Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta amor

One day we'll live in Coura

I promise. I'm on it. ❤❤❤🚜💥  

Factos

Abri finalmente o cartão de memória da máquina fotográfica. Achava que ainda não a tinha usado este ano, mas enganei-me: usei-a duas vezes. [Duas vezes enterradas no passado: a vossa casa, na última vez que lá entrei; nós os dois, num presságio do que viríamos a (não) ser.]

O depois

A escrita automática ainda sugere "amor" quando escrevo bom dia.

Alhos sem bugalhos #1

A mesa aberta, as cadeiras à volta, uma taça com tremoços, outra com azeitonas. As santas sobre a mala e o candeeiro que eu acho que nunca tinha visto mas que, pelo aspecto, está ali há mais tempo do que eu existo. A casa remodelada mas sem sombra de modernidade. As portas pintadas num tom claro - e agora ternurento - de cinzento. Nunca me pareceu poético. Nunca me pareceu poético e não me lembro, sequer, do que me possa ter parecido. Memórias vagas da(s) sala(s) e de como era o pátio no tempo em que por algum motivo por ali andávamos a brincar. Da cozinha lembro-me melhor. Aquele poster que tivemos durante anos, com a bisavó comigo ao colo, sentadas ao lado da lareira, não deixa esquecer. Eu, bebé, com um chocalho azul e laranja na mão. Ela, com a cara e o nariz iguais aos da bruxa da Branca de Neve quando se mascarou de velhinha para lhe oferecer a maçã. Eu, de babete branco. Ela, com um só dente e um sorriso. A cozinha, com os azulejos que só conheço dali e que ainda hoje l...

Para 2016?

Imagem
O mesmo que pedi há um ano: que o meu corpo não me trave os pensamentos.  Living life to the fullest . Um bis deste ano que agora termina. Energia suficiente para dar tudo. Sanidade mental no meio desta loucura tão boa. Manter os pés assentes na terra quando é preciso, lembrar-me sempre que sou mortal. Ter sempre sede de aprender. Humildade para questionar. Vontade de ajudar.  E queques para oferecer.  Ontem jogámos ao quarto escuro, muitos anos depois da última vez. De repente estávamos na mansão em 2007, na "O. Palace" em 2004 ou em casa da avó da Ana em 1999. Nem sei. Sei que estes 25 me sabem a 15 e adoro (os armários não gostam tanto porque a maioria de nós ganhou peso, mas é um pormenor). Sim, tenho 25 anos e sim, continuamos a fazer videoclips de músicas pop como se tivéssemos menos 10. Sou proprietária de bens que adquiri. Tenho um trabalho de responsabilidade 9 to X (sem hora para acabar).  Estudo. Partilho. Experimento coisas novas. Recup...

Desculpem, não vou rezar por Paris

Porque, para mim, a vida não se rege por orações. Para mim, a fé está na humanidade. Quero continuar a acreditar nela. Queria que isto não tivesse acontecido. Queria que todas as atrocidades que o ser humano comete diariamente fossem ficção. E hoje, mais do que nunca, vê-se o reflexo do fanatismo religioso. Do crer em coisas/seres impalpáveis. Malucos com crenças doentias fazem o estrondo que fazem e nós apelamos a entidades divinas. Faz sentido? A mim parece-me simplesmente provocatório. Eu acredito no mundo. Fascino-me com ele. Com a maneira perfeita como a natureza está construída. Com o poder do cérebro humano. Com a possibilidade de fazermos mais e melhor. Hoje lamento pelo massacre que ocorreu em Paris. Torço para que a cidade e os sobreviventes se recomponham. Espero que estes actos não desencadeiem respostas na mesma moeda. E faço figas para que não se perca o resto da humanidade. Mas rezar? Rezar é um direito, claro, mas em dias como o de hoje soa mal em hasht...

Espero voltar em breve

Se até aqui eram milhares de coisas a acontecer em simultâneo, agora arrisco-me a afirmar que são milhões. Falamos em 2016? 

