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A mostrar mensagens de Março, 2013

Fofi-lindos,

Ide colocar um gostozinho aqui, sff. Obrigada!

Ah, e  já é possível seguirem-me no Bloglovin
[coisa que ainda não explorei muito bem, portanto não se admirem se virem algo estranho]

A batalha que não escolhemos

Esta é a história de Jennifer e do seu marido apaixonado. A história de uma mulher a quem foi diagnosticado cancro da mama e do homem que a olhou nos olhos, lhe segurou as mãos e lhe disse "estamos juntos, vamos ficar bem". É (literalmente) o retrato de uma batalha diária nada justa e que ninguém escolhe travar. Não é um caso isolado no mundo mas merece ser conhecida pelo acompanhamento fotográfico que teve: uma compilação fiel do dia-a-dia de Jen e do seu fotógrafo mais-que-tudo, Angelo Merendino. Um final que muitos de nós já tiveram a infelicidade de conhecer mas que, por muito que estejamos habituados, choca e comove sempre.    As fotografias já foram divulgadas há algum tempo nos media internacionais mas só agora começaram a ser partilhadas por cá. Porque muitas vezes vivemos na nossa carapaça e tentamos passar ao lado de realidades menos felizes, decidi mostrá-la também. Não me parece justo ignorar o cancro: há demasiada gente a sofrer à nossa volta todos os dias -…

É preciso dizer

Que ainda há entrevistas de emprego exemplares, exactamente para o cargo que prometem, dirigidas por profissionais educados e em empresas que respeitam quem lá deseja trabalhar. Fossem todas assim.

Sabes chuva,

Até é bom ter-te por cá. Faz de conta que é Inverno e, assim sendo, continuo satisfeita com o meu guarda-roupa (algo bastante difícil no universo feminino). Obrigada por colocares os meus pensamentos em sintonia com a minha carteira.

TVI, és tão original...

Não é novidade nenhuma que, ali para os lados de Queluz, a busca por audiências roça o ridículo, mas podiam esforçar-se mais um bocadinho (e, já agora, gozar menos com as pessoas).

daqui.

A Lipton anda a pensar em mim

Não vou à bola com chás tradicionais. O chá verde puro, das dietas, dá-me vontade de acabar com o mundo. Não sabe apenas a água deslavada como os outros chás de ervas/folhas/etc, sabe mesmo mal e não há açúcar que disfarce.
   Ainda tentei implementar a prática do chá verde na minha vida mas durou meia caneca de sacrifício. Depois, tentei chá verde com sabores - chá verde limão mel e ginseng - mas também só descia de forma feliz quando acompanhado por duas colheres de açúcar, o que arruinou à partida qualquer tentativa de vida saudável. Nada feito: voltei ao consumo muito esporádico de chás de fruta, os únicos que bebo com prazer, quentes ou frios.    De repente, a Lipton sai-se com chás a saber a bolos e eu estou a acreditar que é desta que me apanham.
   Já alguém provou? Vale a pena ou mando uma carta a ordenar que passem já para a área dos chocolates? Talvez um chá de M&M's não fosse mau de todo...

Vira o disco, toca o mesmo

Há dias em que não tenho paciência nenhuma para anúncios de emprego: tens de saber três línguas, conhecer software que antes de quererem obrigar-te a ter quinhentas funções por quinhentos euros não precisavas de dominar, ter não sei quantos anos de experiência, escrever uma cartinha, um textozinho, imaginar um anúncio, imaginar um evento, dar-lhes ideias gratuitamente e rezar para que, pelo menos, abram a porcaria do e-mail e vejam tudo o que exigiram que fizesses. Tudo legítimo da parte deles mas há dias em que não estou mesmo para aí virada. Não dá. Abro mil separadores e fecho-os de seguida. Não tenho vontade nem sei que mais palavras inventar. Que mais alterar, que mais fazer de forma diferente.    Claro que há dias em que faço tudo o que pedem nos anúncios. Digitalizo comprovativos de experiência e formação. Estou uma hora para escrever três parágrafos, com medo que qualquer palavra possa ser interpretada de outra forma. E tudo e tudo, tim tim por tim tim. E sabem que mais? E…

