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A mostrar mensagens de Novembro, 2012

Amo-te porque... #1

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... a temperatura do teu corpo é a ideal em qualquer estação do ano. Esteja eu a tremelicar de frio ou estejamos nós a torrar ao sol, tens exactamente o grau de calor que a minha pele tolera: nem uma ínfima parte a mais, nem a menos.

"Desemprego é para fracos"

"Para os bons há sempre lugar". "Para quem se esforça há sempre lugar". "Para quem corre atrás há sempre lugar". Pois bem, se ainda acreditam nisto digam-me por favor onde está o meu. Ah, e convém que o façam antes de eu ter de ir morar para a rua, que nessa altura não vou ter onde carregar o telemóvel e o computador e depois torna-se chato conseguirem entrar em contacto comigo.
   Nos dois minutos que dispensei a abrir o blogger o telefone não tocou. Foram ignorados mais alguns e-mails e este é só mais um dia de ansiedade que logo à noite é desilusão. À segunda-feira custa mais: ingenuamente (ou numa de não perder de vez a esperança) inventamos que os empregadores não tratam destas coisas ao fim-de-semana.    Respostas? Raras, mas vão aparecendo: "não estamos a recrutar"/"se pudesses fazer estágio curricular, mas como já não estás a estudar"/"o seu perfil não se adequa ao que procuramos, tente daqui a um ano" (se o meu CV…

Vá, esqueçam o post anterior

Só abri o primeiro exercício - que consistia em fazer pequenos movimentos com os ombros enquanto conduzo -  e achei que se o grau de dificuldade era aquele, não íamos longe. Pus em prática o tal exercício e, sim senhor, às vezes ando tensa e a coisa é boa, mas para tonificar o rabiosque não me parece a opção indicada.    [Sim, eu sei que sou uma "mãe moderna" e entre aturar putos, trabalhar, sair com as amigas e engatar homens no escritório não sobra muito tempo, mas parece-me que a malta da Nivea foi demasiado branda comigo.]    De resto, atirei-me com naturalidade ao fim-de-semana de bacalhau com natas, grelhada mista e leitão - ciente, claro, de que na próxima semana lerei o resto dos exercícios mas que isso não me vai levar a lado nenhum e não há mesmo remédio senão ir correr, ouviste Rita P.? Pronto, terça-feira já sabes (que segunda é já amanhã e ainda não fiz a preparação mental).

Não pensem que é só enfardar...

Andava aqui a ver uns marcadores/favoritos antigos e deparei-me com o Q10 Fitness Club da Nivea (para quem não conhece é uma espécie de personal trainer para fazermos exercício em casa, ideia que achei fantástica mas que, como quase sempre, ficou amontoada pelo pc e nada mais). Como é que nunca mais me tinha lembrado disto, especialmente agora que ando a tentar retomar o exercício (e os ginásios são coisa que me apoquenta)?!    Desta vez, atirei-me ao teste sem pensar duas vezes e o resultado foi: "Você é uma mãe moderna"! Ora: Eu respondi que não tenho filhos, será que isto tem poderes de adivinhação e me está a mandar ir a farmácia? Oh gaita...Cheira-me a plano de treino intensivo para derreter as banhas pós-maternidade (oh pá!) ou então vão-me mandar beber cházinhos, porque as mães modernas têm uma vida muito activa e só vão conseguir ter um corpo perfeito se simplesmente não comerem.Há por aí voluntários para fazer também o teste? Só para eu ter a certeza que isto se …

We love food

Geralmente não como hambúrgueres ou similares na rua, não aprecio batatas fritas e, tudo quanto são rissóis, douradinhos e outros fazíveis em óleo, enfio no forno. Gosto muito de legumes, uma boa sopa também marcha e adoro saladas. Dispenso carne de vaca e, não fosse eu fã de chocolate, gelados e bolachas, seria a Miss 0% celulite. Seria... mas não consigo rejeitar uma sobremesa, sou uma gulosa de primeira e gosto de me empanturrar em bacalhau com natas, entre outras iguarias da nossa praça.