#felicidade

Regressei a transbordar de alegria, ajudei turistas atarantados com a greve do metro, conversei com uma senhora idosa no pingo doce, troquei bitaites sobre politica com o taxista. Fui com a minha mae e a minha tia a praia, fiz o nosso jogging a beira mar, li a visao, resolvi um sudoku, desfiz as malas, entreguei os souvenirs/recuerdos/ regalos, recebi os miminhos das minhas garotas, pus o iman no frigorifico, comi sopa (ja estava a ressacar), calcei uns saltos, fui pra balada, desfiz um mal entendido, ri como italiana que fui noutra vida ( sorrisi gratis ), dancei e cai na cama. Bem sei que este texto soa a piroseira, mas sou muito grata por tudo isto: pela sorte infinita de viver assim, por voltar sempre com o coracao mais cheio e por nao viver atrelada a merdas que me exijam conter - sinto-me genuinamente feliz, como se estivesse constatemente a abarrotar de pizza, gelatto e spritz . O mundo e lindo, Italia e linda e eu so posso estar eternamente agradecida por poder ter conscien...

Entretanto, no Luso

Imagem
Engraçado como, em dois anos (como assim, dois anos?), os nossos planos passaram das noites em parques de campismo para noites em hotéis. Estamos mais ricos? Acho que não. Simplesmente crescemos, o tempo é pouco para andar com a tralha de campismo toda atrás, o que pagamos a mais não é assim tanto, as saídas também são mais raras e, a principal razão, agora sou uma flor de estufa. A verdade é que, se quero continuar a ter uma vida onde mal me lembro que tenho uma doença auto-imune, tenho de cumprir algumas regras e fazer alguns ajustes. No geral, só preciso de descansar, de alguma comodidade, de me proteger do calor e de me alimentar decentemente (esta parte é difícil em férias na praia, onde só há restaurantes super caros ou hambúrgueres e sandes, ou noutros países, onde não conhecemos muitas opções e o orçamento é limitado). Não é uma adaptação difícil e acabamos por ganhar tempo e usufruir mais dos sítios: só temos de colocar umas peças de roupa na mala (vá, eu tenho de col...

A minha maior prova de amor

Ir para Lisboa, de sorriso nos lábios, depois de séries de dias sem dormir. Completamente rota, a dar as últimas, mas sem hesitar: porque apesar de não ir à bola com ursos de peluche e piroseiras que tais, vou à bola com o amor. [Todos os dias do ano, mesmo naqueles em que só queria enterrar a cabeça na almofada e apagar].

One drop, two drops, three drops, four...*

Yap , estou viva (muito mais viva offline do que online , é certo)! O Natal foi bom, continuo cá, feliz da vida, a correr como foi o ano inteiro, a dançar como se tivesse 17 anos, a festejar como - espero e desejo - haverá de ser sempre. Paris está mesmo aí, não sei como vou enfiar tudo na mala ( the same old story ), o trabalho já acalmou, continuo com uma lista considerável de coisas obrigatórias até ao fim do ano (adoro a vida de adulta) e vinha, finalmente, partilhar uma data de coisas mas tenho os dedos congelados portanto fica outra vez para data incerta. Se não nos virmos mais, bom ano e os desejos de sempre. Beijinhos, #loveyouall *The sound of kuduro is knocking out your door. ♫ Buraka Som Sistema - Sound Of Kuduro

Do fim-de-semana prolongado

Já não me lembrava da sensação de querer levantar os pés numa discoteca e não conseguir fazê-lo graças à quantidade de substâncias pegajosas no chão. Para ser franca não me lembro da última vez em que estive numa discoteca (provavelmente no Verão mas nem estou a localizar) e muito menos de ter saído de uma depois das 7 da manhã. Não me lembrava, não tive saudades, mas foi bom voltar (a uma saída até de manhã, aos amigos e à cidade de Lisboa, ao meu amor). Ficava mais tempo (com ele, com eles, com quem não vi) mas o relógio não para e há muita vida (e muito frio) à minha espera, mais a norte. [Logo logo estamos em Parissss].

Domingo sounds like everything and more

Confesso que estava a precisar de um dia sem planos. Sem pressas, sem bicho carpinteiro e sem despertador. Com um bolo no forno, amigos e família à vez ou todos juntos, sozinha com uma chávena de cacau e um livro, de olhos fechados a dormitar. Como me desse na real gana. Exactamente como hoje. [Pena estar a acabar e amanhã ser segunda-feira. Méé.]

A room with a view...