Dia Mundial da Felicidade

Confrontados com a pergunta "é feliz?", a maioria dos portugueses responde que sim. E eu questiono-me: é porque estão na televisão, aleatoriamente calhou em pessoas mais positivas ou são todos uns grandes hipócritas? É que a grande parte das pessoas que conheço passa a vida a queixar-se e a barafustar com os infortúnios que a vida lhe traz, todos os dias, a toda a hora.    Raios, só quando vos perguntam directamente é que caem em vós e pensam: "epá se calhar sim, tenho motivos para estar feliz"? Quando estão sozinhos não têm dois segundos para reparar que, de facto, vos podiam acontecer coisas piores? Já não há paciência para tanta reclamação, senhores...

Italian B & F

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Fã de comida italiana assumida, senti-me no paraíso enquanto estava em Itália. As nossas refeições foram dominadas por paixões antigas (pizza), descobertas novas (spritz) e muitas - mas mesmo muitas - calorias (sem qualquer sentimento de culpa, que andávamos bastante a pé).    Pelo meio, houve tempo para o inevitável Mc Donalds - estar em todas as esquinas é uma boa estratégia - onde descobrimos um produto específico para os italianos: ao sábado à noite o tuga sai da discoteca e vai à roulotte das bifanas, eles vão ao Mc.



   Deixando para trás a comida de plástico (pizza não conta), não há melhor maneira de nos introduzirmos na gastronomia italiana do que experimentar o  seu conceito de happy hour: todos os dias, do fim da tarde às 21h00/22h00 pagamos uma bebida com preço fixo (entre 8 a 10 euros na maioria dos restaurantes) e podemos comer tudo o que quisermos, das entradas às sobremesas. Os petiscos são vários: carne, peixe, pastas, pizza, queijo, fiambre, folhados, pão de alho …

Update

Com tudo o que tem acontecido alguém precisava de fazer de bombeira/enfermeira/pronto-socorro/taxista/reboque/baby-sitter/emprega-da-limpeza/paciência-de-santo. Ainda bem que estou desempregada...
P.S.: A quem comentou o post anterior e não vê o seu comentário lá, não pense que estou do contra, foi Baby I. que viu um I ("olha uma letra do meu nome!!") e tocou com os dedos no "eliminar" quando eu estava prestes a publicar.

Isto hoje está assim:

ksdjfkdjfgdkfjgfdkjgkdfjggggggdkhfirdgoe ksoenvir hg hgidrjrjihgierjfpdlkjhfgfjdksldfkhdjsklllllll (se por acaso escrevi alguma palavra noutra língua, que seja um palavrão).

Francis W. Davis e George Jessup

Já tinha conduzido um carro antigo antes mas nunca tinha ficado com dores nos braços. Obrigada Francis e George, a invenção da direcção assistida veio facilitar-nos muito a vida.

Das fotografias

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Podia estar horas a falar do que me fascinam as fotografias, não só de as tirar, mas de vê-las também. Tocar-lhes, viajar a partir delas, olhá-las apenas, esboçar sorrisos ou sentir uma certa nostalgia, respirar fundo. Imortalizar momentos em caixas ou pastas. Momentos que eu ou alguém meteu no bolso e trouxe para casa. Tirar fotografias é apoderar-me do mundo. Tornar minhas as cidades que já percorri. É não deixar que me esqueça delas, jamais. É ter aquele sol, aquele mar e o sal na pele sempre que quero. E é um prazer. Capturar momentos e história. Parar, observar e clicar. Absorver instantes. Fotografar sabe-me bem e é assim há tempo de mais para que me pergunte porquê.


Este ano comprometi-me a tirar uma fotografia por dia. Juntei-me a outros que, como eu, fotografam porque sim e estamos diariamente por aqui. Há dias em que faço o pino e a cambalhota para conseguir ter a foto tirada, editada e enviada a tempo, mas a ideia de chegar ao fim do ano com 365 fotografias faz a ginástica…

Do Martim Moniz ao Castelo

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Escusado será dizer...