   Podia tentar listar os pratos e os alimentos que me levam ao céu - sim, ao céu, que eu como por prazer - mas não sairia daqui. Em vez disso, prefiro fazer uma ode à comida e alegrar todos aqueles que, como eu, rejubilam a cada refeição. Como? Partilhando um dos meus mais recentes aliados nas horas em que apetites repentinos me movem até à cozinha.
Falo-vos do We Love Food, um projecto dirigido a todos os "bons garfos" deste país, levado a cabo por um grupo de apaixonados pela comida…

Queridos astros,

Ao contrário do que a Maya me disse, está a querer parecer-me que andam um pouco confusos e desalinhados. Como pessoa que leva com os cacos da vossa louça partida, vejo-me na obrigação de vos fazer este apelo: comportem-se, sosseguem a periquita, arranjem um quarto, saiam do armário, resolvam-se! A minha paciência não é infinitamente elástica.    E se isto é uma espécie de vingança por desdenhar de vocês e vos colocar em causa, fazemos assim: se depois desta conversa atinarem, começo a acreditar! Prometo. Se fosse escuteira até fazia a cena do dedo, que levo os compromissos muito a sério e este é um caso que já merece ponto final. Ficamos amigos, vocês ganham tino e eu começo a ter menos azar. Pode ser? Obrigada!    Ah, já agora, se conhecerem o João Pestana enviem-me o contacto dele, que também me anda a falhar.  
Com amor, Joana.

Aceitam-se esmolas!

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Tenho o hábito de fazer orçamentos mensais para controlar as despesas. Como isto anda preto, em Outubro resolvi fazer logo até Dezembro, até porque o fim do ano é o prazo que estabeleci comigo para uma série de coisas. Fiquei logo ciente do pânico que seria o mês de Natal por ser também o do aniversário da pequena I. (a minha afilhada) e o mês em que a minha mãe completará 50 anos (impossível deixar passar em branco ou noutra cor qualquer - vai ter de ser um arco-íris pegado, que a jovem bem merece!).
   Tudo orientado, assim achava, mas quis o destino deixar claro que previsões não são certezas. E se o tal destino podia ter-me brindado com um trabalho que me aumentasse o saldo, não o fez: preferiu levar-me a viver ao limite a tentativa de esticar tudo quanto são cêntimos e trazer-me um novo afilhado. Sim, recebi um convite irrecusável para ser madrinha agora em Novembro e, guess what, o puto faz anos na semana seguinte à data do Crisma.    Duas bombas de repente, só para animar a…

O que é que é suposto...

... achar do filme Ted?
É que há partes com graça, outras em que se fica do género "a sério?! -.-" e outras um bocadinho "nhe...". Em suma, não consigo ter opinião sobre a trama - e isto, só por si, já dá para concluir que não achei nem estupendo, nem bom.

Também não achei mau, mas talvez o problema seja a soma total das partes. "Assim assim", então? Com o encolher de ombros de quando a tia te pergunta se queres chocolates ou rebuçados? Pronto, tanto faz.
[Se alguém me perguntar digo para verem, mas só quando não tiverem mesmo nada de maior importância para fazer (bom, se forem homens, há mais probabilidade de gostarem pela quantidade de piadas que vão aprender e querer usar)].

Starbucks, um amor mainstream

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Lembro-me que pisei terras de Sua Majestade pela primeira vez com os meus All Star verdes. A excitação era tanta, por tantas razões, que esse foi apenas um pormenor em todos os que ficaram gravados - Maio de 2008, nós a subir a escada rolante em Stansted, o dia escuro e chuvoso do lado de lá da vidraça (...).

   A estadia limitou-se ao tempo destinado para as escalas. Estivemos em Londres duas vezes no espaço de uma semana, mas sempre confinados ao aeroporto. Não deu para conhecer a cidade mas deu para me apaixonar: na primeira escala deliciei-me no Pret A Manger, na segunda rendi-me ao Starbucks (bastou uma trincadela na sandes de atum e pepino para se dar o clique e foi ao primeiro gole no Caffé Mocha - em inglês - que decidi trocar alianças)... dois amores arrebatadores e impossíveis por causa da distância.    Quando voltei ao Reino Unido no ano passado desforrei-me das sandes (que em Portugal vou tentando recriar em versão caseira). Já o Starbucks, atrelou-se a mim de tal manei…

