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A mostrar mensagens com a etiqueta ciências da comunicação

Ou não me chamo Joana

Estavas toda contente com a tua eficiência não estavas? Então toma lá um briefing super exigente e vê lá se no meio da loucura do trabalho em época Pré-Natal, os novos projectos, as aulas, os outros trabalhos da Pós-Graduação e o mínimo de vida social, te safas. Pois. Faltam pouco mais de 24h para a deadline e é a primeira vez, em duas semanas, que tenho tempo para me sentar, organizar todas as ideias que tenho tido (umas boas outras nem tanto) e implementar o sumo que delas subtrair, para responder o melhor possível ao desafio. Estou tão lixada como estava em 2010 (referência a este texto ), repleta daquela sensação de: é impossível. Mas já sei que nunca é, portanto mãos à obra.

Manhã de Domingo em modo trabalho de grupo*

Não me surpreende mas é bom sublinhar. Não é só o facto de estar a fazer exactamente a Pós-Graduação que escolhi ou de ter trabalhos interessantes. Estou diferente. Diferente da miúda que fazia trabalhos na licenciatura, em 2010 ou 11. Não deixava de os fazer da melhor forma que sabia mas fazia-o sempre à última: a deadline era às 23:59:59? Então era aí que ia entregar, provavelmente ainda com coisas por afinar, por ter procrastinado e adiado até à última. Mudei, cresci e é bom ver isso. Na altura fazia sentido e não há qualquer sombra de arrependimento, mas a ingenuidade daqueles tempos dá vontade de rir e deixa alguma nostalgia. Eu achava que era uma pessoa ocupada, o que não era totalmente mentira, mas nada que se compare com a realidade actual: na altura tinha 3 o 4 deadlines por semana, hoje tenho deadlines todos os dias. Prazos, marcações, correrias que chegam a fazer doer o peito, sem tempo para palheta e piadas no Facebook , nem vídeos cómicos a meio dos tr...

Naturalmente inesquecível

O meu concorrente chamou "estratégia bêah dois bêah " àquilo a que eu chamo uma estratégia " bi-tu-bi " (B2B). Foi no sábado e ainda hoje trago a expressão, naquele sotaque acentuado, a ecoar-me na cabeça.

É tão isto

Talvez seja prematuro afirmar que foram os 3000 euros mais bem investidos da minha vida mas foi exactamente isso que senti quando saí da primeira aula. [quanto à turma: tem imensa graça, há uma maioria feminina - nada de novo no mundo da comunicação - e o universo de idades/ocupações/formas-de-estar é muito diverso, o que se adivinha óptimo na partilha de experiências e opiniões.]

Acordei com saudades de fazer rádio

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Sobre encontrar o que se procura

Terça-feira tive a certeza. É mesmo isto. AHHH. É. TÃO. ISTO. !!!

Semana 104

Há dois anos a comunicar à séria no sector mais doce da indústria alimentar.

Do amor à camisola

Gosto mesmo da empresa onde trabalho: da imagem, dos produtos que vendemos à cultura, dos colegas aos patrões e da grande maioria dos stakeholders (dos que conheço). Não gosto do edifício-sede. Odeio-o no inverno com todas as minhas forças. É frio a ponto de ser extremamente desconfortável e de nos desconcentrar. Há outras coisas que mudaria porque "não somos perfeitos" e há sempre aspectos a melhorar, mas no geral estou satisfeita e se o meu grau de satisfação num trabalho, ao longo da vida, for sempre este, então provavelmente serei uma workaholic incurável. Vesti a camisola no primeiro momento - como, aliás, visto em todas as causas a que me associo, sejam elas pagas ou de carácter voluntário. Nos últimos meses o fluxo de trabalho aumentou, nós continuamos os mesmos e tenho-me desdobrado para fazer mais. O tempo claramente não chega, já tenho uma pilha em stand-by até 2015 (iniciada antes do Verão), acabo por fazer algumas coisas em casa e andamos todos em cont...

In your face, Marquito!

