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A mostrar mensagens de Junho, 2013

Bragança

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Não imagino quando seria a primeira vez no ponto mais a norte do país se não fosse o casamento que tivemos no fim-de-semana passado. O convite chegou e não podíamos - nem queríamos - declinar: assistir a um dos dias mais felizes de alguém a quem queremos bem + conhecer uma cidade nova + uma mega trip com toda a família... count us in!

   A viagem valeu logo a pena na sexta-feira: mal chegámos, chamaram-nos para jantar em Gimonde, n"O Abel", onde tínhamos à nossa espera a bela da posta mirandesa que nos deixou de queixo caído. Consiste num enorme naco de vitela e é, simplesmente, de chorar por mais. Acreditem, eu dispenso carne de vaca todos os dias e mesmo assim saí rendida.    Estávamos famintos e ninguém se lembrou de fotografar as postas, as costeletas, o bacalhau ou até mesmo a panna cotta de frutos vermelhos, mas garanto-vos que nenhuma das opções desiludiu - pelo contrário, ficámos fãs.

   Sábado era dia de casamento. Como tínhamos a manhã livre aproveitámos para e…

Confesso que a percentagem de trabalho tem sido pequena

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Em contrapartida, o resto dos itens da lista anterior estão a ser bem aproveitados. Ah e viva o litoral centro cujas praias são mais frias quase dez graus do que a temperatura que se faz sentir em minha casa. Totalmente suportável :)

Ocorre-me:

praia gelado música biquini capirinha fruta fresca protector solar ... e legislação laboral*.
*Há que trabalhar qualquer coisinha de vez em quando, não é?

Pausas

Há tempo para interiorizar e para prometer que, assim que puder, fará tudo parte desta memória que é a blogosfera. Há tempo para respirar, para desfrutar, para sentir o sol na pele, para procurar, para sorrir, para respeitar horários ou para aceder a pedidos. Há tempo para viver e devia haver tempo para registar.
A promessa é velha e tantas vezes quebrada. Tenho pena de ir deixando fugir pormenores mas há épocas em que se torna impossível contar a história como ela merece. Há alturas em que parece que nos atiramos de uma ribanceira e, de tão embalados que vamos, nem os tropeções nos permitem parar. A vontade de eternizar tudo é grande mas entre registar e viver ganha o verbo mais pequeno. Entristece-me perder detalhes à medida que adquiro outros mas consola-me a certeza de que só me escapa o passado porque estou completamente mergulhada no presente.

Estou viva

Imaginava que Junho ia ser uma correria pegada e não me enganei. Entretanto, esqueci-me de prever que nisto da vida nunca nos corre tudo de feição e cá estou eu, com um estado de doença alapado a mim e que claramente dispensava. A única parte boa (insisto sempre em tentar ser positiva) é que ficou resolvida a questão do enfardanço desenfreado. Mais? Tenho mil e uma coisas para fazer e amanhã estou de partida outra vez. A ver se vos visito hoje.

Dos últimos dias

Três tardes na empresa para participar num evento que organizam de tempos a tempos, conhecer melhor as instalações e ser apresentada ao pessoal (ainda não sei quando é que começo a sério). Fim-de-semana entre festas da terra, na sexta serviram-me o jantar na vila que me viu crescer, sábado e domingo servi almoços e jantares na vila que trago no Cartão do Cidadão (e que me viu crescer aos fins-de-semana). Oito em cada dez pessoas que atendia ou por quem passava perguntavam-me quem eu era (e filha de quem), depois de saberem enviavam cumprimentos à família e rematavam com um comentário sobre o facto de estar crescida ou de não me verem há vinte anos (estou a descrever isto com bons modos, parte das pessoas especavam a olhar para mim e a comentar, antes de me dirigirem a palavra...). O tempo continua uma merda. Assim como eu que para não deprimir me entupo em calorias. Sou o monstro da celulite. Vou dormir, amanhã há mais (pudim).

Geração "?!" #1

Sou da geração que, tendo metade da idade dos seus pais, já viveu mais do que eles (não necessariamente melhor mas isso depende de cada um). A geração que cresceu confortavelmente com brinquedos, com tecnologias, com aulas de natação, lições de inglês, férias, cinema, música, parques temáticos, entre tantas outras actividades, bens e oportunidades. A geração educada com o "se estudares podes trabalhar naquilo que gostas, ganhar bem, viajar, casar, ter filhos, um automóvel, uma moradia e tudo o que desejares" e que se preparou para um futuro que, chegado o momento, não encontra.
Não esquecendo o particular (uns tinham mais férias, roupas e/ou brinquedos do que outros; mais ou menos atenção e estímulos; mais ou menos facilitismo; etc.), podemos generalizar ao afirmar que a maioria dos jovens de hoje cresceu com a crença - tão enfatizada por pais e professores - de que, se se esforçasse, veria os seus objectivos cumpridos. Não está a acontecer: a taxa de desemprego jovem assus…

Um brinde a Junho

. Sou feliz o ano inteiro mas Junho tem um sabor especial: traz com ele o calor, o dia da criança, as festas e os santos populares, as frutas mais deliciosas, o tão ansiado Verão e, bónus, o meu aniversário. Durante anos ficou marcado, também, pela alegria do final das aulas e, mesmo que a ida para a faculdade tenha trazido alguma tortura a esta altura, até desse tempo louco - de directas com trabalhos, exames e sono sobrepostos - há uma recordação (relativamente) carinhosa.
[recordação?! podia jurar que tinha sido ontem...]
Há um ano recebi a última (e a mais alta) nota da licenciatura e mais um motivo de comemoração para juntar ao mês seis. Festejos à parte, foi há um ano que me deparei com as páginas em branco no meu livro. Foi há um ano que apertei a mão ao desconhecido e que nos tornámos inseparáveis companheiros de viagem - e que viagem!

Daqui a nada torno-me supersticiosa: hoje que estamos em Junho, que faz um ano que me lancei às feras e que faz um dia desde que fui apresentad…