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A mostrar mensagens de 2012

Happy New Year (and Life)

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Que dizer mais? A vida é imprevisível e o melhor que podemos fazer é aproveitá-la com fulgor. É a que temos lembram-se? Não estou a incentivar aos disparates porque só se vive uma vez, atenção, não me venham culpar se amanhã acordarem ao lado de um desconhecido e tiverem contraído HIV. Estou apenas a relembrar que as coisas são o que queremos fazer delas e a vida pode, isso garanto, tornar-se melhor se a encararmos com essa vontade.

E agora com licença, que vou festejar por ter pessoas fenomenais na minha vida e saúde suficiente para poder rapar um friozinho, beber uns copitos e abanar o esqueleto ao som do que vier. Beijinhos, muito amor, boa disposição e aquelas coisas boas todas que se lêem por aí. De verdade!

Find me on Facebook!

(dis)like!

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- Não eras tu que achavas desnecessário ter uma página de Facebook para o blogue? - Era e sou. - Então porque criaste uma? - Porque, estando a participar activamente no 360º em 365 dias como blogger, considero não fazer sentido utilizar a minha conta pessoal para intervir e comentar!

Não esperem a melhor página do mundo, porque certamente não será. Aliás, por não sentir necessidade de outro espaço para partilhar conteúdos adicionais convosco é que não tinha criado este espaço, apesar de já mo terem sugerido. Não gosto de páginas fantasma e, não tendo assim tanto tempo livre para alimentar várias contas, sempre achei desnecessário. Contudo, agora que esta tem um fim específico, prometo olhar para ela com outro carinho e tentar dar sinais de vida. Encontra-mo-nos ? ;)

Da vida em cima do joelho

Não costumo ter tempo para pensar nas coisas com antecedência e não me importo nada com isso: quando chega o momento, penso e tomo decisões. Quando chega a vontade e em poucos minutos se analisa a conjuntura e esta se afirma a favor, fazem-se planos - e vive-se assim, intensamente a curto-prazo, porque o "um dia vamos ao Brasil" não faz a minha praia.    Sim, um dia irei ao Brasil, um dia pensarei em ter filhos, um dia morrerei, mas se não é para acontecer já, que não se perca demasiado tempo a desenvolver tudo isso. Nunca fui de esperar sentada, há muito a viver agora, para quê distrair-me da realidade com suposições que não faço ideia quando saberei se chegarão a ser? Pois, é por isso que não me distraio a fazer listas imensas para os anos seguintes. Faço listas, sim, mas com as compras do supermercado; com o que tenho para fazer num dia; com os sítios que quero visitar numa cidade; com... uma data de coisas fazíveis, que possa riscar e sentir a satisfação de objectivo…

Saldos Fever

Os saldos são irresistíveis e mexem com as hormonas femininas tal e qual o amor. Ansiedade e busca cega de prazer que, sem os pés assentes na terra, dão facilmente em asneira - tal e qual o amor.
   Fartei-me dos excessos dos saldos e de outras tardes de compras, há algum tempo. Nunca fui shopaholic - nem perto - mas o meu cadastro conta com várias compras irreflectidas, que depois me atormentam no armário. Como não sou fã de atirar dinheiro ao lixo, no final do Verão resolvi começar a  ponderar muito bem as minhas escolhas e hoje (ontem), superei a verdadeira prova de fogo desde então (legenda para homens: os saldos).
   Esperei pelos saldos porque não tinha nada urgente para comprar. As minhas necessidades de inverno tinham sido colmatadas ainda em Outubro, quando chegou o frio e a chuva e comprei uma parka, calçado preto e uma mala da mesma cor. Tinha roupa do ano passado mais do que suficiente para não cair na monotonia, bastante actual e, apesar de estar a ficar com uns leggins b…

Para android, sff!

Se puderem, inventem uma aplicação para fazer balanços de fim de ano, que nem toda a gente está de férias para poder reflectir sobre o assunto. Dava imenso jeito poder inserir algumas variáveis (de preferência ao longo do ano) e receber gráficos com percentagens, a partir dos quais todos pudessem pensar. Para as pessoas com dificuldade a ler gráficos, podem fornecer os resultados sob forma de desenhos ou esquemas (tu = pessoa má, por exemplo).    Aproveitem que estão com a mão na massa e criem também uma aplicação que indique os 12 melhores desejos a pedir à meia-noite, tendo em conta o historial do ano anterior e outros objectivos que queiramos inserir (isto porque peço sempre uns quantos desejos em cima do joelho e não posso permitir que volte a acontecer, que não estamos em tempo de desperdícios!).


------ 2 assuntos à parte ------ * As inscrições para o projecto 360º em 365 dias terminam às 23h59 do dia 29 de Dezembro (+ info aqui);
* Se ainda não votaram aqui, façam-me esse peque…

The Christmas Spirit #3

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Christmas, my child, is love in action. Every time we love, every time we give, it's Christmas. - Dale Evans




Por cá, nos dias 24 e 25, o Natal significa também:

- bacalhau - couves - peru - - filhoses - bolo rei - - bolo rainha - - tartes e doces de colher - - chocolates -





- família - quentinho do lar - - filmes de animação apanhados a meio - - luzes a piscar - - Pai Natal - presentes - - jogo do Uno -








Dois dias intensos, um tornado na rotina. Chovem pessoas, esvoaçamos pelos lugares, amontoam-se momentos. A certa hora sobramos nós e o papel de embrulho rasgado: oportunidade para reciclar uns e outros (o papel é no azul).

