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A mostrar mensagens de Maio, 2013

Do 365 project*

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Até aqui estava a fazê-lo com outras bloggers, integrada no 360º em 365 dias. Começámos no dia 1 de Janeiro e era suposto manter o desafio até ao dia 31 de Dezembro - digo suposto, porque ao contrário do planeado, amanhã o desafio conjunto acaba. Individualmente vou, claro, continuar. Mais do que honrar um compromisso é a vontade de chegar ao final com uma compilação de imagens do ano mais indefinido de sempre. Vai saber bem olhar para trás - quem quiser ir olhando já, é espreitar diariamente no separador aqui do blogue ou aqui.

*Projecto fotográfico que consiste em capturar uma fotografia por dia, durante um ano.

Porquê, São Pedro, porquê???

Eu aguentei o mais que pude: meses a fio a tentar ignorar, a arranjar desculpas válidas para esse teu desvio comportamental, a respirar fundo todas as manhãs em que a janela me mostrava mais um dia cinzento. Não te azucrinei, não andei a buzinar-te às orelhas dia sim dia também, não me lamuriei, enfim, uma autêntica paciência de santa... até hoje.    Atingi o limite e o meu primeiro impulso foi insultar-te, dizer uns quantos palavrões e mandar-te para o raio que te partisse. Contudo, como pessoa correcta que me esforço para ser, resolvi dar-te uma oportunidade: desabafa, conta-me o que é que se passa e diz-me em que é que te posso ajudar! A sério, podemos conversar, resolver isto a bem e beneficiar todas as partes. Pode ser? Será que dá para chegarmos a acordo? Obrigada!

Se entretanto vier o sol e o calor, já sabem a quem têm de vir fazer vénias!

Fófuxos,

Descobri que o meu namorado lê os textos que publico aqui no blogue com tom queque. Não sei onde é que ele me ouviu falar à tia de Cascais mas ridicularizou-me de tal forma que deixei de conseguir reler mentalmente toda e qualquer tentativa de post - se eu não voltar mais, já sabem porquê.  Amo-o, sim querido? Beijo!

O Bairro Alto já não está in

Custa-me escrever este título: falar assim do palco de tantas noites memoráveis pode ser interpretado à laia de cão que não conhece o dono, mas não se trata disso. Trata-se de tristeza. De duas noites em que concluímos o mesmo: o Bairro está vazio.
Claro que não estava vazio, mas quem se habituou a vê-lo sempre cheio, mesmo com chuva ou no inverno, estranha a redução acentuada. Sim, o Cais tem culpa e a crise também, mas dá pena. Logo o bairro que até tem spots tão variados, que sempre conseguiu reunir todo o tipo de pessoas (e era esse um dos seus maiores encantos), está agora esquecido para estrangeiros (guiados, aposto, por roteiros turísticos com os melhores e merecidos elogios à zona), mitras (que já existiam mas que agora passam menos despercebidos) e alguns resistentes, como nós e outros grupos pontuais.
O Cais do Sodré estava à pinha. Praticar preços mais elevados ajuda a filtrar os presentes e o ambiente estava claramente melhor. Uma lufada de ar fresco, mais um tiro no Bair…

P p p p a a a r t y y

A auto-estima de uma mulher pode ser totalmente arrasada por causa de um par de collants (ou um chinês vigarista, tanto faz). Felizmente, vamos prós copos e daqui a pouco já não me lembro que deixei em casa o vestido preto. Aliás, de tão confortável que estou sou capaz de, daqui a umas horas, estar a bombar na coluna - ou a dormir porque estou cansada e, apesar de não ter trinta anos, está frio e tal... - nunca de sabe. Até já, Fernando Pessoa!

Não tem preço

Deitar e acordar ao lado do "tal". O cheiro, a temperatura, o olhar embevecido (ou cegueta, de manhã). As saudades que eu tinha disto.

E agora com licença...

... que eu estou de fim-de-semana!

Já está!

Esperei tanto por este dia e agora nem sequer sei como festejar. Fica o apontamento de que hoje estou ainda mais feliz. 
AAAAAAAAAAAAAAAAAH.

