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Qualquer coisa como:

"Age sempre com dignidade na vida. Podes não mudar o mundo, mas sempre é menos um canalha na Terra." [in Portugal à Gargalhada, de Filipe La Féria]

2013

Podia ter sido o ano do desespero. Estava há 3 meses à procura de um trabalho na área (que me enchesse as medidas e não fosse uma chulice pegada) e a tarefa parecia uma missão impossível. Estar em Lisboa deixou de fazer sentido (viver fora às custas dos pais não era opção), decidi o óbvio - voltar para debaixo da asa dos papás -, fiz as malas e aterrei numa casa que, até este ano, nunca tinha sentido como verdadeiramente minha (história de outros capítulos). O regresso podia ter corrido mal. Voltar à rotina familiar, aos horários estabelecidos, ter de depender de outros para me deslocar, ter o namorado e alguns amigos longe, ter de lavar a louça logo a seguir ao jantar (das piores coisas que me podem pedir!) e ter de aturar as neuras de cada um são pormenores que podiam ter feito alguma mossa. Podia ter-me sentido a mais (conheço casos desses) ou, pior, ter-me deixado ir a baixo com a frustração de não arranjar emprego. Podia ter sido um drama, podia ser hoje uma feiosa solitária c...

Sol, amor e ideias em catadupa

A escrita criativa pode estar emperrada mas a técnica vai de vento em popa. Inspirados pelo bom tempo e pelos bons momentos, os bons trabalhos. É só isto que se quer [e dinheirinho na conta ao final do mês].

De mão em mão #2

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   Tudo começou com a vontade de me desfazer de algumas coisas que, estando em perfeitas condições, já não me agradavam por diversos motivos. OLX e sites do género podiam ser a solução mas não queria ser só mais uma no meio de tanta oferta , pelo que me dirigi a uma loja de roupa em segunda mão pronta a enriquecer - ignorando as burocracias e as exigências com datas, preços e marcas, que em 5 minutos inviabilizaram o meu negócio.    Dias mais tarde, estava a almoçar com a I. quando ela pegou numa revista e disse "olha, podíamos vender roupa em segunda mão". Contei-lhe o meu frustrante episódio. Delineámos um plano. Fizemos contactos. Apareceram os entraves. Aceitámos uma sugestão e fizemos algo completamente diferente do planeado, numa de quem não tem nada a perder. Testámos reacções junto a um público que nem era o pretendido. Vendemos qualquer coisinha. Passaram-se umas semanas.  A ideia inicial continuava cá (e alguns montes de roupa também) . Vár...

Remar contra a maré # 2

    O ano que mais custou a planear chegou ao fim e já fiz o meu balanço. Estou satisfeita, muito, com o rumo que tudo tomou. Nenhuma tragédia adveio do meu plano inicial portanto, yeah ! É claro que nem tudo correu às mil maravilhas - às vezes até correu a maravilhas nulas - mas é disso que o mundo é feito.    Ir para o Jardim de Infância, Escola e Faculdade estava previamente estipulado desde que me lembro, instituído por aquilo que na minha cabeça é a lógica normal das coisas (uma questão de educação, eu sei). Vivi quase toda a minha vida sem ter de tomar decisões radicais que a alterassem , já que a maior parte do tempo foi passado nas instituições que mencionei ou em actividades em seu torno. É normal, sou (?) uma miúda e o grande desafio surgiu apenas há um ano, altura em que se avistava o fim da Faculdade e apareceu a questão "e agora?" .    Para ser exacta, estávamos em Setembro de 2011 . Toda eu era pânico graças à defesa do Seminário (o tr...

Remar contra a maré #1

“ Parafraseando Walter Lippmann (...), o nosso mundo é demasiado grande, demasiado fugaz e demasiado complexo para que dele possamos ter consciência directa ” (Granieri, 2006 [1] ). Não podia ter encontrado melhor frase para descrever a aventura a que me propus este ano: remar contra a maré. As coisas não estão ao alcance de todos os olhos e nem sei se estão dos meus – mas é a partir deles que vejo o presente. Nesta óptica, decidi seguir um ou outro parâmetro, certa do propósito geral e crente da pouca rigidez dos objectivos específicos, num mar incerto (mas sem medo do Cabo Bojador). Empurrada pelos ventos que escolhi, vim dar aqui: são quase 4 da manhã e, mesmo sem net, peguei no Word para escrever “isto” que agora – certamente um dia depois – publico. Comecei a ler o livro que citei unicamente porque o A. me ligou minutos antes e me espantou o sono – tinha estado a ver um filme simples e com uma história de amor comovente, daqueles quase próprios para adormecer com tranquil...