The Christmas Spirit #2

Obrigada Natal, que me permites recuperar grande parte dos contactos que tinha perdido da última vez que troquei de telemóvel. Obrigada chá-verde, que me permites alambazar como se não houvesse amanhã. Obrigada mundo, que me fazes adorar viver. Sou só eu? Se calhar contento-me com pouco, mas acho que ainda tenho muitas razões para passar esta quadra com o espírito que lhe é característico. Boas festas a todos, desejo-vos o melhor ;)

Christmas, christmas everywhere

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Sexta a preparar o festão em honra de sua alteza minha mãe. Sábado a preparar e a viver o festão. Domingo a arrumar o que sobrou do festão e a deixar as mesas na sala: porque amanhã já há festa outra vez. Já só cheira a Natal e a única coisa que me garante que não vou chegar ao ano novo a pesar mais 10 Kg são as aulas de ginástica que baby I. resolveu instaurar: "agora dá as mãos; tu dá as mãos a esta; agora salta; madrinha, salta!!; madrinha, corre;" e por aí fora...

   E por falar em Natal... conhecem a Popota, certo? Talvez preferissem não conhecer - não vos censuro - mas agora que sou íntima da cor-de-rosinha e gostava de ir com ela a Nova Iorque, peço-vos que tenham um bocadinho de paciência e vão até ao seu site, votar na participação dos amigos do R/C dto. Vejam como fazer aqui - e claro, a quem já votou um enorme obrigada.

   Já só falta a chamadinha ao projecto 360º em 365 dias. Saibam mais aqui.

Eu avisei que vinha aí vergonhaça...

Nós queremos ir a Nova Iorque e identificámos aqui uma oportunidade - dura para a nossa reputação, é certo, mas há quem se dispa por menos (e não, não se excitem, não chegámos à parte da nudez, resolvemos só dançar - sem varão - ainda que este "só" contenha elementos como a Popota ou coreografias nas ruas de Lisboa...). Portanto, votem, sff.
Reacções possíveis: gargalhar, levar as mãos à cabeça, benzer-se, atirar-se de uma janela, sentir vergonha alheia. Estamos cientes de tudo isto, mas ir a Nova Iorque é mais importante. Se não quiserem carregar no play nós até agradecemos, basta abrirem o link e votar. Se por acaso tiverem curiosidade de ver e depois se arrependerem, nós não nos importamos que ponham um dislike no Youtube, só não deixem de votar no site da Popota. Em meu nome e da restante população do R/C dto., um grande agradecimento - se formos a NY prometemos deixar de vos atazanar com este tipo de coisas.
Como Votar:
1. Abram este link. 2. Seleccionem "Galeria de …

Porque é que o mundo não acaba hoje:

Amanhã será a festa surpresa da minha rica mãezinha - a primeira em toda a sua vida, pelo que nenhuma profecia arrisca estragar este momento;No dia 1 de Janeiro de 2013 vai arrancar um novo projecto que todos os amantes de fotografia merecem estar vivos para ver e participar. É um desafio fofinho para bloggers portugueses, que passo a explicar:360º em 365 dias - Várias perspectivas de Portugal, todos os dias, durante o ano de 2013.
Pela objectiva de todos os bloggers (nacionais) que se queiram juntar. -
Para saberem mais sobre o projecto, cliquem aqui. Se quiserem participar, saibam como aqui.
Desculpem não explicar melhor, mas estou meeeeesmo de saída. Digo só que se adivinha brutal e que - obviamente - estou ansiosa para que comece. Não se preocupem, o objectivo não é ter profissionais, mas sim entusiastas - pela fotografia, pela blogosfera e pelo nosso país.
Sigam o blog e juntem-se a esta aventura ;)

E hoje...

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... faz anos aquela que elegi, há muito, como a mulher da minha vida.
É-me sempre difícil manifestar estados de amor. O hábito de os exteriorizar não é assim tão grande e, quando o comecei a tentar, vi-me falhar. Mais tarde, percebi que nunca se explicará o amor por uma via só. Nunca bastará um texto, uma canção ou uma imagem. Não será só o toque, o "vou-te buscar" ou o "vem para a mesa" a defini-lo. O amor é tantas coisas e, o nosso, são essas tantas e muitas mais. Do amor grande pelos meus, esta é uma fatia ainda maior. Um amor que fugiu tão lá para cima que nenhum telescópio do mundo servirá para lhe ver a ponta. A palavra "mãe" não vos põe lágrimas nos olhos? A mim põe, que o meu corpo não sabe mais por onde reagir. Estremecem-me as entranhas, vibro de orgulho, pasmo de admiração. Todos os dias agradeço: quem tem mãe tem tudo.

Sufoco...

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... com tudo o que tenho para fazer. A ver se isto acalma para a semana, que tenho muita coisa para contar ;)

Vem daí vergonhaça...

Quatro gatos pingados - eu de canos azuis - a vaguear por Lisboa com um rádio, uma mala de viagem e uma máscara. À chuva, eles foi Belém, Rossio e Aeroporto. Resultado? Mostrar-vos-ei assim que puder. Se está bom? Ainda não faço ideia, mas em caso negativo tenham pena de nós por sermos uns atrasadinhos e colaborem (explicarei como, a seu tempo).