(Per)seguir tendências

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Gosto de moda, atento às tendências e tenho uma wishlist com artigos das colecções mais comuns; não pretendo ofender ninguém com o que vou escrever, respeito as decisões de cada qual e não me considero superior; o tom deste post não é o desdém e não procuro polémica entre as meninas mais fashionistas, apenas achei curioso ter entrado num sítio com centenas de pessoas aleatórias e ter a sensação de que o sexo feminino estava a ser vestido em série.    Sim, as pessoas estão a vestir-se ridiculamente igual. Ontem fomos ao Urban (discoteca em Lisboa) e tudo quanto era rapariga que tivesse dispensado mais de meia hora a pensar no outfit envergava saia comprida ou mini-shorts; as famosas litas; golas com pormenores; por aí. Tudo bonito, novo, trendy. Peças que eu usaria sem problemas (vá, as litas só se me pagassem, que já as enjoei há tempos) e que proliferam blogosfera e redes sociais fora.    Tudo ok menos a originalidade, o estilo único e a personalidade apagada por 3 peças de roupa…

Ele há dias...

Acordei muito mais cedo do que o habitual pronta a resolver uma série de assuntos. Lançada para o assunto 1, logo desisto ao perceber que ups, não trouxe o dinheiro. Numa de rentabilizar o meu tempo, atiro-me aos assuntos 2 e 3, para logo depois desistir: tinha-me esquecido do passe e, por isso, não me pude deslocar pela cidade.    Respirei fundo, paguei o bilhete para regressar a casa e assim o fiz. Azares, pensei. Já à porta do prédio, enquanto procuro pela chave na mala, sinto uma substância pegajosa: a embalagem de champô que trazia lá dentro abriu e o resto conseguem imaginar. Oh yeah.

Greve

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Porque nestes dias há sempre uma série de coisas que nos passam pela cabeça, que ouvimos na rua, que vemos na televisão...
2h24 - A menos que pusesse em causa a minha situação ou fossem tarefas de vida ou morte, se tivesse um trabalho faltava: mesmo que fosse justamente remunerada, tivesse regalias e adorasse o cargo... este é um momento de união e principalmente de solidariedade, onde quem está bem deve estar sensível aos outros.
2h37 - Se o país parar hoje, é bonito de se ver e eu em princípio não passo mal (há comida no frigorífico).





3h20 - Um exemplo das tais impossibilidades de aderir às causas, que mencionei acima, no P3: O melhor que Francisca (...) pode fazer (...) é ir trabalhar. Palavra da própria, licenciada em Ciência Política a trabalhar como comercial a recibos verdes há dois anos. Se pudesse (...) parava (...). Mas o patrão marcou, estrategicamente, uma reunião para esse dia. 'Não estou numa posição negocial para dizer não. E o dinheiro faz-me falta ao fim do mês'…

Weekend

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Podia dizer que o que mais quero neste mundo é ter o trabalho dos meus sonhos, com uma remuneração satisfatória, mas seria mentira. Se quero encontrar o tal trabalho e se era ouro sobre azul que me pagassem bem para o fazer? Era, quero-o mesmo muito, mas não é o meu maior desejo: dêem-me as minhas pessoas e tudo o resto se há-de arranjar.    Não quero com isto defender o "amor e uma cabana", tenho objectivos e fascina-me alcançá-los. No entanto, sei que o expoente máximo da minha força se dá quando estou com o coração envolto em mimos e a voz parece não aguentar mais tanta gargalhada. Defendo que taxas de desemprego ou impostos não nos podem afastar disso e defendo fins-de-semana revigorantes, como o que passou ;)





Ah bom...

Eis que preciso de um texto que escrevi, há uns meses, para um jornal online. Eis que vou ao site da dita publicação e pesquiso pelo meu nome. Eis que aparecem 0 (zero) resultados. Eis que fico intrigada e pesquiso pelo título do texto. Eis que o mesmo aparece. Eis que não tem assinatura. Eis que pesquiso por uma entrevista que havia feito, também. Eis que esta surge, adivinhem, sem autor.    E cá estou eu, boquiaberta com esta merda, porque me pediram portefólio e são menos três trabalhos que posso mostrar, por não ter como provar que são meus. Que grande graça que isto tem...

