Não é novidade nenhuma que, ali para os lados de Queluz, a busca por audiências roça o ridículo, mas podiam esforçar-se mais um bocadinho (e, já agora, gozar menos com as pessoas).
não é de surpreender... um mata o outro esfola... quem sai a perder são os portugueses que nem se apercebem que estão a gozar connosco e acabam por acreditar e tudo o que se diz na televisão...
Fiz anos o mês passado. Quando fui morar para Lisboa este passou a ser um dia entre amigos (quando não era de cara enfiada nos livros a estudar), sem família, e só voltei a partilhar o dia de aniversário com as duas fracções este ano. Para um regresso em grande às comemorações em família, os meus primos brindaram-me com o - adjectivo por definir - puxão de orelhas de aniversário.
E o que é o puxão de orelhas? Basta ser literal: consiste em puxar as orelhas ao aniversariante, tantas vezes quantos anos fizer. Escusado será dizer que este "carinho", quando praticado entre primos, é brincadeira para deixar o pobre coitado do aniversariante com os lóbulos a arder.
Se por acaso quiserem colocar este espectacular presente em prática, fiquem a saber que o devem fazer quando cumprimentam o aniversariante - "aaah dá cá dois beijinhos, tumba, já o agarrei, puxem, puxem!". Visto de fora é qualquer coisa como um emaranhado de braços à volta de um corpo de onde só se distinguem…
Eu tenho para mim que os condutores dos autocarros alugados para visitas de estudo são surdos. Outra hipótese é terem uma paciência de santo. Ou, então, ganham mesmo bem.
Não sei, mas guiar uma camioneta com crianças durante duas horas sem se despistar é de herói. Chinfrineira constante a cargo de miúdos e educadores, infinitas canções em coro - muitas delas com coreografia incluída - e o habitual cheiro a vomitado. Não é tarefa fácil e nós (crianças), mesmo que inconscientemente, tratámos de querer tornar esses dias mais bonitos para os pobres senhores. Como? Cantando a plenos pulmões (eu que o diga, que ia sempre no banco de trás) o hino dos passeios escolares: o famoso 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7.
Não sei quem inventou tal hit, mas este proliferou para vários pontos do país, ainda que com acentuadas variações de escola para escola - na minha cantava-se assim: Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete Vivá nossa camionete! Por favor senhor condutor,…
Hoje falava-se da má ficção nacional produzida pela TVI e da justificação do "é o que o povo gosta", pelo que me lembrei de fazer um apelo à SIC, agora que li que a sua nova novela está a ter bastante audiência: por favor, senhores que mandam no Dancin' Days, não se ponham a empatar/estragar a história.
Assisti à estreia e tenho seguido regularmente este remake da telenovela exibida pela Rede Globo no final dos anos 70. Que se dane o formato, geralmente direccionado a donas de casa: até ver, a trama está bem escrita e está a ser bem interpretada pelos actores, portanto não só tenho visto sempre que posso, como a tenho recomendado. Guerras de audiências sempre existiram, mas com a publicidade a render cada vez menos dinheiro a televisão portuguesa está a atingir o cúmulo do ridículo: agradecer aos portugueses por terem visto, em massa, os jogos do euro, parece-me desespero - mas os dois canais privados teimam em fazê-lo. O que é que o futebol tem que ver com as novela…
Ai, já tinha saudades do cheiro a mofo!
ResponderEliminarNão sei porquê mas esta notícia não me surpreendeu... hunf (e sim, foi a primeira vez que a li).
ResponderEliminarnão é de surpreender... um mata o outro esfola... quem sai a perder são os portugueses que nem se apercebem que estão a gozar connosco e acabam por acreditar e tudo o que se diz na televisão...
ResponderEliminarbabi-student.blogspot.pt
Não tenho a TVI sintonizada na minha televisão, mas se tivesse ia pedir medicação porque aquela mulher assusta. ;P
ResponderEliminarAHAHAHHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHA ai ri-me tanto. a ferreira leite, a sério?! entre sócrates e leite venha o diabo e escolha.
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