Planos

   Odeio planos a longo prazo, ter de esperar muito por eles não é comigo. Quero isto, faz sentido agora. Não é uma questão de mimo a mais ou de inconstância psicológica: é uma questão de querer estabelecer objectivos que sei que - em princípio - vou estar viva para os atingir.

   Um exemplo? A viagem de Janeiro/Fevereiro. Sei que quero fazer uma e que essa é a melhor altura. Sei que a minha vida anda um caos, com compromissos para aqui, horas para ali. De que é que me adianta agora decidir se vou a Praga, a Roma ou a Figueiró dos Vinhos? Nem sequer sei datas, disponibilidade, não sei se tenho dinheiro, se tenho uma perna. Chega-se mais perto e decide-se. Vou dia x. Chega-se ainda mais perto e em vez de voltar dia y, volto dia z. Ou vou de costas. De avião. A nado. Levo esta roupa. Mas no próprio dia decido que vou comprar mais uma mala. Ah. Ou no próprio dia roubam-me a carteira. Não vou.

   E é um bocado assim. Temos de medir bem as coisas e ter ousadia para mudar os planos, quando isso pode ser confundido com imaturidade (e aqui temos de perceber se é ou não). De resto, são sempre suposições. Usamos a balança e é o que fizer sentido neste momento. Se for bem ponderado, será o correcto.

E é por isso que, afinal, não vou passar o próximo mês enterrada em Lisboa (em princípio, claro).

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