Postas de pescada

Hoje aturei duas peças. Duas distintas personagens, daquelas que cada vez mais me convenço que só me calham a mim. Ou maioritariamente a mim, vá, que devo ter íman para atrair criaturas peculiares.    Eu juro que até acho graça a pessoas diferentes, mas há doses que me ultrapassam, principalmente quando a parte estranha desses seres se prende a pormenores como a falta de higiene ou de educação. Calhou-me, portanto, um azeiteiro do pior (que inclui no seu show de variedades bocejar de boca escancarada para cima de outras pessoas) e uma miúda armada em chica esperta. Felizmente, o karma agiu bastante rápido e os dois galos da capoeira ficaram a piar baixinho num instante, sem que eu tivesse de dispensar energia a mandá-los para um sítio que eu cá sei.    Hoje foi um daqueles dias em que acordo de madrugada. Por esta hora (meia-noite), já estou mais do que K.O. Queria discorrer sobre suas excelentíssimas aberrações mas os meus neurónios estão debilitados e o som alto da sala, com a C…

Mega Winter Glow Fest

Meninas e meninos da zona de Lisboa, Sabeis todos, com certeza absoluta, do que se trata o K Urban Beach. Apresentações dispensadas, informo que na próxima segunda-feira (17 de Dezembro) há um festão daqueles para comemorar férias, Natal e o que mais quiserem, no referido espaço.
Como podem perceber por este post, estou a promover o evento e, portanto, se algum de vocês quiser guest pode e deve deixar um comentário aqui, para esse efeito, com primeiro e último nome (não o aceito nem publico, não se preocupem).
MEGA WINTER GLOW FEST | 17 DEZ | K URBAN BEACH | LISBOA 4 pistas | 4 estilos de música | 10 artistas
Com guest: Elas - 8 euros consumíveis Eles - 12 euros consumíveis
Sem guest: Elas e Eles - 18 euros consumíveis

8 ou 80

Há pormenores que evidenciam o quanto tenho estado metida-em-coisas-até-ao-cabelo no último ano. Uma delas é sair a lista dos filmes nomeados para os globos de ouro e eu não ter visto nem um - triste não é? -, mas há pior: ando há uns quatro meses a ver uma série de 10 episódios (que adorei desde o primeiro mas, mesmo assim, não consegui retomar com a frequência desejada, porque nem sempre tenho uma hora seguida para o assunto).    O meu momento "lazer no sofá" tem-se ficado pela Avenida Brasil (que acho brutal mas não chega). Há filmes que queria conhecer, há séries de que ouço falar maravilhas e quero ver, enfim, o tempo até aqui tem sido escasso e, agora que antevejo um aumento dele, não sei que sabor lhe dar. Se é bom? É, mas significa que estou desempregadinha da silva (ajdhsjfhdsfhsudhfus!!!). Se ainda não conhecem as nomeações, leiam aqui (no melhor blog português de cinema que conheço). *

The Christmas Spirit #1

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Invadiu-me como há muitos anos não o sentia e, no entanto, estamos em crise, não tenho budget para presentear quem quero e 2013 vai ser uma tragédia - ah, espera, qual quê, o mundo acaba antes do virar do ano. Aliás, sendo assim não há Natal, certo? Quer dizer, entusiasmei-me com a devida antecedência, cruzei ao pormenor vontades com necessidades, fiz compras made in Portugal, aprendi a fazer rabanadas e, atenção, decorei a letra da nova música Popota, para se lembrarem de acabar com tudo? Podiam ter mais consideração, quem faz anos 2011 vezes pode fazer 2012. É que era só dar um jeitinho, mas não, mandam a malta ir gastar uns trocos em vão, para depois se rirem quando chegarmos ao purgatório e estivermos na fila cheios de fome porque não temos moedas no bolso suficientes para comprar um chocolate na máquina de snacks. A ver se nos entendemos: eu não me sacio com maçãs e muito menos com carne de cobra. Ao menos deixavam-nos encher o bandulho na consoada. Quer dizer, morro sem come…

Achava-o meio panhonhas...

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... depois vi-o em "Um Sonho Pra Dois" e mudei de ideias.
   Nada contra Ricardo Pereira em versão "apresentador do E-Especial" ou nas várias entrevistas que já o vi dar mas, nas novelas, faltava-lhe sempre sal. Nunca me tinha impressionado até à tarde em que, no Teatro Villaret, o vi sem calças a falar brasileiro (imaginem o que quiserem).    Fosse eu superficial e delirava logo ali: o gajo é bem mais giro ao vivo e tem umas pernas, meninas, mesmo no ponto! Não sendo, esperei pelo desempenho em palco para reformular a minha opinião e aplaudir de pé: excelente performance (tanto do português como da colega brasileira Fernanda Souza), boa Ricardo, bate cá mais cinco que agora gosto de ti, és lindo e talentoso! [Uma festa que terminou quando aqui há dias o vi em Dancin' Days, de volta com mais do mesmo. Conclusão? Já não o acho panhonhas, é atraente upa upa, mas há coisas que não aceito! Desculpa fofo, mas ficamos assim!]

Sótão

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Gosto de memórias físicas, de subir ao sótão, abrir caixotes e de me perder entre retalhos de vida antigos. Ontem foi dia disso e, à procura do menino da foto, acabei por encontrar duas coisas muito especiais: um rádio brutal que tive em pequena, que se julgava perdido em combate (leia-se mudanças de casa); e os meus adorados patins em linha, que toda a gente achava estarem no lixo há muito, muito tempo. Adivinhe-se? Risquei-os da lista de presentes para este Natal - sim, há meses que desejava ter uns para passear pelas ciclovias de Lisboa. Está feito ;)

Boas notícias

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Já sabem que o nosso país foi considerado o melhor destino do mundo a visitar em 2013 pela Globe Spots, certo?
   Tive uma semana atribulada e não vi noticiários, mas assumo que esta notícia não terá passado ao lado de nenhum editor. Mal lhe deitei o olho no P3 tive vontade de aqui vir contar, radiante, mas o tempo foi nulo. Ainda assim, quase uma semana depois, não podia deixar de o mencionar, neste que é o espaço onde mais deixo pegadas das minhas viagens.    Todos os anos me atiro pelos caminhos de Portugal: descubro cidades, descubro praias, descubro campos; descubro chuva, frio, neve e calor de morrer; descubro mais um miradouro, mais um recanto na minha cidade, mais um café cheio de pinta; descubro adegas, largos da igreja, lareiras em casas de pedra; descubro castelos e estatuetas, animais e plantas, palavras e ditados, música e gente... e deleito-me.    Está-se bem em Portugal, passeia-se bem por Portugal, come-se e bebe-se que é uma maravilha, em Portugal. Má política, gente d…

Amo-te porque... #2

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... ao teu lado adormeço em segundos. Não há insónias, não há voltas e voltas, não há assuntos para remoer. Estou descansada, és porto de abrigo.