Desde que nos conhecemos que ele tenta boicotar o meu trabalho. Acredito que não seja nada pessoal mas dado que a comunicação que faço traz novos clientes e novos clientes significam mais trabalho para todos, sou claramente o alvo a abater. Por minha causa, vejam bem, os telefones tocam mais e há mais e-mails para ler. E se isto, à primeira vista, parece positivo porque entre uns contactos e outros se fazem umas vendas que, adivinhe-se, ajudam a sustentar a empresa, ao olhar afiado do Marquito isto não passa de uma grandessíssima dor de cabeça. Clientes novos são a pior raça que pode existir e ele explica porquê. Se o cliente é novo não deve querer muita coisa. Se acontecer querer muita coisa, é para descobrir a origem dos produtos e ir comprar directamente aos nossos fornecedores. Se, por obra do acaso repetir a compra, é única e exclusivamente porque está enrascado e não encontrou mesmo noutro sítio. Aprendam! Um cliente novo, desconhecido, que chegue até vós por causa de um...

O mundo devia ouvir-me mais vezes

A semana passada disse: "as marcas eram inteligentes se fizessem product placement no cenário inclinado" [Vale Tudo, SIC]. Esta semana, ligo a TV e temos uma peixaria do Intermarche (e a prova que me faz falta quando me ponho em causa e me encho de dúvidas sobre se compreendo realmente o mercado, as marcas e o que se está a passar à nossa volta). No fundo, um empurrãozinho na motivação para aqueles dias em que identifico oportunidades e, depois, as vejo serem ignoradas (ou as ignoro, por ordens superiores). 

Dia Mundial da Rádio

Há muitas histórias boas para contar mas marcou-me especialmente aquela noite em que cheguei a casa destroçada, por obra de infortúnios da vida, escrevi o programa, mal consegui comer e, mais tarde, mal preguei olho. Marcou-me essa noite e a indisposição com que me levantei na madrugada seguinte porque o que estava a sentir era fruto de um marco muito pior. Sei exactamente os passos que dei desde o pequeno-almoço ao autocarro e, mais tarde, no comboio. Sei exactamente porque tudo o que fiz, nessa manhã até chegar à rádio, foi extremamente doloroso. Aquilo que normalmente eram birras matinais - levantar-me antes das oito sempre foi um suplício - era, naquele dia, o resultado de mim em piloto automático. Estava em choque com o que tinha acontecido na noite antes, não sabia como o digerir e, no entanto, a vida continuava e eu tinha de responder às minhas responsabilidades, como se elas valessem alguma coisa face ao que havia acontecido. Fui para a rádio. Entrei no estúdio e fizemos um do...

Antes da festa, é preciso arrumar a casa

Uma metáfora para a necessidade de nos organizarmos a nós e a tudo à nossa volta para que, depois, corra tudo bem (ou, não correndo, sabermos que a nossa parte ficou feita e que tudo o resto é o velho jogo da sorte e do azar). É uma metáfora que assenta bem nas duas últimas semanas, no que tenho andado a fazer no trabalho: se queremos vender mais, não induzir os clientes em erro e fornecer a melhor informação, temos de deixar a loja online num brinco. Garantir que os códigos estão todos correctos, que não há links a falhar, que os botões funcionam, que os artigos são encontrados de forma intuitiva, que as imagens são ilustrativas e as descrições são fieis. Hard work, acreditem. Oito horas sobre oito horas à secretária, com dezenas de separadores abertos, centenas de imagens para redimensionar, ajustar, editar. Muita informação para ler, reescrever, gravar. Muitos códigos e referências para conferir. Alguma adivinhação, também. Trabalho necessário mas chato, monótono e, sobretudo, exig...

Aguar - definição:

. #Foodstyling, #foodporn ou simplesmente #fechem-esta-janela-do-browser-que-se-olho-mais-uma-vez-começo-a-trepar-paredes. Provavelmente, nunca conseguirei conviver em plena paz com isto de trabalhar no marketing de produtos para pastelaria. Esta coisa de perceber exactamente para que é que os produtos servem, de ter de estar colada nas últimas tendências do mercado e de estar constantemente exposta a "imagens-tentação" quando só se tem um iogurte líquido para o lanche... Enfim, há dias em que me passa ao lado. Outros, como hoje, é chegar a casa e inventar qualquer coisa para matar o bicho - e sim, a palavra é mesmo inventar, já que sou das pessoas mais inexperientes e desajeitadas que uma cozinha pode conhecer (é verdade e faço figuras espectaculares quando os clientes me falam de coisas que não faço puto ideia do que são*). *aprendi muito (informação aos milhares, acreditem) nos últimos meses mas não tenho culpa de não nascer com know-how  sobre tudo o que exi...