Imagem
... para  o Mosteiro de Alcobaça e para um mundo cheio de planos. Se tivesse conseguido reservar o hostel na Nazaré não teríamos conhecido Alcobaça, não teríamos descoberto (por sugestão, que tivemos pouco tempo para explorar e nem era essa a nossa preocupação) o Estremadura Café  (onde se come bem e bebem bons  gins , boas sidras, boas cervejas artesanais and so on ) e nem teríamos, finalmente, entendido que "quem passa por Alcobaça, não passa sem lá voltar" (doces conventuais, vocês mi aguardem! ). Alcobaça - Novembro 2014 Teria sido igualmente bom mas invariavelmente curto [porque estes fins-de-semana valem mais do que um par de botas novo e dão sentido a todas as horas de almoço solitárias].

E por falar em regressos...

... o meu amor voltou  ♡ . (amanhã parte outra vez, mas vamos fingir que não sabemos para não custar tanto / isto é pior do que tirar um rebuçado a uma criança / mas nunca, jamais, deixarei de o deixar voar ou permitirei que ele o faça comigo / porque correr atrás dos nossos objectivos pessoais e profissionais nos torna naquilo que admiramos um no outro / e porque em breve haveremos de conseguir encaixar melhor tudo isto).

Amor com Amor se paga

Imagem
Vamos falar de certezas? Sou uma privilegiada por ter pessoas tão espectaculares à minha volta. Uma família enorme que me enche o peito de orgulho, os melhores amigos do mundo, um namorado que me enche as medidas e queques para agradecer. Estou mais eficiente que nunca. Criativa até mais não. A estadia no hospital foi de tal forma uma saída da rotina que não parei de ter ideias (se calhar também andei a alucinar com os medicamentos, quem sabe). Anotei sempre tudo. Cheguei a casa com páginas e páginas de ideias e tarefas para concretizar. Juntei-lhe tudo o que adiei nos últimos meses (algumas coisas estavam adiadas há anos sem eu me aperceber) e deu-se em mim uma explosão de 'bora lá que, juro, desconhecia possuir. Nunca fui uma inerte ou parasita (vá, no primeiro ano da faculdade andei lá próximo) mas esta histeria é de mais. Mal tenho dormido, é certo, mas numa semana de baixa (estar de baixa é tão adulto, meu Deus - não acredito em nenhum mas é a expressão que me ...

Diário da doente #1

Vinha dizer que o melhor de estar internada era ouvir o som do altifalante que é igual ao dos aeroportos e esperar secretamente que chamem por mim que já estou atrasada para embarcar para as Ilhas Gregas mas não, o melhor são mesmo as visitas que me trazem coisas deliciosas para comer, cartões com Joaninhas, desenhos, corações, todo o tipo de revistas e jornais (ter amigos jornalistas dá jeito até quando se está com o pé para a cova) e vêm de propósito de Lisboa com uma garrafa de amêndoa amarga. Quanto à alergia, não tenho novidades: mais um diagnóstico pendente para juntar ao fofo que está desde Julho a ser "estudado". Em suma, tivesse eu wi-fi e zero comichões e isto eram umas férias de luxo (tenho uns chinelos feios e duas idosas no quarto mas vamos esquecer isso enquanto estou na sala-de-estar).

Era isto que eu queria ouvir

"Eu bem tento guardá-la como um segredo. Mas só estou bem quando tenho a sorte de ouvi-la e vê-la e vivê-la." - MEC, sobre a mulher, em "Como é Linda a Puta da Vida".

E por falar em grandes decisões...

Já desafiei o N. para comprarmos duas destas . Só assim, porque podemos :)

Lisboa, meu amor

Os dias em ti nunca chegam. É impossível reunir toda a gente, revisitar todos os locais, matar todas as saudades e experimentar todas as novidades. Prefiro viver tudo em pleno mas chateia-me que ao demorar nos teus pormenores o tempo me fuja. Digo muitas vezes que morar de novo com os meus pais foi uma agradável surpresa, que gosto muito da vida que levo em Leiria (novamente das pessoas, dos lugares, da sensação de paz e realização) e que neste momento não sinto que faça sentido mudar, mas continuo a gostar de ti como antes (e a desejar que pudesses ser ainda mais perto para te ter, a ti e aos nossos, ainda mais vezes).