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A mostrar mensagens de Setembro, 2012

Sei que é domingo quando... #2

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... acordo ao som do Vh1.


Uma injecção de bom humor, para quem dormiu (mais uma vez) menos de 7 horas.

Nós quatro, uma mesa e uma máquina fotográfica

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Numa amizade quase tão antiga como o que nos lembramos de ser a vida, é normal que os pormenores sejam absorvidos sem repararmos: estamos entretidos a viver, não obcecados em reflectir em todas as vezes que respiramos. 
    Olhando agora, vejo que não teria sido estranho se tivéssemos entrado em depressão quando fomos morar para quatro cidades diferentes: afinal, estávamos teoricamente a afastar grande parte da nossa vida. Na prática, contudo, não se revelou assim: fomos naturalmente nas bagagens umas das outras e a essência continua imutável, ainda que as circunstâncias tenham mudado muito. Continuamos a ter qualquer coisa na qual nem sequer pensamos e é por isso que não me apercebi que já tinha passado tanto tempo desde algo que era a mais comum das nossas rotinas: os lanches.
.    Passaram quê? Quatro anos desde que nos juntámos as quatro (coincidência numérica) no conforto do lar, à volta de uma mesa cheia de coisas boas? Quatro anos sem as tardes com a malta na pastelaria e, pio…

das entrevistas de emprego #1

Uma pessoa estuda a empresa para a qual se candidatou, relê e imprime o CV, prepara o trajecto que tem de fazer no Google Maps (com cálculo ao minuto das várias sugestões nos diferentes meios de transporte, fotografias do local, etc.), atrofia para escolher a roupa, queima-se a tirar o almoço do forno (ao ver que já está a ficar em cima da hora), se for preciso dorme mal... ... para chegar lá e, em 8 minutos, ser "avaliada".
   Com perguntas tão estranhas como "onde se vê daqui a dez anos?" ou "fale-me de si", qualquer preparação, por mais exemplar que seja, se revela desnecessária - tudo bem, posso tentar perceber o interesse destas questões mas
       a) acabei de dizer o meu nome, sei que devo falar do meu curso e do que me levou ali, mas o "fale-me de si" é muito vago e ou sou sucinta e deixo mil coisas por dizer, ou fico ali a debitar informação e a sentir-me idiota;
       b) se imaginassem o que passam os jovens à procura de trabalho …

The Newsroom

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Finalmente consegui começar a ver esta série e, como esperava, vou ficar coladinha. Conta a história de uma redacção que leva uma reviravolta por vários motivos (não vou ser spoiler) e deixa de lado a preocupação com as audiências para dar destaque aos bons conteúdos noticiosos.    Para já, ainda só vi dois episódios, pelo que pode parecer cedo para aconselhar. Ainda assim, arrisco dizer que The Newsroom é um must see para todos os jornalistas e aspirantes e que é coisinha para entusiasmar outras classes também: não é à toa que o rating do imdb está no 8.8. .

O caminho

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Há dias em que derrubamos mais umas sebes e a camada densa de arbustos, mato e espinhos se vai diluindo, deixando-nos espreitar as nuances de uma possível casa de chegada. Esses dias são bons e fazem com que queiramos continuar no jogo. Pena serem raros.

De mão em mão #2

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Tudo começou com a vontade de me desfazer de algumas coisas que, estando em perfeitas condições, já não me agradavam por diversos motivos. OLX e sites do género podiam ser a solução mas não queria ser só mais uma no meio de tanta oferta, pelo que me dirigi a uma loja de roupa em segunda mão pronta a enriquecer - ignorando as burocracias e as exigências com datas, preços e marcas, que em 5 minutos inviabilizaram o meu negócio.    Dias mais tarde, estava a almoçar com a I. quando ela pegou numa revista e disse "olha, podíamos vender roupa em segunda mão". Contei-lhe o meu frustrante episódio. Delineámos um plano. Fizemos contactos. Apareceram os entraves. Aceitámos uma sugestão e fizemos algo completamente diferente do planeado, numa de quem não tem nada a perder. Testámos reacções junto a um público que nem era o pretendido. Vendemos qualquer coisinha. Passaram-se umas semanas. A ideia inicial continuava cá (e alguns montes de roupa também). Várias pessoas estavam a pedir…

Little I.

