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A mostrar mensagens de Janeiro, 2016

Alhos sem bugalhos #1

A mesa aberta, as cadeiras à volta, uma taça com tremoços, outra com azeitonas. As santas sobre a mala e o candeeiro que eu acho que nunca tinha visto mas que, pelo aspecto, está ali há mais tempo do que eu existo. A casa remodelada mas sem sombra de modernidade. As portas pintadas num tom claro - e agora ternurento - de cinzento. Nunca me pareceu poético.
Nunca me pareceu poético e não me lembro, sequer, do que me possa ter parecido. Memórias vagas da(s) sala(s) e de como era o pátio no tempo em que por algum motivo por ali andávamos a brincar.
Da cozinha lembro-me melhor. Aquele poster que tivemos durante anos, com a bisavó comigo ao colo, sentadas ao lado da lareira, não deixa esquecer. Eu, bebé, com um chocalho azul e laranja na mão. Ela, com a cara e o nariz iguais aos da bruxa da Branca de Neve quando se mascarou de velhinha para lhe oferecer a maçã. Eu, de babete branco. Ela, com um só dente e um sorriso. A cozinha, com os azulejos que só conheço dali e que ainda hoje lá estão…

Zara, põe os olhos na Mattel

Oi fãs.
Pus a roupa das Barbies na máquina de lavar* e tenho a dizer que, ao contrário do que temia, as peças voltaram intactas, reluzentes, nada tingiu, nada engelhou, os mini-botões todos, as purpurinas, as missangas, os autocolantes, os estampados, as lantejoulas and so on. Tudo com quase 20 anos e tudo no sítio e em melhor estado do que muitas peças de roupa que compro... 
E agora vejam a polivalência deste post, simultaneamente apropriado para um fashion blog e para um blog de mamãs, conseguindo apelar, ainda, ao sentimento do "antigamente é que era". Tanto em nada, incrível. Volto assim que der.
* calma gente, sou só uma madrinha extremosa.

Pergunta:

Ainda se pode confiar em alguém?
É um instante enquanto nos tornamos pó.