Planos para hoje:

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1. Dormir até não querer mais - check!
2. Concorrer a mais anúncios de emprego - 2/7 check!
3. Ver os episódios desta semana da Avenida Brasil
4. Abrir a agenda e assustar-me com o que não pode passar desta semana.
5. Tratar das encomendas Hand to Hand - check!
6. Desfazer a mala.
7. Arrumar a casa.

ADENDA:
Retirei as imagens que tinha agregado a este post porque me estavam a fazer confusão. Inicialmente pareceu-me boa ideia ilustrar a to do list mas o facto de não ter tido pachorra para procurar fotografias minhas e ter usado imagens extraídas da net estava a fazer com que não reconhecesse o blog sempre que o abria. Apaguei. Deixei a Dona Carminha porque merece (e porque nunca tive oportunidade de a fotografar). Beijinhos.

O meu mal é sono

Isto de acordar ainda de noite - quando noite foi sinónimo de um breve passar pelas brasas - e trabalhar 12 horas maioritariamente passadas em pé é coisa para fritar o miolinho até dos mais sãos. Posto isto, declaro que amanhã é Sábado para mim e auto-felicito-me por ter conseguido escrever três linhas lógicas, mesmo com o cérebro todo amassado. Faço a festa, lanço os foguetes e só não apanho as canas porque estou demasiado cansada. Perdoem-me a estranheza de tudo isto, mas se a outra pode falar sozinha em público coisas como "vou arrumar a sala, é isso e Nestum!", eu posso bem vir para aqui teclar em modo morta-viva.

Procuro:

Marcas portuguesas com artigos de criança (2-5 anos). Coisas bonitas, originais, acessíveis e que deixem uma princesinha contente. Alguém sabe de alguma coisa? Muito obrigada! *

Adivinhem...

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... o que isto é:
Sim, é a Árvore de Natal da cidade de Lisboa deste ano. E não, não é lá muito bonita. Uma ideia gira que na minha opinião está muito desaproveitada e que até retira a beleza ao Terreiro do Paço, que ultimamente tem estado tão agradável. Foi mesmo desilusão, enfrentar o frio da noite de Domingo no modo "espírito natalício" para chegar e deparar-me com um mono com imagens projectadas que ao longe são imperceptíveis. Mas pronto, vá, conta a intenção (ou eu estou só empenhada em ser meiga)

Só para dizer que...

... estou cansada de refazer o que não desfaço. Cansada de lidar com pessoas orgulhosas, pessoas que dizem o que lhes vem à cabeça e que no dia seguinte agem como se nada fosse, pessoas incapazes de fazer uma introspecção, de pedir desculpa, de perceber que se querem os outros por perto convém estimá-los. É que eu sou o tipo de pessoa que não gosta de mal entendidos, que ouve e que explica, que ama. Eu amo com muita força, sei disso. Ponho sempre vontade no que faço e estou sempre preocupada com o outro. Ninguém me obriga, mas alguém me ensinou que devia ser assim e eu sigo como verdade absoluta que devemos ser honestos e respeitadores e devemos acarinhar quando gostamos. Gostava que todos tivessem sido ensinados assim, quer-me parecer que muita coisa funcionaria melhor.    E eu também faço merda, mas agradeço que me alertem quando não dou por isso. Quando dou, peço desculpa. Tento desfazer. Toda a gente erra mas isso não é pretexto para ignorar as consequências que os nossos erro…

Ponto da situação #4

Tem estado frio né? Imaginem-me, então, em vestido de passagem de ano em plena Praia do Guincho, às 21h00. Condições climatéricas brutais para alimentar o início de constipação que estava por aqui a espreitar. Cheguei a casa à meia-noite, tomei um banho para tirar os quilos de laca do cabelo, comi e enfiei-me na cama. As dores nas pernas e o nariz entupido não me deixaram descansar. O despertador tocou às 6h30: noite cerrada. Leite quentinho, casacos, gorro e toca de correr para o autocarro - lugar sentado, nem vê-lo. Dia de frio e chuva e eu em camisa de manga curta - sim, no estúdio, mas a temperatura não era muito mais elevada do que na rua. Melhor, durante uma hora estive em "roupa de doente" (aquele fato quase transparente que se veste sem nada por baixo, antes de se ir para as operações). Terminei o dia agarrada ao chá de casca de cebola. Apanhei boleia. Mais um autocarro. Fiz o jantar. Assolapei-me no sofá. De lá para a cama. Dormi até não querer. Ainda bem que ho…

Amo-te porque... #1

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... a temperatura do teu corpo é a ideal em qualquer estação do ano. Esteja eu a tremelicar de frio ou estejamos nós a torrar ao sol, tens exactamente o grau de calor que a minha pele tolera: nem uma ínfima parte a mais, nem a menos.

