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A mostrar mensagens de Setembro, 2015

Crónica pré-primeiro dia

[Dói-me o dedo.]
Algures entre a contagem regressiva em português do Brasil, os brindes, os acenos à janela do apartamento do Jerome e os M&Ms, pedi as coisas boas do costume e equilíbrio na convivência com o Lúpus, o meu grande desafio para 2015.
Depois de atingir esse equilíbrio onde seria possível sentir-me bem, ter energia para ser o que sempre fui, aceitar tranquilamente as alterações que esta realidade trouxe para a minha vida - figas para que as alterações sejam sempre na medida em que as possa compreender - e viver sem deixar para trás os meus objectivos, viriam os planos.
Acima de qualquer coisa, queria poder estar presente de corpo e alma nos meus projectos, com as minhas pessoas. Não queria parar de crescer. Não queria sentir que a partir do Lúpus ia ser sempre a perder, a abdicar, a estorvar... sei lá!
O Lúpus mexe com tudo. Está pelo corpo todo. Tem efeitos que não podemos prever. Alguns terríveis, irreversíveis, sei disso - e é exactamente por isso que peço equilíb…

1 ano de Lúpus

E o melhor, nisto tudo, é que foi um ano incrível. Desafiante, muitas vezes cansativo, mas brutal. Se teria sido melhor sem Lúpus? É uma incógnita na qual penso muito pouco. Teria sido diferente, obviamente. Teria tido mais energia em alguns momentos, menos receio noutros. Mas teria canalizado tão bem a energia restante? Teria crescido e evoluído no mesmo sentido?
Não sei, nunca saberei e, honestamente, não penso muito nisso: foram estas as cartas que me calharam, é com elas que jogo. 
[Há um ano, por esta hora, estava a coçar-me numa cama de hospital. Entretanto, fui ler os posts que escrevi durante o internamento e até bateu a saudade - Diário da Doente #1, #2, #3 e #4. Pronto, se calhar passava a parte das colegas de quarto a berrar, da comichão e das doses industriais de droga, mas que foi uma experiência única, foi.]

Em quem não votar

Legislativas à porta. Candidatos e partidos a dar com um pau. Balelas, manobras de distracção, erros crassos e um cenário assustador, ao ver que quase todas as opções são, na verdade, "não-opções". 
Não me sinto preparada para fazer um voto consciente. Tenho apanhado notícias e citações fora de contexto, falta-me muita informação e não consigo pender com segurança para lado nenhum. Porém, já tenho uma certeza: tudo menos manter o actual governo.
Depois de aumentar o desemprego, cortar nos salários e apoios sociais, expulsar literalmente os portugueses do seu país, reduzir o sistema de saúde público a lixo, alienar as empresas que davam lucro e enfrentar o Tribunal Constitucional, se o Passos Coelho volta a ganhar as eleições, cai-me tudo.
Acredito que somos um povo inteligente mas, dada a quantidade de apoiantes que a coligação PSD/CDS tem, nada é impossível. Pergunto-me: são burros, têm má memória ou têm interesses particulares? Não sei, mas seja qual for o motivo de apoio…

2 semanas depois

É hora de esquecer os biquínis, encerrar o mapa no porta-luvas, voltar a programar o despertador e respirar fundo ao imaginar a rentrée que aí vem.
Não tinha muitos planos para estas férias. Queria mesmo descansar, apanhar sol (moderadamente), preparar-me psicologicamente para a ginástica física e mental que vou fazer no próximo ano e só tinha uma certeza: não queria andar presa a horas, agendas e compromissos. Queria existir o mais possível sem pressões. No fundo - e em bom português - queria quinze dias para fazer o que me desse na real gana.
E assim foi. Entre as Tasquinhas, o aniversário do meu pai, as brincadeiras com as miúdas, as férias em família, os cafés, o responder a uns e-mails muito de vez em quando, as praias, os passeios culturais, os jantares, o cinema (é uma ordem: vão ver o primeiro volume d'As Mil e Uma Noites já!), uma consulta, a festa da Mada, a entrevista na universidade, a visita à casa nova da Mel, os pic nics, os gelados, as leituras, os jogos de cartas…

Para os que adoram segundas-feiras

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Estou a escrever de cabelos molhados e ondulados, pelo mar da praia que vai ser sempre a minha. Não há nada que pague isto.
Estou pelo instagram, aqui.

People of Syria

As crianças da Síria precisam de ajuda. As pessoas da Síria precisam de ajuda. Todo o mundo precisa de ajuda. De sensibilidade e toque humano. E deixa-me orgulhosa ver que ainda há muita gente disposta a dar de si aos outros, sem segundas intenções. Orgulhosa porque gosto de pessoas. Sei bem a merda que podem ser. Sei o quão perigosa é a mente humana. Mas também sei que o nosso coração é mais do que um órgão que bombeia o sangue. E fico feliz quando o vejo agir.
Alguns sites que já estão a fazer a diferença no que diz respeito à situação Síria:
#ChildrenofSyria, um site focado na educação das crianças sírias. Neste momento, são milhões de crianças sem escola - para além de não terem aulas, viveram verdadeiros episódios de terror nas escolas, das quais apenas restam recreios pintados de sangue - cujo futuro é uma interrogação: o que será desta geração daqui a uns anos? É necessário agir já. Podem clicar aqui para obter mais informações e/ou efectuar donativos.
Flüchtlinge Willkommen (em…