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A mostrar mensagens de Março, 2014

In your face, Marquito!

Desde que nos conhecemos que ele tenta boicotar o meu trabalho. Acredito que não seja nada pessoal mas dado que a comunicação que faço traz novos clientes e novos clientes significam mais trabalho para todos, sou claramente o alvo a abater.
Por minha causa, vejam bem, os telefones tocam mais e há mais e-mails para ler. E se isto, à primeira vista, parece positivo porque entre uns contactos e outros se fazem umas vendas que, adivinhe-se, ajudam a sustentar a empresa, ao olhar afiado do Marquito isto não passa de uma grandessíssima dor de cabeça.
Clientes novos são a pior raça que pode existir e ele explica porquê. Se o cliente é novo não deve querer muita coisa. Se acontecer querer muita coisa, é para descobrir a origem dos produtos e ir comprar directamente aos nossos fornecedores. Se, por obra do acaso repetir a compra, é única e exclusivamente porque está enrascado e não encontrou mesmo noutro sítio. Aprendam! Um cliente novo, desconhecido, que chegue até vós por causa de uma newsl…

Em jeito corrido

Escrever no blog é o único objectivo que não estou a conseguir cumprir neste momento. Claro que cumprir tudo o resto me deixa satisfeita mas entristece-me saber que, mais dia menos dia, tudo o que vivi nos últimos tempos se dissipará no buraco negro da minha memória. Em jeito corrido - que a capacidade de escrever melhor anda algures adormecida (espero que não esteja morta) - e sem qualquer ordem cronológica, gosto cada vez mais de morar no campo e cada vez mais de Leiria; está tudo a fazer estágio profissional (eu incluída) e de repente parece que todos encontraram o seu caminho mas temo que este boom acabe depressa e, no fim dos contratos, sejamos todos substituídos por novos estagiários; estou a adorar a veia criativa que os portugueses têm demonstrado e os espaços e ideias de negócio que têm surgido; quase todos os dias desejo ganhar o Euromilhões, que não me faz exactamente falta mas seria uma ajuda interessante (provavelmente, viciada em planos e orçamentos como estou, não cheg…

3 em 1

A prova de que existe gente mais atabalhoada do que eu na cozinha. Uma data de receitas com um aspecto delicioso e perfeitas para pessoas básicas como eu. Um portal brutal, com curiosidades sobre uma série de coisas, entre elas dois dos meus amores: viagens e comida (aconselho a versão em inglês). Não digam que vão daqui :)

Alô viajantes

Soltem a vossa sapiência e digam-me o que ver, fazer, comer, aprender ou não me meter, em Amesterdão (Holanda). Dicas, bons achados, percursos originais, alertas, enfim, tudo o que se lembrarem. Nós os onze (somos mesmo mais que as mães) agradecemos.

Do meu pai

Podia escrever um livro sobre tudo o que gostaria de mudar nele, para o seu e nosso bem. Encheria centenas de páginas para enumerar todas as manias, todos os defeitos e tudo o que me irrita. Sublinharia as desilusões dos últimos anos mas acabaria por recuar lá para trás para agradecer o investimento e atenção que me dedicou em miúda. A música, as cores, a fala irrepreensível, os desenhos, as letras e a escrita. Abriu-me horizontes, nunca deixou de me explicar nada por ser demasiado nova, foi sempre transparente e chegou mesmo a ser o melhor do mundo - de forma tão genuína que me dói ver tudo isso perdido no tempo.

O mundo devia ouvir-me mais vezes

A semana passada disse: "as marcas eram inteligentes se fizessem product placement no cenário inclinado" [Vale Tudo, SIC]. Esta semana, ligo a TV e temos uma peixaria do Intermarche (e a prova que me faz falta quando me ponho em causa e me encho de dúvidas sobre se compreendo realmente o mercado, as marcas e o que se está a passar à nossa volta). No fundo, um empurrãozinho na motivação para aqueles dias em que identifico oportunidades e, depois, as vejo serem ignoradas (ou as ignoro, por ordens superiores).

Por fim, Veneza

Imagem
Província: Venezia | Região: Veneto | País: Italia


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Sim, Veneza é tão bonita quanto dizem: as cores não fogem às promessas dos postais, a dose de arte está lá toda e, surpresa, a sensação de sermos assoberbados pela cidade não é canção de engate, sente-se mesmo.

Mesmo infinitamente explorada, Veneza mantém virgens pormenores aos quais não se resiste. As ruas estreitas, os becos que terminam em canais, os detalhes arquitectónicos, o decadente sedutor, as escadinhas, as pontes, os recantos... um regalo.


Percorremos tudo a pé à excepção do passeio de barco no Grand Canal que nos permitiu ver parte da província por outra perspectiva, assistimos ao pôr-do-sol, tirámos fotografias com algumas pessoas incrivelmente mascaradas, bebemos os nossos spritz (que saudades) e andámos, na maior parte do tempo, perdidos. Já disse que é só ruas, ruelas, pontes, escadas, praças, canais? Pronto, não vale a pena perder demasiado tempo a tentar decorar mais do que o local onde se está hospedado, o Grand …

E já que estamos numa de dias da semana*

As terça-feiras são o pior dia. A pica do fim-de-semana que ainda vem colada a nós à segunda-feira já desapareceu e é o desespero quando percebemos que ainda faltam quatro dias para o próximo fim-de-semana.*Ou, por outras palavras, já que o meu cérebro não me deixa transformar assuntos mais profundos em texto, mais uma dose de trivialidades.

Avé sexta-feira

O dia da semana em que, como que por magia, tudo se torna muito mais tolerável.

Sábado

Escrever na cama. Não pensar senão no sumo que vou beber quando me levantar. Deixar que paire a ideia de ir correr caso abra os estores e não esteja a chover. Deixar que paire a ideia de arrumar umas coisas. Não deixar que nenhuma destas e das outras que passam levemente se tornem pesadas, obrigações, decisões. Estar por minha conta e querer continuar nesse prazer. Abrir possibilidades sem que isso signifique traçar um rumo. Preocupar-me única e exclusivamente com o lugar onde vamos lanchar logo à tarde. Perder-me no vento porque é sábado.