"Desemprego é para fracos"

"Para os bons há sempre lugar". "Para quem se esforça há sempre lugar". "Para quem corre atrás há sempre lugar". Pois bem, se ainda acreditam nisto digam-me por favor onde está o meu. Ah, e convém que o façam antes de eu ter de ir morar para a rua, que nessa altura não vou ter onde carregar o telemóvel e o computador e depois torna-se chato conseguirem entrar em contacto comigo.
   Nos dois minutos que dispensei a abrir o blogger o telefone não tocou. Foram ignorados mais alguns e-mails e este é só mais um dia de ansiedade que logo à noite é desilusão. À segunda-feira custa mais: ingenuamente (ou numa de não perder de vez a esperança) inventamos que os empregadores não tratam destas coisas ao fim-de-semana.    Respostas? Raras, mas vão aparecendo: "não estamos a recrutar"/"se pudesses fazer estágio curricular, mas como já não estás a estudar"/"o seu perfil não se adequa ao que procuramos, tente daqui a um ano" (se o meu CV…

Vá, esqueçam o post anterior

Só abri o primeiro exercício - que consistia em fazer pequenos movimentos com os ombros enquanto conduzo -  e achei que se o grau de dificuldade era aquele, não íamos longe. Pus em prática o tal exercício e, sim senhor, às vezes ando tensa e a coisa é boa, mas para tonificar o rabiosque não me parece a opção indicada.    [Sim, eu sei que sou uma "mãe moderna" e entre aturar putos, trabalhar, sair com as amigas e engatar homens no escritório não sobra muito tempo, mas parece-me que a malta da Nivea foi demasiado branda comigo.]    De resto, atirei-me com naturalidade ao fim-de-semana de bacalhau com natas, grelhada mista e leitão - ciente, claro, de que na próxima semana lerei o resto dos exercícios mas que isso não me vai levar a lado nenhum e não há mesmo remédio senão ir correr, ouviste Rita P.? Pronto, terça-feira já sabes (que segunda é já amanhã e ainda não fiz a preparação mental).

Não pensem que é só enfardar...

Andava aqui a ver uns marcadores/favoritos antigos e deparei-me com o Q10 Fitness Club da Nivea (para quem não conhece é uma espécie de personal trainer para fazermos exercício em casa, ideia que achei fantástica mas que, como quase sempre, ficou amontoada pelo pc e nada mais). Como é que nunca mais me tinha lembrado disto, especialmente agora que ando a tentar retomar o exercício (e os ginásios são coisa que me apoquenta)?!    Desta vez, atirei-me ao teste sem pensar duas vezes e o resultado foi: "Você é uma mãe moderna"! Ora: Eu respondi que não tenho filhos, será que isto tem poderes de adivinhação e me está a mandar ir a farmácia? Oh gaita...Cheira-me a plano de treino intensivo para derreter as banhas pós-maternidade (oh pá!) ou então vão-me mandar beber cházinhos, porque as mães modernas têm uma vida muito activa e só vão conseguir ter um corpo perfeito se simplesmente não comerem.Há por aí voluntários para fazer também o teste? Só para eu ter a certeza que isto se …

We love food

Geralmente não como hambúrgueres ou similares na rua, não aprecio batatas fritas e, tudo quanto são rissóis, douradinhos e outros fazíveis em óleo, enfio no forno. Gosto muito de legumes, uma boa sopa também marcha e adoro saladas. Dispenso carne de vaca e, não fosse eu fã de chocolate, gelados e bolachas, seria a Miss 0% celulite. Seria... mas não consigo rejeitar uma sobremesa, sou uma gulosa de primeira e gosto de me empanturrar em bacalhau com natas, entre outras iguarias da nossa praça.

   Podia tentar listar os pratos e os alimentos que me levam ao céu - sim, ao céu, que eu como por prazer - mas não sairia daqui. Em vez disso, prefiro fazer uma ode à comida e alegrar todos aqueles que, como eu, rejubilam a cada refeição. Como? Partilhando um dos meus mais recentes aliados nas horas em que apetites repentinos me movem até à cozinha.
Falo-vos do We Love Food, um projecto dirigido a todos os "bons garfos" deste país, levado a cabo por um grupo de apaixonados pela comida…

Queridos astros,

Ao contrário do que a Maya me disse, está a querer parecer-me que andam um pouco confusos e desalinhados. Como pessoa que leva com os cacos da vossa louça partida, vejo-me na obrigação de vos fazer este apelo: comportem-se, sosseguem a periquita, arranjem um quarto, saiam do armário, resolvam-se! A minha paciência não é infinitamente elástica.    E se isto é uma espécie de vingança por desdenhar de vocês e vos colocar em causa, fazemos assim: se depois desta conversa atinarem, começo a acreditar! Prometo. Se fosse escuteira até fazia a cena do dedo, que levo os compromissos muito a sério e este é um caso que já merece ponto final. Ficamos amigos, vocês ganham tino e eu começo a ter menos azar. Pode ser? Obrigada!    Ah, já agora, se conhecerem o João Pestana enviem-me o contacto dele, que também me anda a falhar.  
Com amor, Joana.

Aceitam-se esmolas!

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Tenho o hábito de fazer orçamentos mensais para controlar as despesas. Como isto anda preto, em Outubro resolvi fazer logo até Dezembro, até porque o fim do ano é o prazo que estabeleci comigo para uma série de coisas. Fiquei logo ciente do pânico que seria o mês de Natal por ser também o do aniversário da pequena I. (a minha afilhada) e o mês em que a minha mãe completará 50 anos (impossível deixar passar em branco ou noutra cor qualquer - vai ter de ser um arco-íris pegado, que a jovem bem merece!).
   Tudo orientado, assim achava, mas quis o destino deixar claro que previsões não são certezas. E se o tal destino podia ter-me brindado com um trabalho que me aumentasse o saldo, não o fez: preferiu levar-me a viver ao limite a tentativa de esticar tudo quanto são cêntimos e trazer-me um novo afilhado. Sim, recebi um convite irrecusável para ser madrinha agora em Novembro e, guess what, o puto faz anos na semana seguinte à data do Crisma.    Duas bombas de repente, só para animar a…

O que é que é suposto...

... achar do filme Ted?
É que há partes com graça, outras em que se fica do género "a sério?! -.-" e outras um bocadinho "nhe...". Em suma, não consigo ter opinião sobre a trama - e isto, só por si, já dá para concluir que não achei nem estupendo, nem bom.