A guerrilha da Ford

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Sou fã assumida de acções de guerrilha* (como consumidora e como profissional, pelo gozo que dá desenvolvê-las). Muita originalidade, custos baixos para a marca/empresa e reacções imediatas dos consumidores. Não podia deixar passar a mais recente da Ford:

A ideia é simples: a marca quer vender carros com motor EcoBoost, amigo do ambiente. Se podia fazer um spot publicitário? Podia, mas seria bem mais caro e não teria o impacto que deve ter sido ver este cenário ao vivo: um carro completamente coberto de vingança de pombo. Algo que fica muito mais na memória do que os anúncios publicitários na TV, que passamos à frente. Se funcionou? Estamos a ver o vídeo não estamos? Aquelas pessoas partilharam fotos não partilharam? Objectivo cumprido. E agora que estamos a falar nisto, talvez esteja na altura de trocarmos de carro, se calhar por um Ford que os gajos até são engraçados - a nossa mente funciona assim.
*Estratégia de Marketing utilizada para promover produtos, serviços ou ideias junto …

Tenho um andar novo

(Quantas visualizações terá este post depois de um título assim?)

Isto para dizer que aqui a sedentária do pedaço conseguiu finalmente afinar a bicicleta e pôr em prática o plano de ir de manhã com a mãe (e com a bicicleta no carro) e voltar, depois, a pedalar. Apesar de serem 10 quilómetros o percurso de regresso é quase sempre a descer (só existem duas subidas e uma delas é embalada por uma descida antes), o que levou a campeã olímpica reformada há 5 anos a achar que seria mel.
Prudente que só ela, agatxigibaba resolveu que a estrada nacional e os seus camiões eram demasiado perigosos (principalmente porque não tinha a certeza se a corrente duraria o caminho todo e trocá-la, de rabo para o ar, na recta onde trabalham as meninas, não fazia parte das suas intenções). Assim sendo, optou por uma estrada onde nunca tinha passado, que provavelmente até era mais perto e que até tinha pista para velocípedes. Tudo para dar certo.

O cenário perfeito rapidamente se transformou em pesadelo: ass…

Hoje é dia de... nada. E é tão bom.

Depois de tantos telefonemas, tantas conversas de cortesia, tantos sorrisos e tantos assuntos a tratar com todos os stakeholders, atinjo o meu limite de socialização. A seguir, nada melhor do que uma noite de sono e um dia seguinte sem compromissos (e, ouro sobre azul, sem pessoas).

Tomar

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Fui em trabalho mas ficou a vontade de voltar depois, para mais do que escassos minutos à beira-rio, uma visita ao Convento (de Cristo) e uma subida ao Castelo [sem esquecer de aproveitar a sério o Hotel dos Templários]. Mais sugestões?

Obrigadinha, sim?

Uma pessoa está quase cinco meses - repito, cinco meses - sem fazer compras para si (tirando uma pechincha adquirida na Primark num golpe de sorte) e, quando finalmente precisa de umas peças (prometi que não voltava a comprar coisas que não me satisfizessem a 100%), não encontra nada de jeito. Tudo o que tinha escolhido online ou não havia, ou não tinham o meu tamanho, ou não era exactamente o que estava à espera. Uma gaja certinha como tenho sido não merecia isto. Não merecia!
Fim de drama. Até amanhã :)

Decisões

Três dias para decidir se queria ir à Turquia. Se pagava a taxa e embarcava numa aventura com desconhecidos de proveniência portuguesa, italiana, romena e turca. Soava tudo bem excepto a condição de pagar muito mais do que a taxa de inscrição caso chegasse à altura e não pudesse ir, fosse qual fosse o motivo.
Como era só em Setembro e eu não faço ideia do que se vai passar até lá, optei por jogar pelo seguro. Tive pena, queria muito ir, mas três dias são muito pouco para se decidir um desembolso assim. Por muito bom que fosse, há que admitir que era mais um capricho ou um miminho do que outra coisa qualquer. E como a vida não está para mimos...

Verona

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Província: Verona | Região: Veneto | País: Itália
Um título sem margem para surpresas num texto sobre a província italiana que mais surpresas nos trouxe. Descrevi-a como "a cidade de Romeu e Julieta" assinalando-a no mapa como passagem obrigatória e longe de imaginar o quão redutora estava a ser. Baseei-me em sites consultados à pressa mas nada que cinco minutos no terreno não tenham corrigido.