... que quando o meu pai chegou, abriu a porta e fingiu uma enorme tranquilidade, enquanto me olhava com ar de quem olha para uma naba e exclamava "o mundo tem de parar por causa da menina, não é?". Digo fingiu, porque eu bem vi o pontapé que ele deu na porta para a conseguir abrir - coisa que eu nunca faria porque a) a porta é de vidro e parti-la não estava nos meus planos b) nunca entro por aquela porta e desconhecia-lhe as manhas (e pelos vistos toda a gente desconhecia, mas se há oportunidade para me chamar conas*, há que aproveitar não é?).
*atenção que isto em Leiria tem duplo sentido, não se escandalizem já.

Isto hoje está a correr bem...

Troco de mala à pressa de manhã antes de sair. Faço o que tenho a fazer e volto para casa. Reparo que não pus as chaves na mala. Sem saldo no telemóvel para chamadas e mensagens para outros tarifários, envio sms ao meu irmão para que este envie uma à minha mãe a pedir para que esta me ligue. Liga-me e peço-lhe que ligue ao meu pai para saber se ele está perto. Ela sabe que ele não está perto e lá vou eu pegar no carro para fazer 20km e ir buscar uma chave. Resolve ser inovadora e dar-me a chave da porta da frente. Chego a casa e a chave não dá - acho que está outra por dentro. Gastar duas vezes gasolina parece-me mau de mais. Volto a enviar mensagem ao puto para repetir o procedimento mas desta vez para avisar o meu pai para passar por casa à hora de almoço. Estou no carro há quinze minutos e ainda ninguém me ligou. Está uma tempestade de todo o tamanho. Tenho dentista às 14h e um texto que devia terminar antes. Almoçar e lavar os dentes também é importante.    Ainda bem que sou u…

Da vida em cima do joelho #2

Penso que vou uns dias a Lisboa, tento aproveitá-los da melhor forma porque não sei quando volto, e a meio da estadia ligam-me para uma entrevista. Anula-se a saída com as amigas na véspera e adiam-se, por umas horas, os compromissos do dia seguinte. Adia-se também o regresso a casa porque, entretanto, os compromissos adiados ocupam a sexta-feira toda e dá mais jeito voltar sábado. Decidido voltar sábado,  ligam-me e perguntam-me se estou disponível para um trabalho* segunda-feira, também em Lisboa. O cachet vale a pena, não hesito e lamento não ter trazido roupa suficiente para ficar até segunda. Como estabelecido, sábado dou um pulo a Leiria. Já sabes a notícia? - não sabia e não era boa. Lá nos desenrascámos num domingo de correria e à noite estava de volta a Lisboa. Acordo na segunda-feira, preparo-me para ir trabalhar e faço a mala, que depois do trabalho tinha de me despachar para apanhar o expresso. Tinha, achava eu, porque mesmo antes de sair de casa recebo outra proposta de t…

Recusei

Fui a Lisboa com o propósito de trazer as últimas coisas lá de casa e ligam-me para uma entrevista de emprego: claro, claro, envie-me a morada por favor. Desligo, respiro fundo e subjugo-me à minha condição de pessoa-portadora-de-vida-irónica: mais de um mês sem qualquer entrevista e, quando finalmente organizo a minha existência fora de Lisboa, o telefone toca. Ok!
   Li o anúncio a que tinha concorrido, o mail que havia enviado e percorri o site. Inteirei-me de toda a actividade da empresa, memorizei alguns clientes e deitei-me cedo. No dia seguinte, com tempo, saí na Avenida e subi-a a pé até a Marquês. Contemplei a agitação habitual da zona e por momentos desejei passar ali todos os dias, nos próximos meses - seria bom sinal.
   Uns minutos e dois euros e oitenta* depois, estava a sair do metro aliviada por ter conseguido dizer que não: parece fácil recusar 150 euros por mês (8 horas diárias) mas senti a pressão do desemprego no momento em que decidi não aceitar (não se pode e…