Também não achei mau, mas talvez o problema seja a soma total das partes. "Assim assim", então? Com o encolher de ombros de quando a tia te pergunta se queres chocolates ou rebuçados? Pronto, tanto faz.
[Se alguém me perguntar digo para verem, mas só quando não tiverem mesmo nada de maior importância para fazer (bom, se forem homens, há mais probabilidade de gostarem pela quantidade de piadas que vão aprender e querer usar)].

Starbucks, um amor mainstream

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Lembro-me que pisei terras de Sua Majestade pela primeira vez com os meus All Star verdes. A excitação era tanta, por tantas razões, que esse foi apenas um pormenor em todos os que ficaram gravados - Maio de 2008, nós a subir a escada rolante em Stansted, o dia escuro e chuvoso do lado de lá da vidraça (...).

   A estadia limitou-se ao tempo destinado para as escalas. Estivemos em Londres duas vezes no espaço de uma semana, mas sempre confinados ao aeroporto. Não deu para conhecer a cidade mas deu para me apaixonar: na primeira escala deliciei-me no Pret A Manger, na segunda rendi-me ao Starbucks (bastou uma trincadela na sandes de atum e pepino para se dar o clique e foi ao primeiro gole no Caffé Mocha - em inglês - que decidi trocar alianças)... dois amores arrebatadores e impossíveis por causa da distância.    Quando voltei ao Reino Unido no ano passado desforrei-me das sandes (que em Portugal vou tentando recriar em versão caseira). Já o Starbucks, atrelou-se a mim de tal manei…

(Per)seguir tendências

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Gosto de moda, atento às tendências e tenho uma wishlist com artigos das colecções mais comuns; não pretendo ofender ninguém com o que vou escrever, respeito as decisões de cada qual e não me considero superior; o tom deste post não é o desdém e não procuro polémica entre as meninas mais fashionistas, apenas achei curioso ter entrado num sítio com centenas de pessoas aleatórias e ter a sensação de que o sexo feminino estava a ser vestido em série.    Sim, as pessoas estão a vestir-se ridiculamente igual. Ontem fomos ao Urban (discoteca em Lisboa) e tudo quanto era rapariga que tivesse dispensado mais de meia hora a pensar no outfit envergava saia comprida ou mini-shorts; as famosas litas; golas com pormenores; por aí. Tudo bonito, novo, trendy. Peças que eu usaria sem problemas (vá, as litas só se me pagassem, que já as enjoei há tempos) e que proliferam blogosfera e redes sociais fora.    Tudo ok menos a originalidade, o estilo único e a personalidade apagada por 3 peças de roupa…

Ele há dias...

Acordei muito mais cedo do que o habitual pronta a resolver uma série de assuntos. Lançada para o assunto 1, logo desisto ao perceber que ups, não trouxe o dinheiro. Numa de rentabilizar o meu tempo, atiro-me aos assuntos 2 e 3, para logo depois desistir: tinha-me esquecido do passe e, por isso, não me pude deslocar pela cidade.    Respirei fundo, paguei o bilhete para regressar a casa e assim o fiz. Azares, pensei. Já à porta do prédio, enquanto procuro pela chave na mala, sinto uma substância pegajosa: a embalagem de champô que trazia lá dentro abriu e o resto conseguem imaginar. Oh yeah.

Greve

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Porque nestes dias há sempre uma série de coisas que nos passam pela cabeça, que ouvimos na rua, que vemos na televisão...
2h24 - A menos que pusesse em causa a minha situação ou fossem tarefas de vida ou morte, se tivesse um trabalho faltava: mesmo que fosse justamente remunerada, tivesse regalias e adorasse o cargo... este é um momento de união e principalmente de solidariedade, onde quem está bem deve estar sensível aos outros.
2h37 - Se o país parar hoje, é bonito de se ver e eu em princípio não passo mal (há comida no frigorífico).





3h20 - Um exemplo das tais impossibilidades de aderir às causas, que mencionei acima, no P3: O melhor que Francisca (...) pode fazer (...) é ir trabalhar. Palavra da própria, licenciada em Ciência Política a trabalhar como comercial a recibos verdes há dois anos. Se pudesse (...) parava (...). Mas o patrão marcou, estrategicamente, uma reunião para esse dia. 'Não estou numa posição negocial para dizer não. E o dinheiro faz-me falta ao fim do mês'…

Weekend

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Podia dizer que o que mais quero neste mundo é ter o trabalho dos meus sonhos, com uma remuneração satisfatória, mas seria mentira. Se quero encontrar o tal trabalho e se era ouro sobre azul que me pagassem bem para o fazer? Era, quero-o mesmo muito, mas não é o meu maior desejo: dêem-me as minhas pessoas e tudo o resto se há-de arranjar.    Não quero com isto defender o "amor e uma cabana", tenho objectivos e fascina-me alcançá-los. No entanto, sei que o expoente máximo da minha força se dá quando estou com o coração envolto em mimos e a voz parece não aguentar mais tanta gargalhada. Defendo que taxas de desemprego ou impostos não nos podem afastar disso e defendo fins-de-semana revigorantes, como o que passou ;)





Ah bom...

Eis que preciso de um texto que escrevi, há uns meses, para um jornal online. Eis que vou ao site da dita publicação e pesquiso pelo meu nome. Eis que aparecem 0 (zero) resultados. Eis que fico intrigada e pesquiso pelo título do texto. Eis que o mesmo aparece. Eis que não tem assinatura. Eis que pesquiso por uma entrevista que havia feito, também. Eis que esta surge, adivinhem, sem autor.    E cá estou eu, boquiaberta com esta merda, porque me pediram portefólio e são menos três trabalhos que posso mostrar, por não ter como provar que são meus. Que grande graça que isto tem...

