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A mostrar mensagens de Agosto, 2012

O trabalho em Portugal

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O terreno está cada vez mais árido. Alguns resistem, poucos com vivacidade. Árvores novas? Nem uma. Ervinhas aqui ou ali, frágeis e sem grandes perspectivas futuras. Somos nós e o nosso seco mundo, que suga a água às nossas ideias e faz morrer os nossos sonhos.     Antes, ambicionávamos ser árvores. Hoje, damos qualquer coisa para ser erva, sujeitos a pisadelas e sabendo que o mais provável é continuarmos rasteiros... até ao dia em que nos despejam monda química em cima.
   Felizes das ervas que têm um ambientalista por perto. Ervas como as famosas Veras Pereiras deste país, que crescerão mais um pouco num canteiro especial.

Summer Trip 2012 - Dia 4

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Passámos o dia inteiro no Porto: apesar de ser, da lista, a cidade que melhor conhecíamos e isso poder motivar-nos a estar menos tempo, aconteceu o contrário. Há muito que queríamos aprofundar relações com a invicta, eleita "Melhor Destino Europeu 2012" pela Associação dos Consumidores Europeus (ver aqui). Queríamos ver e sentir mais... e assim fizemos.    Tomámos o pequeno-almoço-fundido-em-almoço junto à praia de Matosinhos, vimos as pontes, subimos e descemos ruas e escadinhas (uff!), não subimos à Torre dos Clérigos porque estava uma fila enorme, fomos à Livraria Lello (linda!!), comemos trufas de chocolate com vinho do Porto da Chocolataria Equador (deliciosas!!) e um gelado, à beira-rio. Um óbvio 10/10.






Summer Trip 2012 - Dia 3

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Abandono da embarcação para um dia de boas descobertas balneares. De manhãzinha, Praia de Afife - segundo um site qualquer muito bem classificada e que a nós, nada desiludiu. O tempo nublado faria prever más condições para banhos e exibições corporais em biquíni, mas enganá-mo-nos: só não estava sol, porque o vento era quase inexistente e estava-se bastante bem na água, não só pela temperatura mas pela própria bandeira amarela que, fosse eu a nadadora-salvadora, seria verde. Espaço para correr, jogar, nadar. Oh, oh, 5 estrelas sem sol, nem quero imaginar com!
Almoço - muito barato - em Caminha e uma tarde a nadar no meio de barquinhos, em Baiona (não vale a pena dizer o que é que este nome me faz lembrar), um bom spot para ficar uns dias, tivéssemos nós decidido ir até lá antes.
   De regresso ao nosso rectângulo à beira-mar plantado, assentámos na invicta onde jantámos, invariavelmente, francesinha. Conhecemos o Hard Club, revisitámos o Piolho, bebemos um copo e fizemos uns amigos…

Summer Trip 2012 - Dia 2

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Depois da dica da recepcionista da Pousada não podíamos deixar de experimentar as "Buga", as bicicletas totalmente grátis da cidade de Aveiro, disponíveis para turistas e residentes.
Depois do almoço, rumámos às nossas origens:
   Passagem obrigatória no Castelo da cidade que é, este ano, a Capital Europeia da Cultura. Passeio, também, pelas ruas do Centro Histórico que estão cheias de pequenos pormenores de arte (muitos deles relacionados com roupa, como é o exemplo dos "chapéus-de-sol" feitos com camisas, no Largo Condessa do Juncal - ver a primeira das próximas imagens).


Mortos de calor, resolvemos ir à praia, àquela que foi a pior escolha da trip. Falo de Ofir, terra famosa por ter uma discoteca a que nunca fui, mas que alegadamente bomba imenso. Vou ser sincera: a parte boa aconteceu ainda antes de pisar o areal, quando comi um cornetto soft (que adoro). O resto, foi de encolher os ombros: não foi o pior dia de praia da minha vida (no topo dorankingestá uma v…

Summer Trip 2012 - Dia 1

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Há uma semana atrás picámos o ponto em Quiaios para molhar o pé numa praia não vigiada e, horas depois, estávamos a aterrar na Praia da Barra. Sol, brincadeira habitual com a bola (comprada numa daquelas tendas a caminho da Caparica no início do Verão, num dos piores negócios a que já assisti) e mergulhos com o sol quase a pôr-se. 


De sal e areia colados ao corpo rumámos a Aveiro, onde pernoitámos e assistimos a um simpático concerto na Praça do Peixe. Visita aos barquinhos na ria e... dia 1 encerrado.

Porta-Tazos #1 - Viva a nossa camionete!