The End

1 da manhã. 10 araras numa sala de estar de um apartamento.
Tlim tlão, tlim tlão [som de campainha, calam-se todos].
- É a polícia! - exclama alguém. - Eu não vou lá. - diz alguém. - Nem eu. - responde outro alguém. [acho que, de repente, todos se sentiram com 15 anos]
Tlim tlão, tlim tlão.
- Eu vou. - exclamo eu, dirigindo-me ao hall de entrada e abrindo a porta, sem sequer olhar pelo óculo numa de "vamos lá ver o que sai daqui" (costumo safar-me no improviso). Vejo dois agentes, sorrio e digo, super simpática: - Bom dia! - Pois... - responde um deles, fazendo um gesto com a cabeça que eu interpretei da seguinte forma "é esse o problema". É claro que emendei para "boa noite", mas too late.
Conclusão? A minha técnica de improviso nem sempre é a melhor, especialmente quando o jantar é acompanhado de Lambrusco. E escusado será dizer que ele chamou pelo responsável da casa e, portanto, foi igual ao litro eu ter-me oferecido num mar de pessoas de pé atrás, por…

Estou fã...

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... e intrigada! É que há coisas que até lá vamos pela expressão corporal das pessoas, mas adivinhar a palavra que alguém seleccionou aleatoriamente de um livro, deixou-me com a pulga atrás da orelha.
   Falo-vos de João Blümel e do seu espectáculo "Eu sei que tu sabes que eu sei". Provavelmente já terão ouvido falar nele, mas eu sou o tipo de pessoa que despreza magia e adivinhação na televisão ou noutro qualquer meio que possa ser manipulado e, por isso, desconhecia. Quando a A. me convidou para irmos confesso que fui às escuras e, agora que se fez luz, estou fascinada (e intrigada, lá está).    É que o gajo é bom na cena, mas aquilo tem de ter explicação e eu gostava de saber qual é! Sim, eu sempre gostei das brincadeiras de adivinhar o que é que os outros estão a pensar só de olhar para eles, mas o nível em palco foi um pouco superior a suposições e a interpretações sobre pessoas que não sabem disfarçar. Nível de leitor de mentes profissional (mentalista, como o próp…

Chocolate Cake

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Estou aqui perdida entre render-me ao sobrenatural ou admitir que posso sofrer de uma certa iliteracia culinária. A verdade deve pender para a segunda opção mas, se acreditar no além, em vez de naba sou apenas a vítima da história.    Eis o que se passa: sempre que tento fazer um doce/bolo/algo-que-agrade-gulosos-descrentes-nos-meus-confeccionados em casa dos meus pais, a coisa corre mal. Ou torra, ou erro quantidades, ou não estou atenta e uso algo fora da validade, ou faço tudo como penso que devia ser e... mesmo assim sai ao lado. Em minha casa, porém, basta-me idealizar o prato, escrever o seu nome no Google com um "fácil" à frente e seguir as instruções, para sair tudo dentro do previsto.    Estranho não é? Eu não acredito em bruxarias mas estou capaz de crer que a minha mãe me rogou uma praga quando, mais novita, me recusei a aprender a cozinhar. Só pode. Claro que ter tentado fazer folhados de maçã quando nem sequer imaginava que ia precisar de um rolo da massa mo…

Porta-Tazos #2 - Bolinho

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A rubrica dos petizes dos anos 90 não está esquecida e hoje é bom pretexto para a retomar, não fosse o 1 de Novembro um dos dias mais adorados da pequenada, que ignorava a parte de visitar os mortos no cemitério e se concentrava, apenas, em "ir ao Bolinho".

   A década de 90 representou a transição entre o costume religioso e o importado Halloween: "Pão por Deus" caiu em desuso (íamos simplesmente "ao Bolinho"); aos habituais pães e frutos secos, juntou-se a oferta de doces (sem que ameaçássemos com travessuras); e, para receber tudo isto, bastava ter lata para tocar às campainhas, que o destino encarregava-se de nos encher de guloseimas o saco feito na escola, de propósito para a ocasião.
   Nada de recitar poemas, ler versículos ou fazer malabarismos... pedíamos e os adultos davam. Tudo muito fácil? Desenganem-se! Para rechear bem o saco haviam truques a utilizar e esta é uma selva onde não se safava qualquer criança mimada! O grupo tinha de ser peq…