no respectivo buraco:      - "Desculpe, como é que ponho o cinto cá atrás?" - perguntei, na esperança que a senhora me respondesse que podi...

Para android, sff!

   Se puderem, inventem uma aplicação para fazer balanços de fim de ano, que nem toda a gente está de férias para poder reflectir sobre o assunto. Dava imenso jeito poder inserir algumas variáveis (de preferência ao longo do ano) e receber gráficos com percentagens, a partir dos quais todos pudessem pensar. Para as pessoas com dificuldade a ler gráficos, podem fornecer os resultados sob forma de desenhos ou esquemas (tu = pessoa má, por exemplo).    Aproveitem que estão com a mão na massa e criem também uma aplicação que indique os 12 melhores desejos a pedir à meia-noite, tendo em conta o historial do ano anterior e outros objectivos que queiramos inserir (isto porque peço sempre uns quantos desejos em cima do joelho e não posso permitir que volte a acontecer, que não estamos em tempo de desperdícios!). ------ 2 assuntos à parte  ------ * As inscrições para o projecto 360º em 365 dias terminam às 23h59 do dia 29 de Dezembro (+ info aqui ); * Se ain...

8 ou 80

   Há pormenores que evidenciam o quanto tenho estado metida-em-coisas-até-ao-cabelo no último ano. Uma delas é sair a lista dos filmes nomeados para os globos de ouro e eu não ter visto nem um - triste não é? -, mas há pior: ando há uns quatro meses a ver uma série de 10 episódios (que adorei desde o primeiro mas, mesmo assim, não consegui retomar com a frequência desejada, porque nem sempre tenho uma hora seguida para o assunto).    O meu momento "lazer no sofá" tem-se ficado pela Avenida Brasil (que acho brutal mas não chega). Há filmes que queria conhecer, há séries de que ouço falar maravilhas e quero ver, enfim, o tempo até aqui tem sido escasso e, agora que antevejo um aumento dele, não sei que sabor lhe dar. Se é bom? É, mas significa que estou desempregadinha da silva ( ajdhsjfhdsfhsudhfus!!! ).     Se ainda não conhecem as nomeações, leiam aqui (no melhor blog português de cinema que conheço). *

Achava-o meio panhonhas...

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   ... depois vi-o em "Um Sonho Pra Dois" e mudei de ideias. Imagem retirada daqui .    Nada contra Ricardo Pereira em versão "apresentador do E-Especial " ou nas várias entrevistas que já o vi dar mas, nas novelas, faltava-lhe sempre sal. Nunca me tinha impressionado até à tarde em que, no  Teatro Villaret , o vi sem calças a falar brasileiro (imaginem o que quiserem).    Fosse eu superficial e delirava logo ali: o gajo é bem mais giro ao vivo e tem umas pernas, meninas, mesmo no ponto! Não sendo, esperei pelo desempenho em palco para reformular a minha opinião e aplaudir de pé: excelente performance (tanto do português como da colega brasileira Fernanda Souza), boa Ricardo, bate cá mais cinco que agora gosto de ti, és lindo e talentoso! [Uma festa que terminou quando aqui há dias o vi em Dancin' Days , de volta com mais do mesmo. Conclusão? Já não o acho panhonhas , é atraente upa upa, mas há coisas que não aceito! Desculpa fofo, mas ...

Planos para hoje:

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1. Dormir até não querer mais - check! 2. Concorrer a mais anúncios de emprego - 2/7 check! 3. Ver os episódios desta semana da Avenida Brasil (imagem daqui ) 4.  Abrir a agenda e assustar-me com o que não pode passar desta semana. 5.  Tratar das encomendas  Hand to Hand  - check! 6. Desfazer a mala. 7. Arrumar a casa. ADENDA: Retirei as imagens que tinha agregado a este post porque me estavam a fazer confusão. Inicialmente pareceu-me boa ideia ilustrar a to do list  mas o facto de não ter tido pachorra para procurar fotografias minhas e ter usado imagens extraídas da net estava a fazer com que não reconhecesse o blog sempre que o abria. Apaguei. Deixei a Dona Carminha porque merece (e porque nunca tive oportunidade de a fotografar). Beijinhos.