Ensinei a minha afilhada de quase 3 anos a cantar o "cheira bem, cheira a Lisboa" e agora é vê-la com o nariz enfiado no iogurte a dizer que este cheira a Lisboa. Hei-de gostar sempre de crianças :)

Sobre a manif de sábado

Não falei sobre ela antes porque soube, desde que havia sido marcada, que não poderia estar presente fosse em que ponto do país fosse. Ainda assim, fiz figas e torci por nós, um país que desde sempre afirmei não ser "corno manso" - e pelo que já ouvi, não me enganei.    Talvez haja muita gente com o rei na barriga - ainda estes dias o pude comprovar - mas quero acreditar que somos superiores a isso e que, num momento como este, vamos saber aproveitar para crescer interiormente e mudar, para que o Portugal mude também. Obrigada aos milhares que se uniram no passado dia 15. Enchem-me de orgulho e, a haver próxima, vou estar lá de certeza.
   Entretanto, espero voltar ao mundo e ficar a saber com mais precisão tudo o que se tem passado. Já sei que o Portas não apoia as medidas que o Passos anunciou recentemente... menos mal!

Setembro mudou

.    Sete da manhã como há muitos anos e as palavras rotineiras - "acorda"/"bebe o leite"/"escova os dentes"/"olha a mochila". Sai finalmente de casa, depois de pôr a louça na máquina e mudar a t-shirt ao João Miguel, que mais uma vez se distraiu a ver os desenhos animados enquanto comia os cereais. Putos na escola, deita o olho à capa do jornal, queima a língua na bica apressada, desrespeita os limites de velocidade, a mesma história de sempre para estacionar. Nove horas e um minuto. Ufa, o chefe ainda não chegou.
   A mãe parece fazer questão de abrir ruidosamente o  estore. A ela, aliam-se os raios de sol que teimam em incomodar. Merda, o saco da ginástica não está pronto. Os snacks a ocupar a boca enquanto os desaforos do pai ocupam os ouvidos a cada semáforo vermelho. Toque de furo. "Desculpe stôra...".
   O quê? O despertador já está a tocar? Mas deitei-me há... 2 horas. Dia de apresentação, nem pensar em baldar-se. Chuveiro a fe…

...

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O truque para manter a sanidade está em tentar ignorar ao máximo tudo o que se tem passado de mau e afastar da mente, para já, tudo o resto que possa estar para vir. Não é fácil, mas pode ser que fotografias dos últimos dias ajudem, como se a vida fosse sempre sol, mar e coisas boas. E o Passos continua a brindar-nos com anedotas. Sim senhor.

Insta-mania e o papel das redes sociais

Adorei o conceito assim que o conheci e, como não tinha um iPhone, fiquei feliz quando a aplicação/rede social ficou disponível para android. Fotografias, filtros, rápida partilha... contem comigo! Fui adiando o registo no Instagram por várias razões (deixei de usar o tablet - que também não dá grande jeito para tirar fotografias - e andei com telemóveis do tempo da guerra nos últimos meses) e só agora, com um brinquedo novo e muitas horas mortas, o fiz.    O balanço é positivo: tirar e "pintar" fotografias parece ser actividade do agrado de todos (incluo-me) e acrescento que encontrei a forma mais fácil de ver muitas fotografias giras por dia.    A propósito do novo registo e de, há uns dias, uma amiga ter escrito no seu novo blogue que tinha tido saudades de ter um espaço dela - "achei que a tal rede social pudesse substituir o poder de expressão que tem um blog, hoje vejo que não é assim" (T.) - concluí que os perfis que mantenho activos nas redes sociais fa…

Sei que é domingo quando...

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... chego à cozinha e há mini pasteis de nata :)