Como não tivemos tempo de planear a viagem (vá, planeámos parte  dela no avião...) fomos aproveitando as horas de comboio entre cidades para o fazer. Nessas horas também dormíamos e foi algures aí que nos pareceu sensato que um dia em Verona seria suficiente para ver tudo (hum hum), encontrar alojamento bom e barato (só demorámos duashoritas) e preparar a ida para Veneza (o que não aconteceu).
O tempo não chegou para tudo mas, ali, todos os minutos contam. Sair à rua com vontade de andar é o único requisito para uma estadia de topo: se houver tempo, podemos dar-nos ao luxo de absorver…

Das entrevistas de emprego #2

A última foi original em três coisas: foi pelo telefone, fui testada através de uma charada e, isto tudo, em inglês. Escusado será dizer que brilhei.    Não falava inglês com alguém há muitos meses, estive algum tempo para perceber o enunciado da charada e acabei por bloquear. Se tivesse um PC à frente teria ido ao Google e teria dado ar de inteligente. No entanto, em vez de um computador, estava numa cozinha no meio de máquinas de lavar (muito conveniente quando se está a fazer um esforço extra para perceber o que nos está a ser dito do outro lado). Perguntarão vocês: não podias ter saído de casa? Eu tentei, mas como estava em casa de uma amiga e estava tudo fechado quando atendi o telefone (e não me ocorreu um hang on!), acabei por me refugiar na divisão que estava vazia (de pessoas, mas cheia de som anyway). Repararam como o inglês me está a sair naturalmente? Pena já não precisar dele.

Wake up!

Ah e tal, tenho motivos mil para andar com a neura portanto disparo para todo o lado, porque sou o centro do mundo e os outros que levem comigo, qual quê se eles têm os problemas deles, os meus são mais importantes e leva tudo por tabela que eu tenho preocupações a mais para estar agora a fazer uma triagem. O quê? Respondes-me mal porque eu estou a descarregar em ti injustamente? Espera aí que já me vingo.
A sério gente, dá para sermos todos melhores pessoas. 

O chico esperto

O homem é chato como a potassa. Arma-se em esperto em todas as conversas. Falamos de batatas, lá vem o entendido. Falamos do clube da terceira divisão de uma terra de pardais ao ninho lá está ele a dar a sentença. Falamos de pessoas em concreto, faz-se de desentendido e faz cara de "eu não falo da vida dos outros e nem sequer sei quem são", mas assim que prosseguimos a conversa não demora a sair-se com juízos de valor sempre negativos - a sério, tenho dificuldade em lembrar-me de situações em que elogiou alguém (às vezes elogia mas logo acrescenta que 'ah e tal saiu-se bem mas sempre foi um burrinho, ou um coitado, ou coisa pior).    Nós? Cruzamos olhares, quando é demasiado previsível não conseguimos conter o riso e, na maior parte das vezes, respiramos fundo e ignoramos. Há pessoas com quem temos de conviver e ponto final. O pior? O pior é quando o chato está a falar de algo que domina na perfeição e que até nos seria útil mas nós, em modo 'ignorar automático&#…

Portugal dos Pequenitos

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Quando somos pequenos é brutal: parece que o mundo foi à máquina de lavar, encolheu e passou finalmente a servir-nos. Dizemos adeus a monumentos que se fundem com o céu e tomamos de assalto castelos, casas e igrejas feitas à nossa medida. Subimos e descemos escadas, espreitamos à varanda, simulamos trabalhar na casa do ferrador ou no forno de lenha. Somos grandes, no Portugal dos Pequenitos.
Ao crescermos o encanto não foge. Passamos a deliciar-nos com os pormenores dos edifícios, réplicas perfeitas de monumentos que conhecemos tão bem. Achamos graça ao frenesim dos miúdos, rimos do quão gigantes parecemos e voltamos a percorrer todo o recinto com o mesmo entusiasmo de quando tínhamos 5 anos. A perspectiva muda mas vale sempre a pena.








O espaço está recheado de História e só tenho pena que não tenha evoluído com o acréscimo de algumas construções contemporâneas (não sei bem se teriam sítio e verbas, mas era giro que a ideia não estagnasse no tempo e que daqui a muitos anos tivéssemos ref…