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Eu tenho para mim que os condutores dos autocarros alugados para visitas de estudo são surdos. Outra hipótese é terem uma paciência de santo. Ou, então, ganham mesmo bem.   Não sei, mas guiar uma camioneta com crianças durante duas horas sem se despistar é de herói. Chinfrineira constante a cargo de miúdos e educadores, infinitas canções em coro - muitas delas com coreografia incluída - e o habitual cheiro a vomitado. Não é tarefa fácil e nós (crianças), mesmo que inconscientemente, tratámos de querer tornar esses dias mais bonitos para os pobres senhores. Como? Cantando a plenos pulmões (eu que o diga, que ia sempre no banco de trás) o hino dos passeios escolares: o famoso 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7.    Não sei quem inventou tal hit, mas este proliferou para vários pontos do país, ainda que com acentuadas variações de escola para escola - na minha cantava-se  assim:
    Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete     Vivá nossa camionete!                            Por favor senhor condutor,

Não tá fácil categorizar a coisa

A S. já tinha perguntado algo parecido no recém-desorientada: como é que se chama a este período em que terminámos os estudos, é verão e estamos à procura do “primeiro emprego”?    Embora seja a altura do ano em que quem estuda e trabalha tem férias e eu esteja, ainda que de forma faseada, a gozar de algo parecido – há anos que não fazia tanta praia nem tinha tanto tempo para a família e amigos –, não me parece a palavra adequada. Por um lado, as férias são uma interrupção onde as pessoas descansam dos meses árduos de trabalho e se preparam para os seguintes (e eu, neste momento, não tenho “seguinte”). Por outro, são dias sinónimos de liberdade, paz de espírito e felicidade (estados difíceis de atingir em pleno, quando se está inquieto com as incertezas do futuro).    Ao contrário do último mês e meio em que, mesmo em cima do joelho, fui arranjando ocupação remunerada, neste momento tenho zero planos. Desconhecendo o que vem daí e consciente de que pode não vir nada senão uma gran…

Felizes os que não têm televisão #1

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Primeiro brinde da publicidade mal regresso do meu retiro:


   Se tivesse que salvar um dos elementos desta nova versão do "é sexta-feira yeh" provavelmente escolheria a letra e nem essa tem qualquer tipo de encanto. Oh senhores, a música já saiu há meses, passou repetidamente na maioria das rádios deste país, foi postada vezes sem conta nas redes sociais e citada outras tantas sempre que alguém dizia o dia da semana; deu o que tinha (e não tinha) a dar e vocês ainda pegam nela para passar de hora a hora na TV portuguesa até meados de Setembro? É que só de ouvir o instrumental arrepia e quando achamos que não podia piorar... eis que o puto começa a cantar e não há ouvido ou vidro que aguente. Ah eu garanto-vos, filho meu não comprava nem um lápis no Continente depois disto.

Dá para perceber?

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É que as minhas últimas obras de arte resumem-se a "piu pius", "mamã" e "papá" pedidos pela I., pelo que estou um bocadinho enferrujada e posso não conseguir transmitir a ideia. Em suma: adeeeeus :)

Porta-Tazos #0.1

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Depois do seguinte comentário ao postPorta-Tazos #0:
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17 de Agosto de 2012 05:00 "(...) insisto para que faças a diferenciação entre Matutazos e Poketazos. Consta na lei do recreio que não podes trocar um Duffy Duck por um Ratata e por isso a omissão deste apartheid pode ferir as suscetibilidades das fações mais conservadoras :p (...)"      Se dúvidas haviam, Sodona Balalaica desfez. Fica claro que cada colecção era única e representou uma fase do nosso crescimento, pelo que qualquer pessoa com mais memória do que eu se lembrará, exactamente, de todos os nomes - os da Máscara, eram Mascatazos? :O       Quanto às trocas, mesmo que eu tentasse enganar alguém a trocar Matutazos por Poketazos, não podia: quando estes últimos chegaram, já eu tinha perdido os primeiros (ya às vezes dou imensa atenção às minhas coisas... não).      No meio disto tudo, encontrei um vídeo que mostra como se jogava e me teria poupado muitas palavras no post anterior:

Ornatos Violeta

Está a começar agora o concerto em Paredes de Coura e eu estou completamente arrepiada só de ouvir os assobios do público, via Antena 3. Se lá estivesse esta noite, seria certamente muito feliz.

Luz verde

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Às vezes gostava que avançar estivesse à distância de um simples premir do botão... querer seguir viagem e poder fazê-lo, aos níveis que bem entendesse. Era bom.    Em vez disso, a vida dá-nos botões surpresa e muitas luzes vermelhas: não sabemos muito bem qual a consequência da nossa escolha e, quando sabemos e a queremos, parece não estar disponível. Tem graça, é um desafio, mas também cansa andar sempre sem certezas. Quero um botãozinho para atravessar esta estrada, pode ser?

