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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2014

Inspira, expira

Universo, já percebi que me estás a tentar enviar uma mensagem e estou receptiva, só agradecia que fosses mais directo porque esta história de me pores à prova constantemente só me está a baralhar. Sabes que estou aberta à mudança e a melhorar (-me a mim e ao que me rodeia), mas sem pistas concretas fica difícil concentrar-me (o que acaba por atrair ainda mais desgraças).

Dos lugares que hão de ser sempre nossos

Não tinha dado conta das saudades que já tinha da 'minha alegre' ex-casinha, ainda que não goste desta coisa do ex, que parece que encerra no passado algo que sim, está no passado mas que não, não gosto de imaginar numa caixa trancado. Dito assim talvez pareça confuso mas isto não é mais do que um obrigada gigante a esta cidade que será sempre a mais bonita do mundo. Mesmo que não sinta exactamente a tua falta porque estou feliz e entretida nas voltas inesperadas que a minha vida deu, gosto de ti Lisboa. E sabe sempre bem voltar (tão bem).

Domingo, 9h35

Ontem calhou em conversa o facto de não precisar de dormir muito quando bebo álcool e de acordar sempre cheia de energia. Hoje, é isto.

Das duas, uma - ou como é bom viver no campo.

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Acordar e ouvir os pássaros (em dias de sol como o de hoje), estar a dez quilómetros da praia, a quinze do centro da cidade e a escassos metros do campo no seu estado mais puro. Das duas, uma: ou sou muito fácil de agradar ou vivo num lugar abençoado.







Dia Mundial da Rádio

Há muitas histórias boas para contar mas marcou-me especialmente aquela noite em que cheguei a casa destroçada, por obra de infortúnios da vida, escrevi o programa, mal consegui comer e, mais tarde, mal preguei olho. Marcou-me essa noite e a indisposição com que me levantei na madrugada seguinte porque o que estava a sentir era fruto de um marco muito pior. Sei exactamente os passos que dei desde o pequeno-almoço ao autocarro e, mais tarde, no comboio. Sei exactamente porque tudo o que fiz, nessa manhã até chegar à rádio, foi extremamente doloroso. Aquilo que normalmente eram birras matinais - levantar-me antes das oito sempre foi um suplício - era, naquele dia, o resultado de mim em piloto automático. Estava em choque com o que tinha acontecido na noite antes, não sabia como o digerir e, no entanto, a vida continuava e eu tinha de responder às minhas responsabilidades, como se elas valessem alguma coisa face ao que havia acontecido. Fui para a rádio. Entrei no estúdio e fizemos um d…

Pensamentos em tempo de chuva

No ciclo/secundário:
- Espero que falhe a luz e nos mandem para casa.
Na faculdade: - Fico a dormir.
Quando já trabalhas: - Tenho taaaaantas saudades de ser estudante.

Felicidade é...

... conjugar os verbos ser (pessoa, livre, fim-de-semana), estar (disponível, na ronha, tranquila, com energia, de bom humor, no sofá), respirar (fundo, o ar frio do inverno no campo, de olhos fechados), tomar (um bom banho, um bom café) dormir (quanto quiser), preguiçar, espreguiçar, comer, ouvir (boa música, um elogio, a chuva a cair), riscar (a to do list), ajudar, ver (um filme, os amigos, os avós), brincar (com a afilhada mais bonita e espertinha do mundo), jogar, adivinhar (os logótipos das marcas), correr, aguentar (os 180 agachamentos), cozinhar (uma tarte de maçã de lamber os beiços), conversar, planear, desfrutar, experimentar, enroscar (-me em ti), saltitar, provar, conduzir (na reserva, em noite de tempestade), escrever, sentir, visitar e aprender, pela ordem que me apetecer (e repetidamente, se assim o entender).

#30diasrabobom

Alguém alinhou? Acham piece of cake ou aiii jesusporque é que me meti nisto? Vêem resultados ou já desistiram? Desabafem e motivem-me, que isto depois dos 150 começa a custar.
*para quem não sabe do que falo, pesquisem algures no blog Dias de uma Princesa.

Milano

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Província: Milano | Região: Lombardia | País: Itália






O tempo voa e há um ano estávamos a voar com ele rumo a Milão. Tudo por programar, um encontro e uma dormida aleatória em San Siro, um comboio para o Como e o regresso ao fim do dia para visitar, finalmente, a cidade (já no lusco fusco como mostram as fotografias). Muitas montras, muitos edifícios altos e imponentes e os must sees - o Duomo, a Galleria Vittorio Emanuele II (linda!), o Castelo Sforzesco, a Milano Centrale e a Via Torino.

Hostel: Loretto Hostel. 
[Mais sobre Itália: VeronaItalian B & FLago di Como e o Carnevale di Venezia]

Hoje, era só

Sofá, mantinha e namorado.

O que é ser gente, afinal?

Não percebo se o meu papel nesta historia é ir ao fundo por arrasto ou nadar para me manter à tona, deixando para trás quem, por teimosia, continua sem mexer os braços e as pernas. Não percebo se devo continuar a apoiar quem não quer (mas precisa de) ser apoiado ou se devo fechar os olhos, seguir em frente e garantir que não morro já (mesmo que provavelmente morra em parte, ao saber que alguém que queria salvar se está a afundar). Não acho justo sermos atingidos pelos efeitos dos erros de quem gostamos mas será totalmente justo alhearmo-nos? Será que, por conseguirmos manter o equilíbrio temos de aturar os desequilíbrios dos outros? Ou será que merecemos viver em paz se, da nossa parte, fazemos por isso? É que se for para sermos todos egoístas, isto de ser humano é capaz de perder a essência, certo? E se perder? Perdemos todos? E o que é que se ganha em querer fazer melhor se quem não se preocupa com o assunto não nos deixa beneficiar desse lado melhor? Questões existenciais de segun…