Segunda-feira não vai custar nada

Tão bom estar descansada a lavar os dentes - acabada de acordar num belo domingo propositadamente vazio de horários a cumprir - e ver surgir, sem qualquer esforço nessa direcção, o mote para a campanha que vamos desenvolver esta semana. Caraças, é tão fácil ter boas ideias! Por que raio insistem, as empresas, numa rotina que nos escraviza e veda os sentidos? Cruzar-nos sempre com as mesmas pessoas, às mesmas horas e para as mesmas situações não abona a favor do processo criativo e faz-nos empancar até em coisas simples - mas importantes -, como escrever um e-mail. Que tal mais espaço para sairmos, vermos outras caras, termos conversas aleatórias e dizermos - porque não? - baboseiras? Tornariam, certamente, as segundas-feiras mais light  [tal como a de amanhã ficará, depois do pequeno rasgo iluminado deste início de tarde].

Furacão Dezembro

Corro o risco de só me aperceber a quantas ando lá para meados do mês que vem. Até lá, muito (muito, muito) trabalho, muitas festas de aniversário, muito Natal, muita família, muitos amigos, muita correria e uma Passagem de Ano que, para já, é algo completamente indefinido. Se não nos virmos mais: boas festas, pessoas bonitas.

Ponto da situação #6

Estou de volta ao escritório depois de quase duas semanas fora - em contacto com alguns clientes, a ajudar numa das lojas, a tentar equilibrar as tarefas urgentes com a absorção de feedback e o surgimento de ideias, a chegar a casa sempre por volta das 21h00 e sempre a correr. Estou de volta depois de uma breve pausa para retomar o fôlego, depois do maior corte de cabelo dos últimos dez anos e depois de passar o nível de Candy Crush mais lixado com que me deparei até à data. Estou de volta ao edifício do frio, aos almoços solitários e à rotina que não condiz comigo, mas que aceito porque faz parte. Tenho uma pilha de anotações e post-its para organizar fruto da correria dos últimos dias, há ideias a fervilhar, estou sem ponta de sono mesmo estando no período crítico pós-almoço e sinto-me inspirada. Gosto disto, boa tarde.

Deixem-se andar!

Pessoas em início de carreira, cuja experiência se resume a estágios não (ou muito mal) remunerados, que descartam a possibilidade de trabalhar na área, com contrato e a ganhar mais do que o ordenado mínimo*, só porque a oferta de emprego não é na cidade onde residem, deixam-me revoltada. É claro que há algumas justificações plausíveis como ter filhos, ter alguém doente a seu cargo, a cidade ser tão longe e tão cara que o que se ganha não chega para suportar as despesas, ser-se simplesmente rico e não estar para se chatear muito com o assunto, por aí. Agora malta com vinte e poucos anos? Sem qualquer encargo? Sem herança choruda? Preferir ficar em casa dos papás só porque a comida vai para a mesa como que por um toque de magia? Sacrificar a carreira (ou seja, uma vida) pura e simplesmente porque mudar para uma cidade que não seja capital não é cool ? O comodismo desassossega-me. Como diz a S., e bem, todos temos um prazo de validade para entrar no mercado de trabalho. Se ...

Afinal, acontece.

Pensava muito nisto na altura em que andava a enviar currículos desesperada: e se eu fico num trabalho e, depois, me chamam para outro melhor?  É claro que a hipótese de isso acontecer era ínfima. O mercado de trabalho na área da comunicação está cada vez mais asfixiado e as oportunidades não surgem assim aos pontapés, ponto assente, mas se não tivermos esperança no momento em que carregamos no "enviar", se não nos imaginarmos a ocupar a função enquanto escrevemos a carta de motivação, acho que mais vale estarmos quietos. Quando disparamos para todo o lado, se nos chamam para uma entrevista numa empresa que não nos entusiasma muito e sabemos que também concorremos para outra que é brutal, há sempre aquele momento de hesitação onde o tal anúncio ideal se enche de néons e nos leva a colocar a tal hipótese, por muito ridícula que seja e por muita censura que a nossa consciência lhe faça. E mesmo quando nos escolhem para um lugar que nos enche as medidas, há sempre ...

Ossos do ofício #3

Se os designers desse mundo fora imaginassem que faço flyers no powerpoint e, mais recentemente, com o auxílio do paint ...

Tem graça

Começar a trabalhar numa empresa e, durante os contactos que fazes em nome da mesma, encontrares pessoas da tua idade, que andaram contigo na escola ou nas actividades extra-curriculares, que conheceste "na noite", enfim, putos (como tu) que de repente estão num registo completamente inesperado e que, normalmente, neste primeiro impacto só te fazem lembrar episódios caricatos. Ahah.