Greve

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Porque nestes dias há sempre uma série de coisas que nos passam pela cabeça, que ouvimos na rua, que vemos na televisão... 2h24 - A menos que pusesse em causa a minha situação ou fossem tarefas de vida ou morte, se tivesse um trabalho faltava: mesmo que fosse justamente remunerada, tivesse regalias e adorasse o cargo... este é um momento de união e principalmente de solidariedade, onde quem está bem deve estar sensível aos outros. 2h37 - Se o país parar hoje, é bonito de se ver e eu em princípio não passo mal (há comida no frigorífico). Foto Antiga - Peditório para o Cavaco Silva (quando contou a anedota de não lhe chegar a reforma) Belém - Janeiro 2012 3h20  - Um exemplo das tais impossibilidades de aderir às causas, que mencionei acima, no  P3 :  O melhor que Francisca (...) pode fazer (...) é ir trabalhar. Palavra da própria, licenciada em Ciência Política a trabalhar como comercial a recibos verdes há dois anos. Se pudesse (...) parava (...)...

Estou fã...

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   ... e intrigada! É que há coisas que até lá vamos pela expressão corporal das pessoas, mas adivinhar a palavra que alguém seleccionou aleatoriamente de um livro, deixou-me com a pulga atrás da orelha .    Falo-vos de  João Blümel  e do seu espectáculo " Eu sei que tu sabes que eu sei ". Provavelmente já terão ouvido falar nele, mas eu sou o tipo de pessoa que despreza magia e adivinhação na televisão ou noutro qualquer meio que possa ser manipulado e, por isso, desconhecia. Quando a A. me convidou para irmos confesso que fui às escuras e, agora que se fez luz, estou fascinada (e intrigada, lá está).    É que o gajo é bom na cena , mas aquilo tem de ter explicação e eu gostava de saber qual é! Sim, eu sempre gostei das brincadeiras de adivinhar o que é que os outros estão a pensar só de olhar para eles, mas o nível em palco foi um pouco superior a suposições e a interpretações sobre pessoas que não sabem disfarçar. Nível de leitor de me...

Parabéns SIC!

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   Tinha dois anos quando a SIC nasceu e nem sequer me recordo se assisti a esse momento (a probabilidade é muito grande já que este é, desde sempre, o canal lá de casa). Tenho pena de, na altura, não ter maturidade suficiente para me aperceber do que estava a acontecer - o surgimento do primeiro canal de televisão privado em Portugal.    Vinte anos depois e com tantos canais quantos quisermos, este pode parecer um feito irrelevante. A SIC até pode estar parecida à TVI , pode ter perdido grandes programas em nome das audiências - o lamentável corte do Programa da Maria [Rueff] -, pode até ter estragado o carinho que tínhamos por outros programas ao esticá-los até à exaustão (Ídolos), mas continua a ser o canal generalista em que deixo a televisão ligada, se quiser um barulho de fundo para companhia.  Continua a ser a mãe de canais que aprecio - Notícias , Mulher , Radical -, continua a ter as melhores novelas (mesmo que em quantidade exagerada) e até as p...

The Newsroom

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   Finalmente consegui começar a ver esta série e, como esperava, vou ficar coladinha . Conta a história de uma redacção que leva uma reviravolta por vários motivos (não vou ser spoiler ) e deixa de lado a preocupação com as audiências para dar destaque aos bons conteúdos noticiosos.    Para já, ainda só vi dois episódios, pelo que pode parecer cedo para aconselhar. Ainda assim, arrisco dizer que The Newsroom é um must see para todos os jornalistas e aspirantes e que é coisinha para entusiasmar outras classes também: não é à toa que o rating do imdb está no 8.8 . .

Felizes os que não têm televisão #1

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   Primeiro brinde da publicidade mal regresso do meu retiro:    Se tivesse que salvar um dos elementos desta nova versão do "é sexta-feira yeh" provavelmente escolheria a letra e nem essa tem qualquer tipo de encanto. Oh senhores, a música já saiu há meses, passou repetidamente na maioria das rádios deste país, foi postada vezes sem conta nas redes sociais e citada outras tantas sempre que alguém dizia o dia da semana; deu o que tinha (e não tinha) a dar e vocês ainda pegam nela para passar de hora a hora na TV portuguesa até meados de Setembro? É que só de ouvir o instrumental arrepia e quando achamos que não podia piorar... eis que o puto começa a cantar e não há ouvido ou vidro que aguente. Ah eu garanto-vos, filho meu não comprava nem um lápis no Continente depois disto.