The End

1 da manhã. 10 araras numa sala de estar de um apartamento.
Tlim tlão, tlim tlão [som de campainha, calam-se todos].
- É a polícia! - exclama alguém. - Eu não vou lá. - diz alguém. - Nem eu. - responde outro alguém. [acho que, de repente, todos se sentiram com 15 anos]
Tlim tlão, tlim tlão.
- Eu vou. - exclamo eu, dirigindo-me ao hall de entrada e abrindo a porta, sem sequer olhar pelo óculo numa de "vamos lá ver o que sai daqui" (costumo safar-me no improviso). Vejo dois agentes, sorrio e digo, super simpática: - Bom dia! - Pois... - responde um deles, fazendo um gesto com a cabeça que eu interpretei da seguinte forma "é esse o problema". É claro que emendei para "boa noite", mas too late.
Conclusão? A minha técnica de improviso nem sempre é a melhor, especialmente quando o jantar é acompanhado de Lambrusco. E escusado será dizer que ele chamou pelo responsável da casa e, portanto, foi igual ao litro eu ter-me oferecido num mar de pessoas de pé atrás, por…

Estou fã...

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... e intrigada! É que há coisas que até lá vamos pela expressão corporal das pessoas, mas adivinhar a palavra que alguém seleccionou aleatoriamente de um livro, deixou-me com a pulga atrás da orelha.
   Falo-vos de João Blümel e do seu espectáculo "Eu sei que tu sabes que eu sei". Provavelmente já terão ouvido falar nele, mas eu sou o tipo de pessoa que despreza magia e adivinhação na televisão ou noutro qualquer meio que possa ser manipulado e, por isso, desconhecia. Quando a A. me convidou para irmos confesso que fui às escuras e, agora que se fez luz, estou fascinada (e intrigada, lá está).    É que o gajo é bom na cena, mas aquilo tem de ter explicação e eu gostava de saber qual é! Sim, eu sempre gostei das brincadeiras de adivinhar o que é que os outros estão a pensar só de olhar para eles, mas o nível em palco foi um pouco superior a suposições e a interpretações sobre pessoas que não sabem disfarçar. Nível de leitor de mentes profissional (mentalista, como o próp…

Chocolate Cake

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Estou aqui perdida entre render-me ao sobrenatural ou admitir que posso sofrer de uma certa iliteracia culinária. A verdade deve pender para a segunda opção mas, se acreditar no além, em vez de naba sou apenas a vítima da história.    Eis o que se passa: sempre que tento fazer um doce/bolo/algo-que-agrade-gulosos-descrentes-nos-meus-confeccionados em casa dos meus pais, a coisa corre mal. Ou torra, ou erro quantidades, ou não estou atenta e uso algo fora da validade, ou faço tudo como penso que devia ser e... mesmo assim sai ao lado. Em minha casa, porém, basta-me idealizar o prato, escrever o seu nome no Google com um "fácil" à frente e seguir as instruções, para sair tudo dentro do previsto.    Estranho não é? Eu não acredito em bruxarias mas estou capaz de crer que a minha mãe me rogou uma praga quando, mais novita, me recusei a aprender a cozinhar. Só pode. Claro que ter tentado fazer folhados de maçã quando nem sequer imaginava que ia precisar de um rolo da massa mo…

Porta-Tazos #2 - Bolinho

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A rubrica dos petizes dos anos 90 não está esquecida e hoje é bom pretexto para a retomar, não fosse o 1 de Novembro um dos dias mais adorados da pequenada, que ignorava a parte de visitar os mortos no cemitério e se concentrava, apenas, em "ir ao Bolinho".

   A década de 90 representou a transição entre o costume religioso e o importado Halloween: "Pão por Deus" caiu em desuso (íamos simplesmente "ao Bolinho"); aos habituais pães e frutos secos, juntou-se a oferta de doces (sem que ameaçássemos com travessuras); e, para receber tudo isto, bastava ter lata para tocar às campainhas, que o destino encarregava-se de nos encher de guloseimas o saco feito na escola, de propósito para a ocasião.
   Nada de recitar poemas, ler versículos ou fazer malabarismos... pedíamos e os adultos davam. Tudo muito fácil? Desenganem-se! Para rechear bem o saco haviam truques a utilizar e esta é uma selva onde não se safava qualquer criança mimada! O grupo tinha de ser peq…

2 anos

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O meu blog faz anos e não podia deixar de o assinalar, não fosse ele um dos meus mais fiéis companheiros - ouve e atura de tudo, sem respingar. Um lindo menino, hoje de fato novo (que ainda não me agrada), com quem cresço de mãos dadas. Há-de ser sempre a oportunidade de me revisitar.

   Inicialmente "caixa de cartão", este blogue procurava coleccionar de forma íntima fotografias representativas dos meus estados. Porque não sou pessoa de rotinas - muito menos na forma como me expresso - a seu tempo adicionei às imagens palavras, músicas e suspiros. Depois de mais de um ano de clandestinidade, o Agatxigibabismos "saiu do armário". Mudanças de nome ou url são mínimas comparadas com o passo que foi, para mim, tornar público um espaço que era quase só meu. Depois desse passo...

... Os posts mais vistos:
"Os jovens em 2012 são..." (28/04/2012)"O típico post de gaja" (01/09/2012)"Nice to meet you Cova da Moura" (06/07/2012)
... A publicação…

De uma vez por todas...