Porta-Tazos #0

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Posso não ter tido fisgas, carrinhos de rolamentos ou ter costurado as minhas próprias bonecas, mas isso não significou uma infância e adolescência desprovida de pérolas. Mesmo que menos rudimentares do que os dos famosos anos 80, têm-me vindo à memória certos hábitos e objectos perdidos num lá atrás que dá vontade de remexer. Serão histórias comuns a uma geração? Ou metade do que era normal para mim nunca fez parte dos miúdos da minha idade? A contar descobrir em breve, criei esta nova rubrica: se o Markl tem uma Caderneta de Cromos, eu posso bem ter um Porta-Tazos.
   Tazos: um lugar-comum a todos os putos criados nos anos 90. Todos conhecemos e grande parte coleccionou (no mínimo tentou) os pequenos círculos de plástico de duas faces, pelo que me pareceu adequado chamar Porta-Tazos a este (futuro) aglomerado de ideias sobre os meus primórdios. Virtualmente, vou dispensar as cores fluorescentes (o meu era amarelo) e o  espectacular encaixe para prender ao bolso, que já lá vai a fase…

Tic-tac, tic-tac

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O tempo a voar e a to do list longe de estar vazia...

Sábado à noite, diririrarirarará!

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Perguntámos aos nossos amigos o que é que era indispensável numa festa de verão, eles responderam "praia, música, bebidas e bons preços"e assim surgiu a  White Party .
O conceito passa por agradar toda a gente e, pelos pedidos que nos foram feitos, é bem possível que aconteça. Há música, muita bebida, praia a 10 passos, uma vista privilegiada sobre o mar do Pedrógão e até surpresas gastronómicas - com gelatina. A ideia é que, quem está de férias, desfrute de um bom dia de praia e o termine ao sabor doce do pôr-do-sol e dos cocktails preparados especialmente para a ocasião (com e sem álcool).Quem não está de vacances, não precisa de desanimar, apesar de começarmos cedo (17h00) a coisa é para durar noite fora e até os períodos de Happy Hour são dois: 19h00 - 20h00 e 00h00 - 01h00.    Durante as anunciadas duas horas temos Finos e Jelly Shots a 70 cêntimos e o preço dos cocktails também desce, para não deixar tristes os amantes destas iguarias. Teremos, ainda, shots de tequilla …

Dá para satisfazer os meus apetites em condições?

Ler "crepe", onde quer que seja, faz-me água na boca. Para bem da balança, os preços deixam-me sempre de pé atrás e fazem com que consiga, na maior parte das vezes, ignorar o vocábulo na carta - sejamos francos, todos sabemos que a receita é das mais económicas que há, principalmente se alguém na nossa família tem galinhas poedeiras (acho que nunca tinha escrito esta palavra). Para tristeza dos meus desejos frequentes, confeccionar crepes é uma tremenda seca - é muito simples juntar farinha, leite e ovos, mas a parte de os cozinhar... dispenso e, tal como eu, sei que há toda uma população por esse mundo fora com pouco apetite para pegar na frigideira - razão pela qual os estabelecimentos que os vendem abusam na conta.    Se adoro crepes, não consigo viver sem eles, mas não tenho paciência para os fazer, só me resta pagar o balúrdio exigido, quando os desejos se tornam incontroláveis. Exijo, portanto, que comecem a fazer valer cada cêntimo pago, porque já são duas vezes que o m…

Fotografias com histórias dentro! - é favor visitar ;)

Apesar de nunca ter dito à C.que achava o seu blogue um máximo, lia-o há já algum tempo. Esporadicamente devo ter comentado mas, a maior parte das vezes, por muito que achasse que a publicação merecia uma apreciação e me esforçasse para a fazer, não conseguia. Porquê? Porque a minha reacção, a cada novo post, é: "é isto, sem tirar nem pôr". Para além disto, o conceito é muito próximo ao que o meu blogue tinha quando o criei - na altura .jpg*, são desse tempo? - e continuo a gostar muito desse sistema, "uma fotografia uma história", tornando-o num dos espaços que mais gosto de seguir.  Porquê esta chamada, agora, para o blogue da C.? Aconteceu que ela se reviu num post meu e fez algo que eu provavelmente não faria: partilhou. Porque é que não o faria? Bom, porque sou estúpida: sei perfeitamente que somos livres para difundir conteúdo alheio (desde que a fonte seja devidamente identificada) e que, na rede, isso é o prato do dia, mas sinto-me inibida quando não conh…

Tinha tanto para lhe contar...

Sabia que o café de onde me trazia, todos os dias, um rebuçado, já mudou de gerência? Sabia que temos uma casa nova, que a avó já não vive na vossa casa e que já tenho outro gato, preto, igual ao Cat? Sabia que já tem 12 bisnetos e mais um a caminho? E sabia que moro em Lisboa, já tenho a carta e já tenho um curso? Até já namoro e tenho a certeza de que você seria, na família, dos primeiros a saber, se cá estivesse.    Há quantos anos foi, avô? Tantos e eu ainda me lembro do seu toque-toque na porta da cozinha acompanhado de um "posso entrar?" - e ao escrever isto só me apetece dizer "entre", como se fosse possível voltar a ver o seu sorriso feliz, com o ar engraçado da falta de dentes.    Oh, tenho muitas saudades. De si, da antiga avó e de jogarmos os três às cartas. Ah, e do cheiro da lareira no inverno, do sabor das papas de café com pão ao pequeno-almoço e até do cheiro a tabaco na sala, nos dias em que curava pessoas (não é que seja um odor agradável, mas fa…