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A mostrar mensagens de Outubro, 2015

Querido cérebro,

Peço-te que pares de jorrar ideias e que te foques, exclusivamente, em implementá-las. Pode ser? Eu e o trabalho de E-Content agradecemos.

Não gosto

Dos dias em que mergulho nas toneladas de apontamentos que vou rabiscando por tudo quanto são pedaços de papel e blocos de notas (físicos ou digitais). Mais as fotografias, os vídeos, as gravações áudio que às vezes faço enquanto conduzo e as etiquetas / rótulos / flyers que vou coleccionando, tudo útil e importante para a ideia X, para o projecto Y, para a estratégia W.
[Tudo coisas bonitas que podem acontecer na eventualidade de eu sobreviver à tentativa de organizar tanta tralha.]
Para quando uma App que me faça isto sozinha?

Naturalmente inesquecível

O meu concorrente chamou "estratégia bêah dois bêah" àquilo a que eu chamo uma estratégia "bi-tu-bi" (B2B). Foi no sábado e ainda hoje trago a expressão, naquele sotaque acentuado, a ecoar-me na cabeça.

É tudo muito bonito mas...

... Dormir que é bom, nada!

Quando ter má memória é bom

Abrir caixas (e pastas digitais) e deliciar-me/morrer a gozar com as coisas que descubro de mim mesma. Hoje: um ficheiro áudio de 2012 onde canto e toco (honestly, não sei qual das duas acções faço pior) a música Baby when you're gone; o melhor videoclip que fizemos na vida e a prova de que andámos sempre à frente do nosso tempo (chama-se Nuz África, data provavelmente de 2005 e põe a um canto a maioria dos youtubers de sucesso actuais); um edital de 2010, relativo ao Pic-Nerbic; uma foto bem recente onde tentei fazer de super homem, na Basílica de S. Pedro, com a capa que me deram no Museu do Vaticano para tapar os ombros desnudos. Podia dar-me para pior.

Admirável mundo novo

Sou aquela pessoa que fica com as lágrimas nos olhos se apanha um programa de TV a dar um prémio a alguém que não está a fazer conta. #coraçaomole

Sobre as eleições / A desilusão

Queria ter editado este post mais cedo. Não consegui. Escrevo agora, ao bater das 20h00 do dia 4 de Outubro de 2015, hora em que se tornam conhecidas as primeiras projecções relativamente ao resultado eleitoral das Legislativas, onde tudo aponta para a vitória que eu temia: a da coligação (PSD + CDS).
Escrevia eu, na publicação anterior sobre as “As Mil e Uma Noites” e num desabafo utópico, que gostava muito que se fizesse história. Uma história diferente onde forças políticas menores ganhariam força, onde se escorraçasse a corja elitista e graxista que se habituou a mover-nos como marionetas.
Por razões óbvias, era uma história difícil de escrever: de um lado, estão os portugueses interessados na vitória específica de um partido, por razões de compadrio, subidas ao poleiro, jeitos e cunhas; outra fracção, pertence às pessoas que continuam a votar como se isto fosse o campeonato de futebol, onde só interessa a cor; por último, os portugueses interessados nos valores reais, que não e…

Reflectir / As 1001 Noites

Já aqui disse algures, mas repito: vão ao cinema ver "As Mil e Uma Noites", de Miguel Gomes. São três volumes (neste momento está em cena "O Desolado") que, para mim, são de longe o melhor retrato do país alguma fez feito em cinema. É baseado em factos recolhidos por jornalistas e está simplesmente genial. Uma obra de arte feita com a nossa realidade, que nos faz pensar naquilo em que o país se tornou desde que recebemos a Troika.
Esta trilogia baseia-se, na sua forma, no clássico "As Mil e Uma Noites": temos uma Xerazade que tenta, noite após noite, entreter o Sultão com histórias sobre um povo que vive sob a alçada de um programa de ajuda financeira que a todos - quase todos - rouba dignidade e qualidade de vida. Estas histórias são a nossa história, contada de uma forma bem original, num retrato cheio de símbolos e pormenores geniais. 
Falta estrear o terceiro volume. Não fui pesquisar nada mas, tendo em conta que o título é "O Encantado",…

É tão isto

Talvez seja prematuro afirmar que foram os 3000 euros mais bem investidos da minha vida mas foi exactamente isso que senti quando saí da primeira aula.
[quanto à turma: tem imensa graça, há uma maioria feminina - nada de novo no mundo da comunicação - e o universo de idades/ocupações/formas-de-estar é muito diverso, o que se adivinha óptimo na partilha de experiências e opiniões.]