Ciências da Comunicação não é Jornalismo nem Comunicação Social. Ciências da Comunicação inclui Jornalismo e Comunicação Social, assim como abrange o Marketing, a Publicidade, as Relações Públicas, a Comunicação Empresarial e, assim muito de repente, tudo o que tenha a ver com comunicação. Se sou expert em tudo? Não, mas tenho bases que me permitem crescer em qualquer uma dessas áreas, se assim se proporcionar e o desejar. Se há cursos de CC que não oferecem esta variedade? Bom, deveriam ter continuado a chamar-se Comunicação Social ou Jornalismo.
E eu sei, o que há mais em Portugal são cursos com uma série de nomes que ninguém tem a obrigação de decorar e, tampouco, saber exactamente para o que servem, mas há anos que me martelam a cabeça com o Jornalismo, mesmo sendo a vertente que sempre afirmei gostar menos. Chateia-me quando respondo que até prefiro Marketing e me digam "ah, mas isso não é a tua área". Não? Só não é se não me derem trabalho nela.

Sim, hoje estou de mau…

Tim tim por tim tim

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A ausência de devaneios melosos por aqui não tem um significado real. O coração é que se enerva sempre, à mínima possibilidade de escrever palavras insuficientes.
Seria serviço público dizer-vos, tim tim por tim tim, o que é esta coisa do amor. Explicá-lo de forma tão nobre e singular quanto ele o é. Transmitir a intensidade que tem, dar-lhe a forma que lhe faz jus. Tento várias vezes, ainda não achei maneira. Tranquiliza-me, ainda assim, saber que haverá partículas encarregues de entregar a mensagem ao lado de lá.

10 anos Prova Oral

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Se houver por aí alguém que não conheça o programa, ponho-vos já ao corrente. Antes disso, quero só deixar os meus enormes parabéns, ouço há anos por influência do meu pai e o Alvim é, há muito, uma das minhas referências na rádio.    Os dois moços da foto são, então, Fernando Alvim e Xana Alves, os condutores da Prova Oral - programa que podem conhecer melhor aqui, pela voz dos próprios, numa entrevista que fiz há uns meses para o Programa de Autor.
   Quem não conhecer e quiser mudar essa realidade deve escutar na íntegra. Quem conhecer e quiser ouvir só a conversa, é depois do minuto 12. 
Para ouvir AQUI.

Countryside

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Não sou de sentir saudades mas regressar aos sítios conforta-me muito. As pessoas e os lugares entranham-se, mas sou sempre feliz onde estou. Talvez por trazer na bagagem tudo isto.

Ah e tal, os refrigerantes.

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Um anúncio com tudo o que precisamos de saber sobre o consumo de refrigerantes, criado nos EUA pelo Center of Science in The Public Interest (CSPI) e que se adequa perfeitamente à realidade portuguesa. As indirectas para a Coca-Cola são notórias mas esta não é a única bebida com excesso excessivo de açúcar - um pleonasmo intencional para enfatizar que a felicidade alegada por estas marcas pode transformar-se rapidamente em tristeza.    Senhoras e senhores, apresento-vos os Real Bears:

Big city life

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Os edifícios tapam o horizonte e trepam céu a cima, o mesmo céu que assemelha as pessoas a formigueiros. E as estradas, param onde? A cada sinal vermelho. Uma sensação enganadora de grandeza: vivemos todos apertados nos nossos T-sempre-pequenos-de-mais, abarrotados nos transportes públicos cheios, asfixiados no trânsito, impacientes nas filas.

...

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Revivo mentalmente a situação e tremo. A probabilidade de se repetir é imensa e eu só desejo apagá-la. A sensação de impotência humedece-me os olhos e abala-me a vontade. O medo reside no semi-conhecido. Se ao menos eu soubesse todos os limites. Onde andam os meus? À beirinha de cair no abismo do descontrolo... quem diria? Não foi para menos. Posso deixar a acção no passado? Enterrá-la com pazadas de terra bem calcada? Vamos viver melhor do que isto. Oh por favor, temos de saber viver muito melhor do que isto.

Parabéns SIC!

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Tinha dois anos quando a SIC nasceu e nem sequer me recordo se assisti a esse momento (a probabilidade é muito grande já que este é, desde sempre, o canal lá de casa). Tenho pena de, na altura, não ter maturidade suficiente para me aperceber do que estava a acontecer - o surgimento do primeiro canal de televisão privado em Portugal.    Vinte anos depois e com tantos canais quantos quisermos, este pode parecer um feito irrelevante. A SIC até pode estar parecida à TVI, pode ter perdido grandes programas em nome das audiências - o lamentável corte do Programa da Maria [Rueff] -, pode até ter estragado o carinho que tínhamos por outros programas ao esticá-los até à exaustão (Ídolos), mas continua a ser o canal generalista em que deixo a televisão ligada, se quiser um barulho de fundo para companhia.  Continua a ser a mãe de canais que aprecio - Notícias, Mulher, Radical -, continua a ter as melhores novelas (mesmo que em quantidade exagerada) e até as palmas da plateia do Boa Tarde so…

Dos livros que leio / "Tudo Por Amor"

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Sempre gostei de ler, desde as caixas de cereais ao pequeno-almoço às revistas na sala de espera do dentista. Quanto a escolhas, sou pouco exigente: baseio-me no que encontro nas estantes ou nos empréstimos sugeridos por amigos. É certo que me sujeito a não gostar, mas se isso acontecer a solução é fácil: não terminar.    Há livros que leio e pronto. Há outros onde encontro passagens que, de alguma forma, me dizem mais para além do prazer de ler uma boa história - por exemplo, o mais recente, "Tudo Por Amor" de Jodi Picoult, que aconselho (o amor a que o título se refere é ao de uma mãe por um filho).
. "Afinal, a vida continua. Não existe nenhuma regra cósmica que nos conceda imunidade aos detalhes só porque nos deparámos com uma catástrofe."
. "Fomos suficientemente ingénuos para pensar que éramos invencíveis; que podíamos correr às cegas pelas curvas perigosas da vida a velocidades traiçoeiras sem nunca nos despenharmos."
. "Afinal, conseguimos perm…